Os 10 melhores survival horror já feitos

Os 10 melhores survival horror já feitos

Por Guilherme Sommadossi | Editado por Jones Oliveira | 23 de Maio de 2021 às 22h00
Divulgação/Capcom, Red Barrels Studio, Koei Tecmo

Em tradução literal, o survival horror é um terror de sobrevivência, ou seja, um gênero de games em que o jogador deve se manter vivo para vencer. O mais recente lançamento da categoria é Resident Evil Village, o oitavo jogo da franquia da Capcom e que lembrou muitos jogadores qual é o principal objetivo dos jogos do gênero: deixá-los com medo até da própria sombra.

Com ou sem fones, de luzes acesas ou apagadas, esses games vão te colocar na pele do protagonista, que deve fugir a todo custo e tentar não morrer tentando. Grandes títulos e franquias cravaram sua estaca de madeira no coração da indústria dos videogames e, assim como nos cinemas, há os grandes sucessos e os fiascos que não merecem nem ser lembrados.

A história dos sustos com os videogames começou lá em 1982, com Haunted House, para Atari 2600, e 3D Monster Maze, para o PC Sinclair ZX81. Na mesma época, Alone in the Dark chegou aos computadores e é até hoje considerado por muitos o precursor do survival horror.

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Para colocar todos na mesma tensão, o Canaltech elaborou uma lista com os 10 melhores survival horror já feitos, das experiências mais clássicas até as mais recentes; e sem spoilers. Dormir para que, não é mesmo?

10. Dead by Daylight (2016)

Nada como fugir dos famosos Freddy Krueger, Leatherface e Michael Myers em pessoa - ou em pixels, melhor dizendo. No multiplayer 4x1, você pode ser a caça ou o caçador, mas garantimos que em apenas um deles você irá suar frio. O game tem toda a ambientação para te imergir ainda mais nos territórios dos assassinos. Casas, depósitos, escolas, igrejas e tudo de mais assombrado que você pode encontrar.

Por ser um jogo online em que você consegue se comunicar com seus amigos, a atmosfera de terror é aliviada, mas nada evita os sustos inesperados e ver seu perseguidor correndo atrás de você com toda dedicação, tentar salvar seus amigos e acabar se dando mal, e também ser pego de surpresa por alguns segundos de desatenção.

9. Until Dawn (2015)

Um dos grandes sucessos do PlayStation 4 traz uma trama muito popular nas produções de terror: jovens inconsequentes que, por ironia do destino, estão sendo caçados por algo misterioso e sanguinário. Após uma brincadeira infeliz, as gêmeas Hannah e Beth desapareceram no chalé das montanhas. Um ano depois do acontecido, os amigos resolvem se reunir, e é aí que a coisa desanda.

A tensão do desconhecido é algo muito bem executado dentro de Until Dawn. Constantemente o jogador sabe que há algo ou alguém à espreita. Ambientes pouco iluminados e objetos sinistros ajudam a compor o sentimento de que tem algo muito bizarro por ali, pronto para dar o bote.

Outro fator angustiante são as consultas com o psicanalista. Em algumas transições de capítulos, o jogo fica em primeira pessoa e o jogador terá algumas consultas com o Dr. Hill, que faz diversas perguntas, mostra objetos e faz outras interações para saber o que mais incomoda, repugna e da medo ao jogador. Ou seja, ele entrega uma experiência mais personalizada a cada um. Alguns encontrarão mais tripas e sangues; outros, mais coisas podres espalhadas pelo mapa.

Um dos pontos mais legais do jogo é que ele se baseia no efeito borboleta, fazendo com que cada ação tenha uma consequência no futuro. Além disso, é possível controlar todos os personagens em momentos específicos do game, tornando cada decisão um novo suspiro ou uma sentença de morte. Assim, o game oferece finais com alguns detalhes diferentes e troféus para cada conclusão do game.

 8. Alien Isolation (2014)

A criatura de Ridley Scott finalmente ganhou um título à altura do grande sucesso das telonas. A personagem principal da história é Amanda Ripley, filha da protagonista Ellen Ripley de Alien (1989), que investiga o sumiço da mãe 15 anos após os acontecimentos do filme.

Diferente de outros jogos de FPS sobre o alienígena, neste temos a estratégia e a furtividade como principais armas para a sobrevivência. Equipada também com um detector de movimentos, um lança-chamas e outras armas, Amanda está a bordo de uma estação espacial, fugindo do Alien e de alguns androides que estão eliminando os humanos.

