Intel lança os CPUs escaláveis Xeon de 3ª geração com até 40 núcleos

Por Igor Almenara | 07 de Abril de 2021 às 09h25
Intel/Divulgação
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Nesta terça-feira (6), a Intel anunciou seus novos processadores Xeon Scalable de 3ª geração. Os chips da família Ice Lake focados em escalabilidade, segurança e consistência destinados a data centers chegam para atender as demandas crescentes das relações remotas e conectividade móvel de todo o mundo com auxílio de inteligência artificial em nível de hardware.

As mais recentes adições ao portfólio da Intel reúnem toda a experiência da companhia na promoção de sistemas robustos e servidores prontos para entregarem soluções às demandas mais comuns em vários setores da sociedade — pesquisa, cidades inteligentes, medicina, conectividade, serviços em nuvem e outros. Junto de, logicamente, hardware de alto padrão, relação íntima entre componentes e uma base eficiente para construção de softwares.

Portfólio completo de produtos Intel. (Imagem: Divulgação/Intel)

Um extrato de tecnologias de ponta

As introduções ao catálogo de processadores para data centers são construídas com o processo de fabricação de 10 nm da Intel, reunindo até 40 núcleos por unidade. É quase o dobro quando comparado com sistemas de cinco anos atrás.

(Imagem: Divulgação/Intel)

Este ganho é garantido pela compatibilidade com até oito canais de memória DDR4 trabalhando em 3200 MHz e até 64 vias PCI 4.0 por soquete. Embalados com tecnologias em baixíssimo nível para otimizar a resultados e criar um produto quase impenetrável.

Inteligência artificial em nível de hardware

Nesse segmento, a expertise da Intel envolve todos os produtos. A companhia se apoia em suas várias áreas de atuação — memória, módulos de conexão, desenvolvimento de software e hardware — para apresentar soluções altamente eficientes para “fazer mais com menos”.

“Consumo eficiente” é o conceito que reina dentro dos Xeon de 3ª geração. Durante uma apresentação dedicada à imprensa, a fabricante exaltou algumas das aplicações práticas em que seus processadores impactam positivamente, tanto no dia a dia das pessoas — através de serviços de streaming, videochamadas e plataformas de trabalho —, quanto nos bastidores da sociedade, no tratamento de dados, gerenciamento de cidades e outros serviços.

Deep Learning para a criação de avatares virtuais apresenta ganhos significativos em performance. (Imagem: Divulgação/Intel)

Com exclusividade, a Intel integrou ao Xeon Scalable Ice Lake arquitetura flexível com aceleração por inteligência artificial através do Intel DL Boost. O baixo nível de implementação proporciona maior desempenho no processamento geral e nas cargas de trabalho de data centers.

O aumento em performance chega a 74% em cada uma das gerações Xeon Scalable e, em comparação com o produto equivalente da concorrente AMD, a vantagem chega a 50% em testes sintéticos (numa comparação entre o Xeon, de 40 núcleos, e o AMD EPYC 7763, de 64 núcleos).

Além do desempenho geral, a carga de trabalho atribuída à inteligência artificial também é melhor que o hardware concorrente — neste caso, da Nvidia. A Intel afirma que o Xeon de 3ª geração se sobrepõe em 30% sobre a GPU Nvidia A100 em atividades com IA. Resultados podem variar, logicamente, mas é uma ótima posição para se lançar diante dos competidores.

“Nossa plataforma escalável Intel Xeon de 3ª geração é a mais flexível e performante de nossa história, projetada para lidar com a diversidade de cargas de trabalho desde a nuvem, rede, até a borda”, exalta o Navin Shenoy, vice-presidente executivo e gerente geral do Data Platforms Group.

Segurança e confiabilidade

Do outro lado, há tecnologias voltadas para a segurança, cuja responsabilidade fica com o Intel SGX. O método ajuda a proteger códigos e dados confidenciais ao minimizar o potencial para ataques a nível de hardware, compatível com máquinas de 2 soquetes com enclaves que podem isolar até 1 TB de código e dados sensíveis.

