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Review Intel Core i9-14900K e i5-14600K | Tímida, 14ª geração é igual à 13ª

Por| 23 de Outubro de 2023 às 18h45

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Jones Oliveira/Canaltech
Jones Oliveira/Canaltech
Tudo sobre Intel

A 14ª geração de processadores Intel chegou com uma promessa tímida: incrementar as capacidades, recursos e desempenho da 13ª geração. Não a toa, a novas CPUs são chamadas de Raptor Lake Refresh, indicando que os Core i5-14600K, Core i7-14700K e Core i9-14900K lançados em outubro são apenas versões ligeiramente atualizadas dos Raptor Lake de um ano atrás.

E timidez é uma característica que permeia toda essa geração. Com os Meteor Lake chegando para notebooks em 14 de dezembro prometendo uma grande revolução na indústria, pouca coisa sobrou para os Raptor Lake Refresh, que parecem ter vindo para tapar buraco. Os vazamentos foram contidos, a apresentação da Intel à imprensa foi bastante estoica e o lançamento foi extremamente discreto.

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Mesmo sem nenhuma pompa e fanfarra, a companhia de Santa Clara apresentou números para animar jornalistas, reviewers e consumidores: as novas CPUs Raptor Lake Refresh para desktops entregam até 54% mais desempenho que a concorrência em certas tarefas. Num comparativo intergerações, esse salto de performance foi ainda maior: até 63% de ganhos em relação à família Alder Lake de 12ª geração.

Mas e na prática? Como os novos processadores da Intel se saem? Eu recebi um Core i5-14600K e um Core i9-14900K para testar e o resultado surpreendente você confere neste review.

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Prós

  • 6GHz de clock nativo
  • Otimização de performance por IA
  • Compatível com chipsets 600 e 700
  • Compatível com DDR4 e DDR5

Contras

  • Pouquíssimo ganho de desempenho
  • Temperaturas altíssimas
  • Consome muita energia
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Intel Raptor Lake Refresh: principais novidades

Por se tratar de uma geração atualizada, os novos Intel Raptor Lake Refresh de 14ª geração não trazem nenhuma grande novidade em relação à 13ª geração. Isso significa que esses processadores utilizam a mesmíssima arquitetura de um ano atrás, incluindo os mesmos núcleos Raptor Cove de performance e os Gracemont de eficiência. A litografia também é igual, a Intel 7 de 10nm, e praticamente todos os modelos têm a mesma contagem de núcleos e threads de um ano atrás.

E o que exatamente mudou para justificar o lançamento desses novos componentes? Para a Intel, a maturação e os ajustes feitos no processo de fabricação usando a litografia de 10nm foram suficientes para lançar os Raptor Lake Refresh. Embora não tenha detalhado com exatidão quais foram esses ajustes, a companhia garantiu que eles permitiram entregar mais desempenho consumindo o mesmo ou menos energia que a 13ª geração.

Na prática, isso garantiu um incremento no clock dos processadores. O Core i5-14600K, por exemplo, ganhou 100MHz a mais de frequência sem ter seu IPC alterado — valor interessante para o modelo que servirá de entrada para a linha entusiasta da Intel. Já o Core i9-14900K ganhou 200MHz a mais de clock, conseguindo alcançar 6GHz de frequência sem qualquer overclocking — feito antes alcançado apenas pelo Core i9-13900KS.

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Ainda falando em performance, a Intel apresentou duas novidades de otimização assistidas por inteligência artificial. A Application Optimization é focada em jogos e direciona processos e recursos em tempo real para ganhar mais desempenho. O único problema é que, neste momento, apenas dois jogos oferecem suporte à funcionalidade: Rainbow Six: Siege e Metro Exodus.

Já o AI Assist é uma novidade do Intel XTU para overclocking automático assistido por inteligência artificial. Ou seja: tunar o processador está ainda mais fácil, já que a IA apresenta opções de overclocking mais precisas com apenas um clique. O problema é que a novidade também tem restrições: neste primeiro momento está limitada ao Core i9-14900K. No futuro, chegará para os demais modelos da 14ª geração, mas todas as famílias anteriores ficarão de fora.

A propósito, essas CPUs de 14ª geração mantêm a compatibilidade com as placas-mãe com chipset série 600 e 700, além de oferecerem suporte a memórias RAM DDR4 e DDR5. Com isso, os componentes se colocam como uma opção de upgrade sem a necessidade de mudar todo o setup, o que pode ser atraente para quem vem trilhando o caminho do upgrade desde a 12ª geração e quer finalizar no topo do que a Intel tem a oferecer na 14ª geração.