Com a ambientação muito similar à do longa dos anos 1980, os corredores largos, baixa iluminação e luzes piscantes dão toda a sensação de estar completamente à deriva no espaço. O que realmente causa a tensão é o próprio xenomorfo, que tem uma inteligência artificial muito bem planejada e é extremamente letal. Por mais que o jogador fuja, ande agachado a maior parte do tempo e se esconda, a criatura sempre o encontrará, e aí é game over.

7. Outlast (2013)

Quando um jornalista investigativo recebe uma denúncia vinda de um hospital psiquiátrico no meio das montanhas, não dá para imaginar algo muito feliz. Explorando o local, Miles Upshur se depara com carros da SWAT e mortos espalhados por todos os cantos. Porém, na hora de escapar, ele é impedido pelo líder de um culto misterioso. Correndo pelos corredores e dormitórios do local, o jornalista tenta fugir de criaturas humanoides bizarras que não podem ser vencidas.

Em primeira pessoa e à lá Bruxa de Blair, grande parte do jogo é acompanhada pela câmera. Ela é o único item que ajuda o protagonista a enxergar no escuro absoluto. O game também não conta com armas e nada é efetivo contra os monstros, então a única alternativa é sempre fugir e se esconder, o que deixa tudo ainda mais tenso pela sensação de incapacidade. Além disso, a câmera funciona através de baterias, ou seja, é preciso encontrar várias delas para conseguir andar pelo mapa sem ficar a deriva da escuridão.

Outlast 2, segundo game da série, lançado em 2017, traz uma história e uma trama nova, mas mantendo o nervosismo da caça de baterias enquanto foge do desconhecido.

6. Amnesia: The Dark Descent (2010)

Como o título sugere, o personagem principal perdeu a memória. E como estamos em uma lista sobre jogos de terror, ele está nessa situação em um lugar nada convencional: um sombrio castelo alemão repleto de criaturas bizarras, em 1839.

O game é em primeira pessoa e o protagonista Daniel não tem armas para se defender dos monstros. Logo, tudo que resta é fugir, se esconder e resolver os enigmas para sair daquela situação quanto antes. Fora que a cada encontro com as criaturas, o personagem vai perdendo a sanidade e só consegue recuperá-las nas partes iluminadas.

O castelo todo escuro já é o primeiro passo na atmosfera de terror de Amnesia, porém, quanto menor o nível de sanidade de Daniel, mais a câmera sofre alterações. O jogador enxerga as coisas mais distorcidas e desfocadas, como se realmente estivesse alucinando.

No lançamento, o jogo foi um sucesso no YouTube e endossou uma comunidade bem forte. Com as Custom Stories, diversos jogadores criaram suas próprias com própria a engine do jogo, o que ampliou ainda mais o alcance do game e o número de sustos por aí.

5. Fatal Frame (2001)

Conhecido no Japão como Zero e na Europa como Project Zero, este é um dos maiores clássicos do horror da época do Playstation 2. Na trama, a jovem Miku Hinasaki busca pelo seu irmão Mafuyu na estranha mansão Himuro, onde há outros relatos de pessoas desapareceram. Na época do lançamento, o jogo vinha com um aviso muito conhecido dos amantes de terror nos cinemas: “baseado em uma história real”. Pronto, automaticamente ele ficou mais assustador.

A trama do jogo é inspirada em uma lenda japonesa envolvendo uma misteriosa mansão assombrada pelo espírito de uma jovem. Na residência, há portões para o inferno que deve ser fechados para que o mal se espalhe pela região. Para isso, é preciso de um ritual macabro nada amistoso.

Os inimigos e perseguidores aqui são espíritos que aparecem fisicamente ou se manifestam através de objetos. Porém, o jogador não irá só fugir deles. Também é preciso caçá-los! Baseado em outro mito antigo, de que as câmeras fotográficas analógicas capturavam as almas das pessoas, em Fatal Frame é preciso capturar e enfrentar os fantasmas com a câmera, prendendo-os nos filmes.

Com a visão restrita à lanterna, os ambientes escuros e fechados, e os constantes jumpscares (aquela aparição drástica que te faz pular da cadeira) toda movimentação pela mansão é tensa e cheia de sustos. A evolução da trama também deixa o clima bem pesado, falando sobre morte e suicídio, fatos comuns as histórias japonesas de terror e suspense.

4. Layers of Fear (2016)

Mais um terror em primeira pessoa, mas com uma pincelada artística. Em Layers of Fear o jogador controla um pintor que quer finalizar sua obra-prima. Para isso, ele vaga por sua mansão vitoriana (estilo britânico dos meados dos anos 1800), onde encontra diversos segredos de família e outras coisas estranhas. Para buscar as peças, é preciso resolver diversos quebra-cabeças e ainda tomar menos sustos possíveis - isso não é uma mecânica, só uma recomendação impossível mesmo.

