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Intel traz ao Brasil linha Xeon Sapphire Rapids de 4ª geração

Por| Editado por Wallace Moté | 03 de Março de 2023 às 10h40

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Em evento realizado nesta quinta-feira (2), a Intel apresentou ao Brasil os processadores Intel Xeon Scalable de 4ª geração, de codinome Sapphire Rapids. Disponíveis em servidores para o mercado nacional já a partir de abril, a nova família de CPUs para data centers chega prometendo avanços significativos em diversas cargas de trabalho com grande aumento de eficiência energética, graças à combinação de novos núcleos, aceleradores dedicados e arquitetura baseada em chiplets.

Os novos Xeon foram lançados em janeiro deste ano, trazendo como destaques a implementação de chiplets — são até 4 tiles (como são chamados os chiplets da Intel), que oferecem até 60 núcleos de CPU, com arquitetura Golden Cove, a mesma presente na 12ª geração Alder Lake para desktops e notebooks, mas ajustada para as cargas de trabalho de servidores. Seu maior diferencial é a presença de aceleradores dedicados para tarefas como processamento de IA, redes, processamento seguro, análise de dados e Computação de Alta Performance (HPC).

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Na apresentação brasileira, a gigante deu destaque a alguns deles, incluindo o Intel Advanced Matrix Extensions (AMX), especializado em acelerar Inteligência Artificial, e o Intel Data Streaming Accelerator (DSA), que agiliza a busca de dados no armazenamento sem solicitar acesso à CPU. Os dois principais benefícios dessa abordagem são a redução de estresse nos núcleos tradicionais, que acabam tendo mais ciclos para processar tarefas que não são aceleradas, e o consumo, já que o tempo para realização das cargas de trabalho diminui.

Segundo a Intel, em comparação à família Xeon Scalable de 3ª geração, de codinome Ice Lake-SP, a combinação dos núcleos Golden Cove com aceleradores é 53% superior em média, com destaque para áreas onde os ganhos são maiores, como IA (até 10 vezes mais rápido), redes 5G vRAN (até 2 vezes superior) e análise de dados (até 3 vezes mais veloz). Somando isso à maior contagem de núcleos, os clientes poderão atingir resultados similares ou superiores com muito menos servidores.

Nos exemplos, para servidores dedicados a IA, base de dados e HPC, o número poderia cair de 50 para 18, 17 ou mesmo 16 máquinas, enquanto o consumo seria até 25,7 kW menor, com o custo total de posse (TCO) — a estimativa de gastos feita pelos clientes de servidores para projetar o custo de mantê-los por um determinado período de tempo — sendo até 66% menor, dependendo da tarefa processada.

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Além dos modelos tradicionais, foram lançados ainda os Xeon Max Series com até 56 núcleos de CPU, cujo diferencial é a adição de 64 GB de memória HBM2e diretamente no processador, fornecendo largura de banda de até 1 TB/s, 4 vezes mais que a RAM tradicional. A memória HBM2e dá maior flexibilidade ao poder operar em 3 modos começando com o HBM Only, em que o servidor pode ser ligado sem RAM DDR, usando apenas as memórias HBM para funcionar, o que reduz o consumo e turbina a velocidade de procesamento.

Há ainda o HBM Flat Mode, ideal para tarefas que exijam mais do que 64 GB de memória. Nele, a HBM2e ainda é usada como RAM principal, mas as memórias DDR do servidor são ativadas para estender a capacidade máxima. Esse modo em específico requer ajustes nos códigos para que a máquina atinja o melhor desempenho. Por fim, o HBM Caching Mode transforma as memórias HBM em cache da RAM DDR, mantendo apenas as tarefas mais acessadas para acelerá-las.

Também foram destacados as memórias, barramento e conexões de nova geração: a família suporta até 8 canais de RAM DDR5-4800 com correção de erros (ECC) completa, fornece 80 pistas PCIe 5.0 para expansão, traz o protocolo CXL 1.1 para expansão com mais memória ou aceleradores adicionais de tarefas específicas e utiliza o novo padrão de comunicação entre soquetes UPI 2.0, não apenas melhorando a comunicação entre CPUs nos racks com mais de um processador, como ainda possibilitando o uso de até 8 CPUs em um único rack.

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A Intel aproveitou ainda a oportunidade para reforçar seu compromisso com a América Latina, dando de exemplo o supercomputador adquirido pela Argentina no final de 2022, destinado à previsão do tempo de alta precisão. Fabricado pela Lenovo, o dispositivo já utiliza CPUs Xeon Scalable de 4ª geração com mais de 5.000 núcleos, e embarca 296 GPUs Intel Ponte Vecchio, atingindo 15,3 PetaFLOPs de poder computacional. A máquina é 40 vezes superior ao computador mais veloz disponível hoje no país, e figura entre os 100 mais rápidos do mundo.

Já disponíveis em instâncias fornecidas pela Amazon Web Services (AWS), os processadores Intel Xeon Sapphire Rapids começam a ser vendidos no Brasil em servidores montados por gigantes como Cisco, Dell, HP, Lenovo, Positivo, RealCloud e Supermicro. Prazos foram revelados para apenas duas delas: a Dell confirmou que deve disponibilizar soluções com as novas CPUs no segundo trimestre de 2023, enquanto a Lenovo deve oferecer máquinas equipadas com os componentes já a partir de abril.