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Fora isso, todos os processadores Raptor Lake Refresh chegam com suporte nativo a Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4 e USB 3.2 Gen 2 x 2 e... É isso.

Intel Raptor Lake Refresh x Raptor Lake
Core i9-14900KCore i9-13900KCore i5-14600K
Núcleos24 (8+16)24 (8+16)14 (6+8)
Threads323220
Cache L336 MB36 MB24 MB
Cache L232 MB32 MB20 MB
Thermal Velocity BoostAté 6,0 GHzN/AN/A
Turbo Boost MaxAté 5,8 GHzN/AN/A
P-Core Max BoostAté 5,6 GHzAté 5,8 GHzAté 5,3 GHz
E-Core Max BoostAté 4,4 GHzAté 4,3 GHzAté 4,0 GHz
P-Core clock base3,2 GHz3,0 GHz3,5 GHz
E-Core clock base2,4 GHz2,2 GHz2,6 GHz
Vídeo integradoUHD Graphics 770UHD Graphics 770UHD Graphics 770
Linhas PCIe202020
Velocidade máx RAM

DDR5 5.600 MT/s

DDR4 3.200 MT/s

DDR5 5.600 MT/s


DDR4 3.200 MT/s

DDR5 5.600 MT/s


DDR4 3.200 MT/s

Máx capacidade RAM192 GB128 GB192 GB
Consumo base125 W125 W125 W
Consumo turbo253 W253 W181 W
PreçoR$ 4.300R$ 3.985R$ 2.200

Setup de testes

No Canaltech, os Intel Core i5-14600K e Core i9-14900K foram testados usando o Windows 11 Pro com as atualizações e patches de segurança mais recentes instalados. Todos os componentes também estavam atualizados com os drivers mais recentes disponíveis no momento da publicação do review. A placa-mãe também estava atualizada com a BIOS mais recente disponibilizada pela fabricante.

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Dito isso, o setup de testes do Core i5-14600K e Core i9-14900K foi o seguinte:

Temperatura e Consumo do Core i9-14900K e Core i5-14600K

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Fiz os testes de temperatura e consumo do Core i9-14900K e Core i5-14600K com o auxílio do AIDA64. O programa da FinalWire tem um teste de estabilidade completo que sobrecarrega os componentes e os leva ao limite executando instruções AVX, AVX2 e AVX-512.

O Core i5-14600K se "comportou" dentro do esperado, operando a até 82°C sob alto estresse e consumindo um máximo de 152W de energia. Já o Core i9-14900K extrapolou todos os limites, explodindo para 97°C e entrando em Thermal Throttling em apenas 6 minutos de testes. O consumo de energia também bateu o teto estabelecido pela Intel de 253W.

Detalhe: tudo isso com Multicore Enhancement desabilitado, forçando os processadores a trabalharem dentro das especificações estabelecidas pela fabricante. Não fosse o caso, certamente veríamos o Core i9-14900K catapultando esse consumo para mais de 400W. Fácil.

Overclocking do Core i9-14900K

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Hoje, os processadores já vêm com clocks tão altos que o overclocking muitas vezes chega a não fazer tanto sentido assim se você não for um entusiasta. Digo isso porque não é raro ver esses componentes ganhando muita pouca frequência forçando bastante o sistema de arrefecimento e sobrecarregando os VRMs.

Apesar disso, a facilidade de fazer overclocking nos Intel Core de 14ª geração é um dos atrativos mais propagandeados pela própria fabricante, sobretudo por agora isso ser feito com o auxílio de inteligência artificial no AI Assist do Intel XTU. Com o auxílio de um banco de dados gigantesco alimentado pela Intel, o AI Assist avalia CPU, placa-mãe, memória e arrefecimento para sugerir a melhor configuração para obter o melhor desempenho possível.

Como essa funcionalidade por enquanto só é compatível com o Core i9-14900K, foi ele o alvo do overclocking nos meus testes. Com o AI Assist, o XTU conseguiu subir o clock turbo de 5,7 GHz para 6,1 GHz. Consumo e temperatura máximos também subiram: mesmo com as restrições ativadas na placa-mãe, os 253W de pico subiram para 291W — e certamente ultrapassariam a casa dos 450W caso o Multicore Enhancement fosse habilitado. A temperatura topou os 100°C.

Na prática, o overclock do Core i9-14900K não trouxe ganhos expressivos para os testes. Em alguns benchmarks, o desempenho do processador tunado ficou até abaixo da versão original; e quando houve ganhos, foram poucas as ocasiões que realmente compensariam o aumento de voltagem.

