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O céu não é o limite! | Meteorito "impossível", asteroide, explosão solar e +

Por| Editado por Luciana Zaramela | 18 de Fevereiro de 2024 às 09h00

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Agrosì et al./urikyo33/NASA/GSFC/SDO
Agrosì et al./urikyo33/NASA/GSFC/SDO

Micrometeorito raro com material impossível, erupções solares causando apagões de rádio na Terra, e eclipses solares em Marte são apenas alguns dos assuntos astronômicos que ganharam os holofotes durante a semana.

Confira essas e outras das principais notícias no nosso resumo semanal abaixo.

O micrometeorito e o material "impossível"

Um micrometeorito encontrado na Itália contém em sua composição um quasicristal, um tipo de material considerado "proibido" de se formar na natureza. 

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O meteorito, que também tem uma composição rara de ferro, cobre, alumínio e magnésio, foi descoberto pelo cientista amador Francesco Badolato, que o forneceu à Universidade de Bari para estudos. Essa é a terceira vez que um quasicristal é visto na Terra. 

O asteroide que passou perto da Terra 

O asteroide 2024 CY1, descoberto no dia 9 de fevereiro, passou próximo à Terra 3 dias depois, a uma distância de 121 mil km. Isso corresponde a cerca de 31% da distância entre a Terra e a Lua.

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As observações sugerem que o asteroide tem entre 3,8 e 8,4 metros de diâmetro, e sua órbita o coloca na lista dos objetos potencialmente perigosos à Terra. No entanto, nenhum deles está em rota de colisão, e assim devem permanecer pelo menos nos próximos 100 anos. 

Explosões solares 

Na sexta-feira (9), uma intensa erupção solar causou blecautes de rádio em partes da América do Sul, da África e do Atlântico Sul. O evento ocorreu na mancha solar gigante AR3576, que continuou em atividade durante a semana seguinte.

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A mancha esteve em alta atividade, com algumas das erupções mais fortes do ciclo solar atual. Ela já se encontra no lado oposto do Sol, mas ainda há um longo caminho até o fim deste máximo solar.

O eclipse solar em Marte 

O rover Perseverance, da NASA, filmou um eclipse solar em Marte, quando a lua Fobos passou na frente do Sol. Fobos é um objeto de apenas 22 km, por isso é incapaz de produzir um eclipse solar total.

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Embora eclipses sejam muito frequentes no Planeta Vermelho (Fobos completa uma volta em Marte três vezes ao dia!), não é muito comum que sejam visíveis nas regiões onde estão os rovers que exploram este mundo.

Os 100 satélites Starlink removidos da órbita

A SpaceX decidiu tirar 100 de seus satélites Starlink da órbita terrestre. O motivo é que este grupo em particular apresentou um problema, que pode impedir que seja desviado caso entre em rota de colisão com outras espaçonaves.

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Durante o procedimento, que vai durar seis meses, os recursos de manobra e evasão dos satélites vão continuar funcionando para evitar qualquer risco de colisão. Sua tecnologia é capaz de determinar de modo autônomo quando for necessário desviar de outras espaçonaves.

A suposta arma russa para destruir satélites

Segundo o presidente da Inteligência da Câmara dos EUA, Mike Turner, a Rússia estaria desenvolvendo uma arma nuclear espacial capaz de inutilizar ou destruir satélites. A Casa Branca afirmou que o dispositivo não representa uma ameaça imediata.

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Em resposta, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos afirmou que "não estamos falando de uma arma que possa ser usada para atacar seres humanos ou causar destruição física aqui na Terra". Ainda não se sabe se a arma de fato existe.

O aniversário da Agência Espacial Brasileira

A Agência Espacial Brasileira (AEB) completou 30 anos neste sábado (17), e segue em seu objetivo de promover o desenvolvimento das atividades espaciais do país.

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Atualmente, a AEB está focada no programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) em parceria com a China. Além disso, a agência segue empanhada no desenvolvimento de recursos e atividades para sua contribuição com o Programa Artemis, da NASA.

O laser feito de ondas gravitacionais

Um estudo usou previsões das teorias de Albert Einstein para propor a existência de lasers gravitacionais, um tipo de energia formada por áxions canalizados em feixes pelas ondas gravitacionais ao redor de buracos negros. 

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Infelizmente, ainda não se sabe se os áxions existem ou não. Eles são um tipo de partícula hipotética candidata a formadora da misteriosa matéria escura do universo. Se existirem, e caso sejam capazes de formar tais lasers, os detectores de ondas gravitacionais de próxima geração poderiam detectá-los.