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Google Tensor G3 vaza por completo com desempenho pouco animador

Por| Editado por Wallace Moté | 05 de Junho de 2023 às 09h54

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Esperado para equipar a família Pixel 8, o Google Tensor G3 acaba de protagonizar um enorme vazamento que indica as principais características da próxima geração da plataforma da gigante das buscas. Ao que parece, o componente deve trazer grandes mudanças em CPU — um dos pontos fracos do modelo anterior —, GPU e memórias, entre outros upgrades de peso que poderiam oferecer melhorias importantes de performance, ainda que um benchmark recém-encontrado sugira pouca evolução.

As informações chegam através da leaker Kamila Wojciechowska, responsável pelos principais vazamentos do Google nos últimos meses, e apontam para grandes mudanças no Tensor G3, cujo codinome seria "Zuma". Começando pela CPU, o chip abandonaria a configuração pouco convencional vista nas gerações anteriores em favor de outra tão incomum quanto, embarcando nove núcleos no total — quase todos os processadores modernos de celular usam apenas oito núcleos.

A organização seguiria o formato 1 + 4 + 4, embarcando um Cortex-X3 de máxima performance trabalhando a 3,02 GHz, quatro Cortex-A715 de alto desempenho rodando a 2,45 GHz e quatro Cortex-A510 de alta eficiência operando a 2,15 GHz. Não teríamos apenas novos modelos de núcleos em todos os grupos e em maior quantidade, como também frequências até 150 MHz mais altas, o que em teoria deveria proporcionar um salto notável de velocidade.

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Outra novidade importante proporcionada pelos núcleos atualizados é o suporte à arquitetura ARMv9, apresentada em 2022. Entre os diversos avanços oferecidos, os mais importantes estão relacionados com segurança, com um recurso integrado de proteção contra ataques via memória, além do suporte exclusivo a instruções em 64-bit — o Pixel 7 e o Tensor G2 já funcionam exclusivamente em 64-bit, mas usando travas de software. O Tensor G3 cimentaria o futuro do Android ao levar essa exclusividade ao hardware.

Grandes melhorias também devem ser vistas no processamento gráfico, com o uso de uma GPU Immortalis G715 da ARM. Apesar das fontes de Kamila não detalharem aspectos como a contagem de núcleos, investigações feitas pela informante sugerem a presença de 10 núcleos. Mesmo sendo a configuração mais simples disponível, o componente já teria acesso a recursos modernos de peso, como aceleração de hardware para Ray Tracing, a técnica que simula a luz em tempo real nos games e apps 3D.

Fechando as modificações de maior importância, o próximo chipset do Google traria um novo sistema de codificação e decodificação de vídeos, podendo se tornar o primeiro smartphone do mundo a contar com gravação de vídeos usando o moderno codec AV1, com limite de 4K a 30 FPS. Fora isso, a Tensor Processing Unit (TPU), responsável pelo "tempero especial" de recursos de IA do chip Tensor, teria codinome "Rio" e um aumento de 10% nos clocks, mas não se sabe o quanto isso impactaria no desempenho.

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Há mais alguns pontos discutidos pelo vazamento: seguindo outros topos de linha de 2023, a família Pixel 8 poderia adotar armazenamento UFS 4.0, duas vezes mais veloz e 50% mais eficiente que o UFS 3.1 usado no Pixel 7, enquanto um novo processador de sinal de imagem, chamado pela gigante de GXP, seria utilizado para proporcionar melhores fotos, por exemplo. Por fim, o modem do Tensor G2, o Exynos Modem 5300, seria mantido, notícia pouco animadora considerando as críticas relacionadas ao aquecimento e baixa estabilidade.

Tensor G3 pode decepcionar em desempenho

Paralelo ao vazamento de Kamila, foi encontrado no banco de dados do Geekbench 5 o suposto primeiro teste de desempenho do Tensor G3, e a princípio os números não são animadores. Equipado em um dispositivo identificado como "Google Factory build on Ripcurrent", o chip aparece exatamente com as especificações apontadas pela leaker, incluindo os nove núcleos e suas frequências, junto de 12 GB de RAM.

O componente teria atingido 1.186 pontos em single-core e 3.809 pontos em multi-core, valores que representam melhorias de cerca de 13% e 20%, respectivamente, frente ao Tensor G2, capaz de marcar 1.055 pontos com um núcleo e 3.214 pontos com todos os núcleos. Apesar de não serem tão pequenos, os saltos são insuficientes para colocar o novo chip do Google no patamar de outras plataformas premium modernas, como o Snapdragon 8 Gen 2, cujas pontuações são de 1.477 em single-core (25% melhor) e 4.921 em multi-core (30% superior).

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Dito isso, há alguns perfis no Twitter que sugerem que o resultado é falso — vimos recentemente uma situação parecida acontecer com os óculos de Realidade Virtual da Apple, portanto há base para acreditar que o bechmark vazado não se refere ao processador da gigante das buscas. Vai ser preciso aguardar por uma avaliação do Geekbench para sabermos se é possível confiar nesses resultados.

Verídico ou não, é preciso lembrar que o Google sempre priorizou a experiência de uso, a fluidez e os recursos de Inteligência Artificial em vez de performance bruta, algo que não deve mudar nesse ano. O Tensor G3 e, consequentemente, a linha Pixel 8 devem ser oficializados por volta de setembro, caso o cronograma das gerações anteriores seja mantido. Novos vazamentos são esperados até lá.

Fonte: Android Authority, via WCCFTech