Ao lado dele, há os novos recursos Intel Memory Encryption e o Intel Platform Firmware Resilience. Juntos, eles formam um meio inteligente para o tratamento de dados e entrega de insights a partir de informações coletivas, sem que isso viole a privacidade do consumidor final.

O aprendizado de máquina localizado viabiliza cooperação entre múltiplas instituições sem violar a privacidade. (Imagem: Divulgação/Intel)

Exemplo prático desses recursos é o uso de dados entre hospitais para obter um diagnóstico mais preciso. A combinação das ferramentas de inteligência artificial e os recursos de segurança entregam respostas apuradas e, quando fornecidas como amostras para o aprendizado de máquina, reduzem a margem de erro das avaliações graças as inúmeras iterações semelhantes.

Assim, múltiplas instituições podem colaborar com uma base de dados comum, livre de identificadores, para aprimorar o diagnóstico de tumores e outras análises. Assim, o sigilo médico-paciente é devidamente preservado, ao mesmo tempo que o hardware viabiliza a cooperação entre hospitais para evitar procedimentos desnecessários e conclusões precipitadas.

Escalabilidade com consistência

Durante a apresentação, a Intel demonstrou que compreende a necessidade de sistemas versáteis para encarar um súbito crescimento de demanda. A pandemia e o distanciamento social mostraram aos gerentes de servidores que é crucial estar preparado para uma guinada em número de acessos simultâneos. Para isso, a companhia acredita que a resposta seja a virtualização.

Segundo ela, desenvolver produtos com boas capacidades para promover a virtualização de sistemas se tornou uma prioridade. A importância dessa técnica permite o trabalho em diversas iterações e abre caminho para um crescimento de acordo com a demanda, num consumo inteligente de recursos e reduzindo a chance desses “sustos”.

O cenário promissor para o 5G reitera essa necessidade. Felizmente, a Intel afirma que é uma das especialidades dos processadores Xeon: os chips contam com latência reduzida, altas taxas de transferência e excelente performance na distribuição de núcleos, características que favorecem virtualizações.

A nova conexão promete embarcar inúmeros dispositivos espalhados por cidades inteligentes, desde estruturas que compõem o trânsito, aos eletrodomésticos com conexão com a internet. Dito isto, é importante preparar os servidores hoje para que seja uma expansão pouco disruptiva no futuro, preparada para a alta demanda e fluxo de dados através das antenas.

Com esse mesmo propósito, a Intel já prepara novos processadores para o futuro da conectividade móvel, os Xeon Série “D”, que darão espaço para flexibilidade ainda maior.

O primeiro cliente que aproveitará esses aspectos do Xeon Ice Lake será o Google Cloud em suas aplicações de web services, gaming, gerenciamento de dados e ambientes de desenvolvimento de software.

Uma promessa para o futuro

Ao final da apresentação, a Intel dedicou um tempo para apresentar seu novo CEO, Pat Gelsinger. O executivo retorna à companhia na posição de liderança com aparente crença nos produtos da companhia e fé no propósito que fundou a companhia décadas atrás.

Pat Gelsinger, atual CEO da Intel. (Imagem: Divulgação/Intel)

“Eu falo frequentemente que tecnologia é como mágica. É o poder de tocar e melhorar a vida de todas as pessoas do mundo. Sabemos que ao lado dos nossos consumidores estão os desenvolvedores e engenheiros são o sangue que compõe a indústria. Eles descobrem o [valor de] ‘X’ todos os dias. [...], eles erguem empresas, criam soluções, trazem a magia para a tecnologia”, comentou no seu discurso de introdução.

Ele promete maiores novidades no próximo evento da companhia, o Intel On, que acontecerá em outubro deste ano em São Francisco. O CEO acredita que são as diferenças entre as pessoas que catalisam a criatividade e deseja “trabalhar junto dos criadores” para criar soluções ainda melhores para a sociedade.

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