O céu (não) é o limite | Marte perto da Terra, polêmica sobre Vênus e mais!

Por Patrícia Gnipper | 06 de Outubro de 2020 às 23h00
NASA/JPL/Caltech/Universo Observado

Terça-feira, vocês já sabem, né? É aquele dia da semana em que o Canaltech se dedica a resumir as principais notícias científicas dos últimos sete dias — em especial as que dizem respeito a assuntos espaciais. Assim, você fica muito bem informado no que realmente interessa, levando poucos minutos para não perder nenhuma informação importante!

Vamos lá?

Marte muito, mas muito perto da Terra

Imagens de Marte obtidas na maior aproximação da Terra nos anos de 1995 a 2007. O maior diâmetro aparente foi em 2003, quando ocorreu a maior aproximação em aproximadamente 60.000 anos (Imagem: Reprodução/ESA//NASA/Hubble Heritage Team)

A cada dois anos, o Planeta Vermelho se aproxima da Terra, de acordo com a "dança orbital" entre os dois planetas. Só que esta próxima aproximação, que acontece nesta terça-feira (6), é especial: é que Marte estará o mais próximo possível de nós, graças a um fenômeno que ocorre de 15 em 15 anos.

É que o verão marciano acontece quando o planeta está mais próximo do Sol, e este verão atual coincide com o período em que Marte se aproxima do nosso planeta. Ou seja: é uma combinação de dois fatores que nos permite ver o planeta vizinho ainda mais avermelhado e brilhante no céu noturno!

Quer entender melhor como isso acontece? Clique aqui!

NASA pode ter achado sinais de vida em Vênus há 40 anos (sem saber disso)

Fosfina ou não fosfina, eis a questão (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser/L. Calçada/NASA JPL/Caltech)

Desde a descoberta de fosfina na atmosfera venusiana, o assunto "possível vida em Vênus" está em alta. Ainda não se sabe a origem dessa fosfina, se seria mesmo biológica ou não — na verdade, ainda não há a certeza de que o que cientistas encontraram ali seria mesmo fosfina. De qualquer maneira, esse é o assunto do momento e, agora, veio à tona a informação de que a NASA pode ter encontrado sinais de vida em Vênus em uma missão realizada há 40 anos, mas isso teria sido passado despercebido pela agência espacial.

Estamos falando da missão Pioneer, que enviou duas sondas para lá. Pesquisadores decidiram analisar dados antigos desta missão, e encontraram indícios de que a fosfina poderia constar naqueles dados, sem que os cientistas da época prestassem atenção a isso.

Mais detalhes sobre esta polêmica você encontra aqui.

Podem existir planetas mais propícios à vida do que a Terra?

A verdade está lá fora (Imagem: Reprodução/Universo Observado)

De acordo com um novo estudo, a resposta é: sim! Pesquisadores identificaram mais de 20 planetas fora do Sistema Solar que podem ter condições ainda melhores para a ocorrência de vida do que as da Terra, orbitando estrelas talvez até melhores do que o Sol nesse sentido.

Mais informações sobre isso você pode ler aqui.

Planeta interestelar, mas pode me chamar de planeta órfão ou errante

Descobrir planetas que vagam soltos pelo universo, sem orbitarem nenhuma estrela, é uma tarefa difícil. Afinal, o método mais popular para a descoberta de exoplanetas é o do trânsito — quando um planeta passa em frente a uma estrela, podemos identificar uma variação no brilho dela, o que indica que há um mundo nos arredores. Mas como achar planetas interestelares (também chamados de órfãos ou errantes), que não orbitam estrela alguma?

Uma equipe de cientistas usou um método alternativo para isso, e encontrou um mundo com aproximadamente a mesma massa da Terra vagando pela Via Láctea. Eles usaram uma ferramenta fornecida pelo próprio cosmos: a microlente gravitacional, um efeito que distorce a luz do espaço-tempo e faz com que objetos distantes pareçam maiores ou mais próximos do que realmente são.

Quer saber como isso funciona? É só clicar aqui!

Meteoro no Rio Grande do Sul

Um meteoro iluminou os céus gaúchos, causando um clarão tão intenso que a noite quase virou dia por alguns instantes. O superbólido chegou a superar a luminosidade de uma Lua cheia e, apesar de o evento ter causado tremores, nenhuma rocha espacial atingiu o solo. Ou seja, o objeto se queimou completamente na atmosfera terrestre.

Testemunhos publicados nas redes sociais e mais informações você encontra aqui.

Mais um planeta orbita a estrela Beta Pictoris

Representação da geometria do sistema Beta Pictoris (Imagem: Reprodução/Axel Quetz / MPIA Graphics Department)

Em 2018, foi descoberto, via observação direta, o primeiro planeta ao redor da estrela Beta Pictoris. Agora, também via observação direta, cientistas encontraram mais um mundo orbitando este astro, tudo a apenas 63 anos-luz de distância.

Saiba mais sobre este novo avanço da ciência clicando aqui.

Solar Orbiter confirma "calmaria" do atual ciclo do Sol

Lançada no início deste ano, a missão Solar Orbiter, cuja sonda está estudando nosso astro de perto, acaba de revelar seus primeiros dados — e eles confirmam que o atual ciclo solar está "calmo". O ciclo atual solar acaba de começar, e esses ciclos têm duração de aproximadamente 11 anos.

Entenda melhor como isso acontece clicando aqui.

NASA adia missão que estudará a lua Titã para 2027

A missão Dragonfly, que enviará um helicóptero para estudar a lua Titã, de Saturno, precisou ser adiada. Prevista inicialmente para ser lançada em 2026, agora a NASA diz que o lançamento só poderá acontecer em 2027, um ano depois. O motivo seriam pressões no orçamento, causadas pela pandemia de COVID-19.

Com o adiamento, o helicóptero só chegará por lá em 2036, quando enfim poderá começar a estudar este mundo que tem características geológicas bem parecidas com a Terra e, quem sabe, pode até ter algum tipo de vida existindo por lá — ainda que esta vida seja bem diferente da que conhecemos, já que, em Titã, os lagos e rios são compostos por metano e etano líquidos, e não por água.

Saiba mais sobre a missão Dragonfly clicando aqui.

Einstein continua imbatível

A primeira imagem real de um buraco negro (Imagem: Reprodução/EHT)

A teoria da relatividade geral de Albert Einstein já foi colocada à prova muitas vezes, sempre passando com louvor. Agora, ela ficou ainda mais difícil de ser contestada, já que a primeira imagem real de um buraco negro, revelada no ano passado, acaba de ser usada para, mais uma vez, provar que o gênio estava certo.

A relatividade geral é a ideia de que a gravidade é a força responsável pela distorção do espaço-tempo, e isso é observado em vários eventos cósmicos, tais como as lentes gravitacionais e as ondas gravitacionais. O problema é que, quando os cientistas entram no reino da mecânica quântica no mundo subatômico, os fatos ali começam a entrar em conflito com as postulações de Einstein — e ninguém conseguiu até agora fazer com que as duas coisas caminhassem juntas.

Isso ainda não aconteceu, mas clicando aqui você pode compreender melhor como a foto do buraco negro M87* foi usada para comprovar, de novo, a teoria de Einstein.

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