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Benchmarks

Enquanto estivemos com os Core i5-14600K e Core i9-14900K em mãos, executamos uma série de testes para medir o desempenho deles desde tarefas do cotidiano, rotinas mais pesadas e jogos.

O Core i9-14900 fez duas passagens pelos benchmarks: a primeira delas com suas configurações de fábrica; a segunda, com overclock de 6,1 GHz. Apesar de ele ter topado a temperatura máxima quando submetido às cargas intensas de estresse do AIDA64, nos testes a seguir tudo ocorreu dentro do esperado e sua temperatura se manteve dentro das expectativas em todas as ocasiões.

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Teste de CPU do Core i9-14900K e Core i5-14600K

Na primeira bateria de testes eu utilizei o 3DMark para medir o desempenho dos Raptor Lake Refresh em um cenário sintético de jogos. Isso significa que as situações propostas por esses testes não refletem a realidade, mas dão uma noção de quanto poder de fogo bruto é possível obter dos processadores.

O 3DMark Time Spy e o 3DMark Fire Strike simulam um gameplay propriamente dito, o primeiro com DirectX 12 e o segundo com DirectX 11. Em ambos isolamos o teste de CPU e de Física, que focam no cálculo de partículas, efeitos de iluminação e profundidade para forçar o processador em si e não o conjunto do setup.

Nesses dois casos, o desempenho do Core i9-14900K foi bastante similar ao do antecessor, o Core i9-13900K. Arrisco até mesmo a dizer que houve empate técnico. A maior diferença foi notada no Fire Strike, onde o Core i9-14900K overclockado apresentou performance 7,5% superior.

No Time Spy, chama a atenção a proximidade do Core i5-14600K do pelotão, com uma diferença de apenas 13%.

O 3DMark CPU Profile é outro benchmark da suíte que trouxe resultados interessantes. Aqui o desempenho é medido de forma mais bruta, sem necessariamente simular um ambiente de gameplay. Assim, temos uma noção melhor do desempenho multithread e single-thread dos processadores.

Se no Time Spy o Core i5-14600K estava próximo do pelotão, aqui ele chega a superar tanto o Core i9-14900K quanto o Core i9-13900K em multithread. O motivo: provavelmente o projeto térmico mais contido que o permite operar com mais consistência, sem thermal throttling.

Outro teste "bruto" de desempenho multithread e single-thread é o do CPU-Z. Bastante simples de ser rodado, ele atribui instruções de sobrecarga diretamente ao processador e dá uma pontuação. É mais uma ferramenta útil para avaliação crua de performance.

Eu também rodei o GeekBench 6, que tem uma abordagem bem diferente dos demais: em vez de testes em jogos e bruto, aqui as rotinas envolvem compressão e descompressão de dados, cópia de arquivos, detecção facial, renderização de documentos e outros processos normalmente vistos em tarefas do dia a dia.

Ao todo, são feitas duas passagens por esses testes: uma para avaliar o desempenho multi-core; outra, o single-core.

Para fechar essa bateria de testes focados especificamente na CPU, eu utilizei o y-cruncher, um conhecido benchmark capaz de calcular o número π com milhões de casas de precisão. Basicamente, aqui sobrecarregamos o processador para aferir sua capacidade matemática pura.

Perceba que em praticamente todos os testes o Core i9-14900K caminha lado a lado com o Core i9-13900K, não conseguindo se desprender do seu antecessor. Curiosamente, em alguns casos vemos o Core i5-14600K se aproximar deles, um indício de que o refresh da 14ª geração pode ter feito mais bem à gama de entrada do que à topo de linha.

Office, renderização e IA com Core i9-14900K e Core i5-14600K

Nesta segunda fase, eu testei o Core i5-14600K e o Core i9-14900K para lidar com atividades do cotidiano. O objetivo é avaliar como eles se saem em rotinas de escritório, trabalhos de renderização e produção de conteúdo e cargas de trabalho com inteligência artificial.

Aqui eu utilizei o Procyon Office para medir quão bons os novos processadores da Intel são em tarefas de escritório com o Office. Ao longo do teste, a ferramenta da UL Benchmark abre os aplicativos reais da suíte da Microsoft e simula um dia de trabalho utilizando o Word, Excel e PowerPoint. Há notas individuais para cada um deles, e uma geral que dá uma boa noção do desempenho do processador nesse cenário.