Caminhar pelo casarão bagunçado, pouco iluminado e com diversas pinturas estranhas nas paredes dão a sensação de que é possível enlouquecer junto com o personagem principal. Tudo parece um vulto ou algo te observando. Algumas vezes é só o cenário; outras, não.

A cada avanço na pintura principal, a casa tem algumas mudanças, revelando novas áreas, itens e, obviamente, mais motivos para seu coração saltar pela boca e o controle voar das mãos.

3. Resident Evil Village (2021)

Lady Dimitrescu e os outros três lordes da família de Mãe Miranda mostraram para Ethan que seus problemas ainda não acabaram. No jogo, sua filha Rose é sequestrada por um grupo de cultistas e o protagonista deve partir em sua busca. Chris Redfield, outro velho conhecido dos amantes da franquia, também parece estar envolvido no caso.

O jogador embarca em uma jornada que mistura o combate com o terror absoluto, gerando grandes momentos de angústia e alerta constante. Cada área da vila oferece experiências diferentes entre elas, exigindo uma rápida adaptação e um novo preparo do coração. Além dos chefões em áreas específicas, há diversas criaturas espalhadas pelo vilarejo, para manter o nível de apreensão sempre no máximo.

O Canaltech já testou e se borrou com o novo jogo da série!

2. Resident Evil 7: Biohazard (2017)

O título reinventou a aclamada franquia da Capcom, mas também dividiu alguns fãs por isso. O game foi o primeiro da série a ter a visão em primeira pessoa e tirar os zumbis do holofote, oferecendo uma nova experiência para os que já conheciam a saga. Na trama, o jogador controla Ethan Winters, que está atrás de sua esposa desaparecida Mia. Para isso, ele vai até à casa da família Baker, que foi dominada por uma categoria de bactéria e que torna os hospedeiros fortes e terrivelmente violentos.

Pelo jogo ser em primeira pessoa, a imersão do terror é maior. Não tem como usar a câmera a favor para olhar um lugar ou outro. É preciso colocar a cara na porta e torcer para nada pular em você. Há também muitos locais estreitos em que é preciso se esgueirar onde, mais uma vez, você espera que nenhuma mão surja do nada para tentar te matar.

A trilha sonora e a casa podre dos Baker também causa um mix de nojo com medo, em que você realmente não quer que nada se mexa ou toque em você. Fora a trilha sonora, que é milimetricamente calculada para que cada passo de Ethan tenha a sensação de ser o último.

O game ainda tem uma versão em realidade virtual para PSVR e PC, mas só para os verdadeiros corajosos.

1. Sillent Hill 2 (2001)

O segundo jogo da série da KONAMI foi tão popular quanto o primeiro, que foi um marco na história dos videogames. Com névoa por todos os lugares - fato curioso: a neblina do jogo tinha o objetivo de esconder os lentos carregamentos de cenário do PlayStation, mas acabou dando toda a atmosfera e virando marca registrada da franquia -, o game contou uma história nova de James Sunderland, que recebe uma carta da falecida esposa e parte para Sillent Hill em busca de respostas.

Lançado para o icônico PlayStation 2, Xbox e PC, é em Silent Hill 2 que temos o primeiro contato com o nada simpático Pyramid Head e a versão mais popular das enfermeiras Bobblehead, com as cabeças enfaixadas. Há outras criaturas bizarras espalhadas pelos becos e construções da cidade, que o jogador consegue ouvir, mas nem sempre sabe onde elas estão. O jogo é repleto de simbolismos e pesadelos vindo a tona, pois tudo é uma materialização dos maiores pesados, traumas e culpas de James com a perda da esposa.

A névoa densa que nunca dispersa, ambientes deteriorados e muito escuros, barulhos e grunhidos constantes ajudam a dar toda a tensão e pavor no game. Aliada a câmera em terceira pessoa que fica praticamente em diagonal ao personagem, muitas vezes o jogador não sabe o que esperar.

Outro ponto interessante de Sillent Hill 2 é sua experiência variada. A cada decisão e o modo de jogar de cada um tornam a experiência única, resultando em diferentes formas que James lida com as situações e também em múltiplos finais diferentes.

Em 2012, a Sillent Hill HD Edition foi lançada para Xbox 360 e PlayStation 3, com o segundo e o terceiro jogo da série. Ele ainda pode ser revisitado no Xbox One e Xbox Series X e S através da retrocompatibilidade.

Ainda vivo?

Então quer dizer que você é um sobrevivente nato! Provavelmente você já se livrou de muitos monstros por aí, então conta para gente quais foram suas melhores piores experiências com os jogos de terror e se você acredita que faltou algum game nesta lista.

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