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O que é um jogo roguelike?

Por| Editado por Jones Oliveira | 27 de Maio de 2023 às 20h30

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Reprodução/Canaltech
Reprodução/Canaltech

Estilo que se tornou comum, principalmente entre os jogos independentes, o roguelike é um subgênero de games que tem a exploração de cenários gerados aleatoriamente e o combate contra inimigos como seus elementos principais. O desafio costuma ser crescente e aleatório, normalmente levando a um chefe de fase. As apostas são altas, já que a morte é permanente e perder significa ter de começar a fase novamente do início.

Originalmente, o roguelike foi considerado um subgênero dos RPGs, ainda que muitos de seus elementos principais possam ser aplicados a títulos de outros estilos. Suas bases sólidas também geraram alguns dos principais jogos dos últimos anos, com direito a concorrentes ao GOTY como Hades e grandes nomes como Spelunky, o brasileiro Dandy Ace, Dead Cells, Vampire Survivors e o grandioso Returnal, parte da linha de exclusivos para PlayStation 5.

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Essa mesma lista também mostra um pouco da pluralidade do estilo, ainda que seus elementos básicos permaneçam sempre os mesmos. As mortes permanentes, que exigem habilidade do jogador e um balanceamento por parte dos desenvolvedores, costumam estar sempre lá, assim como a ideia de que cada rodada será diferente da anterior. Ainda que possa entender os desafios e o funcionamento do mundo, o jogador sempre estará diante do desconhecido em um roguelike, um elemento que, muitas vezes, torna os títulos do gênero bastante viciantes.

As origens dos roguelikes e um acordo global

Oficialmente, o gêner roguelike tem esse nome em alusão a Rogue, lançado em 1980 e considerado o precursor do estilo. Desenvolvido por Michael Toy e Glenn Wichman, com versão inicial para computadores Unix e hoje disponível para ser adquirido na Steam, o game usava gráficos simples, formados por caracteres na tela, para desafiar o jogador a enfrentar inimigos e coletar itens em dungeons.

O aspecto procedural, com os cenários sendo sempre diferentes, apareciam aqui, com itens e inimigos sempre surgindo em posições diferentes. Enquanto o usuário buscava o mítico Amuleto de Yendor, enfrentava batalhas em turnos e devia pensar estrategicamente, já que morrer significava ter de começar toda a jornada de novo. Esses aspectos tornaram Rogue um sucesso entre estudantes e entusiastas de PCs, com sua simplicidade sendo considerada um verdadeiro feito.

O clássico inspirou outros desenvolvedores e, aos poucos, surgiu o gênero roguelike, com cada criador dando sua interpretação. Em 2008, a Conferência Internacional de Desenvolvimento de Roguelikes aconteceu em Berlim, na Alemanha, e se propôs a firmar as bases principais para que um game pudesse ser chamado como tal, gerando uma definição geral para o mercado e a imprensa.

Ainda que a lista abaixo represente as conclusões da Interpretação de Berlim, ao olhar para o gênero, você com certeza verá que nem todos se encaixam nela. Isso também é evidenciado pelos adeptos, com os produtores sendo deixados livres para ousar e incluir novidades ou deixar aspectos de fora sem perderem o direito de se denominarem como tal.

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Dito isso, estas são as bases dos jogos roguelike:

  • Design procedural: cenários e dungeons usadas em games roguelike devem ter posicionamentos randômicos para inimigos e itens, mudando a cada rodada. Aqui, vale a pena citar que esse aspecto é diferente da verdadeira aleatoriedade e tem um funcionamento dirigido, de forma a não gerar situações em que não é possível vencer;
  • Morte permanente: é possível salvar o jogo para continuar depois, mas ao morrer, o jogador perde todo o progresso e deve recomeçar do início;
  • Movimento em turnos sobre um tabuleiro: jogos roguelikes não devem apresentar elementos em tempo real, dando ao jogador a oportunidade de criar estratégias e pensar em seus próximos movimentos, de forma a evitar o permadeath citado no item anterior. O movimento, também, acontece em grids e não é livre;
  • Jogabilidade não-modal: toda a ação deve acontecer em uma mesma tela ou cenário, sem mudanças para batalhas, cenas de corte e outros aspectos;
  • Recursos limitados, mas complexos: os itens podem ser combinados de formas diferentes, para permitir estratégias variadas, mas o jogo também deve compensar isso com desafios que cortem comportamentos repetitivos;
  • Combates: não existe opção pacifista, a jogabilidade deve ser focada nas batalhas contra inimigos;
  • Descoberta: itens não precisam ser explicados e podem ter comportamentos variados, como uma poção que apresenta versões corrompidas aleatórias ou armas com alcances variados a cada rodada, exigindo testes e pensamento de estratégias.

A variante roguelite

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Diante das bases do gênero roguelike, mas também observando a liberdade criativa, um outro termo foi criado dentro do subgênero. Os chamados jogos roguelite são aqueles que seguem as principais bases do estilo, mas variam, principalmente, no estilo de gameplay, adotando uma jogabilidade em tempo real ou não necessariamente deixando o jogador zerado ao morrer.

Nos voltamos, novamente, a Hades, um dos exemplos mais brilhantes do estilo. Ainda que as bases procedurais e de desafio estejam lá, o título da Supergiant Games também dá uma colher de chá ao jogador permitindo que melhorias do personagem sejam carregadas entre as rodadas. Outro bom exemplo é Spelunky, que pegou os principais conceitos da Interpretação de Berlim, mas os aplicou em um game de plataforma 2D.

Os melhores jogos roguelike

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Como todo gênero da indústria, este também é um que mudou com o tempo, teve seus clássicos eternos e recebe novos expoentes de qualidade ano após ano. Os roguelikes também evoluíram, recebendo novos conceitos ou deixando de lado propostas antigas, sem nunca perder o foco no desafio e na geração procedural de elementos.

Assim, os melhores jogos roguelike que o Canaltech listou abaixo, com certeza, vão garantir entretenimento praticamente infinito:

  • Hades;
  • Returnal;
  • Dead Cells;
  • Dandy Ace;
  • Spelunky;
  • Spelunky 2;
  • Slay the Spire;
  • FTL: Faster Than Light;
  • Rogue Legacy 2;
  • The Binding of Isaac;
  • Vampire Survivors;
  • Cadence of Hyrule;
  • Enter the Gungeon;
  • Moonlighter;
  • Loop Hero;
  • Don’t Starve;
  • Into the Breach;
  • Neon Abyss;
  • Children of Morta.