O Procyon também consegue simular um dia de trabalho no Photoshop, abrindo, retocando e aplicando filtros em uma série de fotos. Por fim, a ferramenta também traz consigo testes de inteligência artificial com vários frameworks diferentes. A ideia é medir quão bem os processadores se saem em cargas de trabalho como segmentação de imagem, detecção de objetos em tempo real, redes neurais e afins.

Avaliando bem os números, dá para perceber que o marasmo segue presente. No teste geral do Office o ganho de desempenho foi de apenas 2,37% — mais uma vez, empate técnico. O maior salto apresentado pelo Core i9-14900K foi nos testes do Excel: com overclock, ele entregou 7,18% mais performance.

A grande surpresa foram os testes de inteligência artificial com o framework OpenVino. Aqui, a 14ª geração de processadores Raptor Lake Refresh apresentou um salto assombroso de desempenho de 353,5% — um indicativo fortíssimo de quais rumos a Intel irá tomar daqui em diante, mesmo sem estas CPUs contarem com os novos recursos apresentados para os Meteor Lake.

Na segunda parte desta fase dos benchmarks, eu testei os Core i9-14900K e Core i5-14600K com várias ferramentas de renderização. A ideia é medir quão bem os novos processadores conseguem trabalhar com renderização de cenas 3D, iluminação e ray-tracing, indicando se são uma opção válida para quem trabalha com esse tipo de conteúdo.

Nos primeiros testes, envolvendo três versões do Cinebench, duas do V-Ray e o POV-Ray, ficou evidente que os 10 núcleos a menos do Core i5-14600K fizeram bastante falta e o processador de entrada da 14ª geração da Intel ficou bem atrás dos demais.

Por outro lado, nos testes de renderização do Blender, o projeto térmico mais contido e a maior estabilidade do Core i5-14600K fizeram ele se sair melhor do que todos os outros. Aqui, o processador de entrada concluiu as tarefas até 41% mais rápido.

Desempenho do Core i9-14900K e Core i5-14600K em jogos

Se nos testes de renderização e produtividade os ganhos de desempenho não foram tão significativos, em jogos a situação volta a se repetir. E isso já era esperado, já que até a própria Intel admitiu que em games os ganhos sempre foram "abaixo de dois dígitos" — ou seja: sempre menos de 10%.

Os testes de desempenho do Core i9-14900K e Core i5-14600K em jogos foram feitos com todos os jogos rodando em Full HD. O motivo disso é que se trata de um teste para medir desempenho da CPU, não da GPU ou a qualidade gráfica. Portanto, a ideia é deixar a placa de vídeo trabalhar com "folga" e fazer o processador ser o gargalo de desempenho.

A avaliação também foi feita nos dois extremos de cada jogo: com os ajustes gráficos no mínimo e no máximo. Dessa forma podemos ter uma boa noção de como os novos processadores da Intel se saem com cargas diferentes de trabalho in-game.

No preset mais baixo, o Core i9-14900K apresenta o melhor desempenho em 5 dos 8 jogos avaliados. Os outros 3 apresentam maior desempenho com o Core i5-14600K. Nesse cenário, o título que teve o maior ganho de desempenho foi Metro Exodus: o i9-14900K em overclock e com o auxílio do Application Optimization, o título apresentou ganho de 8,3%.

No preset máximo, o Core i9-14900K perde bastante fôlego e só é a melhor opção de CPU em 3 dos 8 jogos. Em 2 deles o Core i9-13900K vence, e no restante há empate entre os processadores avaliados. O maior ganho, neste cenário, foi em Rainbow Six: Siege, outro jogo que tem suporte ao Application Optimization: míseros 1,9%.

Concorrentes

Ainda não tive a oportunidade de avaliar os principais concorrentes dos novos processadores Intel Raptor Lake Refresh de 14ª geração. Porém, é bastante claro quem são seus rivais nessa briga.

O Ryzen 9 7950X3D é o processador topo de linha da AMD e que se apresenta como principal adversário do Core i9-14900K da Intel. No papel, ele apresenta vantagens que fazem a diferença tanto para quem quer uma CPU para trabalhar quanto para jogar em alto desempenho, sendo o principal deles o cache L3 de 128MB contra os 36MB do modelo do time azul. Essa diferença de especificação também é levada para a etiqueta de cada processador: enquanto o novo modelo topo de linha da Intel está custando R$ 4.300, o da AMD custa R$ 5.000.

Dois outros modelos da AMD também fazem frente ao novo Core i9-14900K, mas por um preço mais competitivo. O Ryzen 9 7950X se coloca na mesma faixa de preço do Core i9-14900K, trazendo clock de 5,7GHz e o dobro de cache L3 (64MB); enquanto isso, o Ryzen 7 7800X3D é um concorrente com bem mais cache L3 (96MB) e que sai pelo preço camarada de R$ 2.900.

A pouca diferença de desempenho do Core i9-14900K também faz ele concorrer com seu antecessor, o Core i9-13900K. Por já ter um ano de estrada, o modelo de 13ª geração tem um preço bastante atraente e que pode fazer mais sentido para quem prefere a plataforma da marca e está vindo da 12ª geração ou de uma CPU mais modesta de 13ª geração: R$ 3.980.

Dentro da própria Intel, o Core i5-14600K disputa espaço com o Core i7-13700K. Com mais núcleos e desempenho ligeiramente maior, o modelo de 13ª geração pode ser uma alternativa para quem ainda não está pronto para investir no Core i7 de 14ª geração e quer um pouco mais de performance. Ele tem saído por R$ 2.650, R$ 450 a mais que os R$ 2.200 cobrados pelo 14600K.

Do lado vermelho da força, o embate do Core i5-14600 é com o Ryzen 5 7600X. Com apenas 6 núcleos, 12 threads e 38MB de cache L3, o modelo consegue entregar desempenho sólido e satisfatório em cargas de trabalho pesadas, mas custando bem menos: cerca R$ 1.700, R$ 500 a menos que o concorrente.

Intel Core i9-14900K e Core i5-14600K valem à pena?

A Intel prometeu alguns ganhos significativos de desempenho para os processadores Raptor Lake Refresh de 14ª geração, mas nos meus testes eu sequer consegui chegar perto de reproduzir isso. Em absolutamente todos os benchmarks e casos de uso, o que vi foi uma melhoria discreta na casa dos 7% — isso quando ela efetivamente existia.

Isso evidencia que a Intel exauriu o processo de fabricação Intel 7, que agora está plenamente amadurecido e refinado. A prova disso é que muitas das melhorias apresentadas estão relacionadas a novos recursos como o Application Optimization e AI Assist, ambos interessantes, porém ainda muito discretos e tímidos. Fora isso, não tem mais para onde ir.

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Os Raptor Lake Refresh dão adeus à litografia de 10nm e pavimentam um caminho promissor para os Arrow Lake de 15ª geração. É a despedida de um trabalho iniciado nos Alder Lake de 12ª geração, que quebrou paradigmas na Intel ao estrear a arquitetura híbrida de núcleos de performance e de eficiência, e que passou pelos competentes Raptor Lake de 13ª geração.

Inclusive, eles foram tão competentes que este refresh pouco tem a acrescentar. A 14ª geração Intel Core chega apenas para consolidar tudo o que a companhia fez de melhor nesses últimos dois anos, sem quebras de paradigmas, sem grandes inovações, sem grandes saltos de desempenho.

É uma geração tímida, que pouco se expressa e não faz muito barulho. Por isso, muita gente pode se questionar o porquê de ela existir. Hoje é difícil enxergar os motivos, sobretudo pela pouca evolução que esses processadores mostram. Mas daqui a um ano, quando os Arrow Lake forem lançados, os Raptor Lake Refresh serão a última lembrança de que um dia o foco da Intel esteve voltado para games e que, dali em diante, todas as atenções estarão na inteligência artificial.

Então os Core i9-14900K e Core i5-14600K não valem a pena? Não é bem assim. Ambos são uma boa opção para quem está fazendo upgrade diretamente da 12ª geração. Nesse cenário, os ganhos de desempenho justificarão o investimento. Para quem vem da 13ª geração, sobretudo quem já tem um Core i9-13900K no setup, não vale gastar o dinheiro nesse upgrade. A diferença de ganho médio de frames é de apenas 0,6% por um preço 7,5% maior.

No caso do Core i5-14600K, o investimento pode valer à pena até para quem vem de um Core i7-13700K. Aqui, o refinamento no processo de fabricação garantiu ao processador muito mais estabilidade, a ponto de competir com o intermediário da geração passada — que hoje custa mais caro que ele. Se a sua realidade hoje for uma CPU de 12ª geração, esse upgrade pode fazer ainda mais sentido.

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Se não houver urgência em fazer um upgrade agora, vale à pena esperar mais um ano, até a chegada dos Arrow Lake de 15ª geração. Até lá, saberemos se o custo para entrar na era da inteligência artificial valerá à pena, ou se os preços reduzidos tornarão os Raptor Lake Refresh mais atraentes.