5 maneiras como o carro autônomo irá melhorar nossas vidas

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 10 de Junho de 2021 às 10h10
Reprodução/Flickr Mark Bradshaw

Os carros autônomos — tal qual os elétricos — são um caminho sem volta quando pensamos em mobilidade urbana e mercado automotivo. A tecnologia envolvida nesses produtos mexe não apenas com nosso dia a dia, mas também com o de cidades inteiras, já que, para que eles funcionem, todo o ecossistema viário e conectado precisa estar completamente calibrado e interligado.

Empresas como Ford, Volvo, Volkswagen, Huawei, Chevrolet e tantas outras já estão com carros autônomos em teste, já outras como a Xiaomi e, quem sabe, a Apple, anunciam que, de alguma maneira, também participarão deste mercado.

Entretanto, se levarmos em conta tudo o que precisa acontecer para que vejamos esses automóveis em circulação, nos dá tempo de pensar: o que será que eles vão, efetivamente, mudar e até melhorar em nossas vidas?

5. Entregas

Atualmente as empresas estão avaliando seus carros autônomos em locais delimitados para, em um futuro próximo, levarem esses automóveis para o mundo real. Além disso, boa parte dos testes acontecem para transporte de carga — além do de pessoas, é claro.

Volkswagen já trabalha em um modelo de Kombi elétrica autônoma (Imagem: Divulgação/Volkswagen)

Se pensarmos em uma linha do tempo que nos mostre quando veremos veículos autônomos nas ruas, certamente o serviço de transporte de cargas será o primeiro e mais palpável, pois, evidentemente, é mais seguro, já que não carrega (ainda) pessoas.

Ao utilizar, por exemplo, carros especiais para carga, teremos menos motoboys, pequenos caminhões e até mesmo pessoas nas ruas, o que, na prática, pode melhorar o trânsito nas cidades, com menos acidentes e mais eficiência.

4. Segurança

Todos os carros considerados autônomos serão equipados com sensores que impedem colisões e demais acidentes nas vias. Mesmo que ainda existam veículos comandados por pessoas, todo o ecossistema das cidades deve evoluir a ponto de que saibamos o melhor modo de nos comportarmos no trânsito para evitar batidas.

Hoje, o sensor mais avançado do mundo para carros autônomos é o LiDAR, que utiliza sinais de luz para localizar objetos, veículos, pessoas e irregularidades a grandes distâncias, controlando o carro para que ele evite qualquer colisão na estrada. Algumas versões desse equipamento, inclusive, já conseguem trabalhar em altas velocidades.

Empresas como a Ford, no entanto, trabalham em concorrentes à altura, como o BlueCruise, que vai se conectar ao GPS e sistema de semáforos das cidades para delimitar a melhor ação para seus automóveis.

O Ford BluiCruise utilizará informações de GPS para guiar o automóvel (Imagem: Ford)

Além da segurança externa, os automóveis, sem dúvida, terão dispositivos internos para evitar maiores transtornos, já que as pessoas estarão com as mãos livres e despreocupadas com o funcionamento dos carros. Além dos sempre eficientes airbags, teremos cintos de segurança mais eficientes, alertas para eventuais irregularidades nos sistemas de direção e suporte para condução remota.

Com todos esses aparatos, a segurança deve ser o ponto-chave dentro dos carros autônomos.

3. Conectividade e entretenimento

Hoje, os automóveis se tornaram extensões de nossos corpos e com os veículos autônomos não será diferente. Com o caminho natural da indústria, é certo que esses modelos serão os carros com maior capacidade de conectividade na indústria, usando e abusando do 5G, que será, em breve, o novo padrão.

Internet nativa, conexão com as autoridades e parcerias de infraestrutura serão fundamentais. Entretanto, dependendo da viagem, um bom sistema de entretenimento será praticamente obrigatório, sobretudo se for capaz de suportar os diversos serviços de games na nuvem atualmente disponíveis. Já pensou jogar FIFA, God of War ou Halo em seu carro, sem se preocupar com a direção?

2. Inclusão

Diretamente ligado à segurança, esse ponto é fundamental. Existem hoje muitas pessoas que não sabem dirigir ou não se interessam em guiar ou ter um automóvel. Os motivos são vários, mas quase sempre, essa aversão ao automóvel tem a ver com o medo ou a falta de recursos.

O Piloto Automático Adaptativo se baseia no carro à frente para manter a distância e a velocidade (Imagem: Felipe Ribeiro/Canaltech)

Um carro autônomo, exalando tecnologia e segurança, deve ter um efeito parecido com o de um avião, hoje considerado o meio de transporte motorizado mais seguro. Além disso, cidadãos que nem carteira de habilitação possuem poderiam ser amparados com essas máquinas automatizadas e inteligentes.

Claro, ter um desse não será para todos e nem sabemos se, um dia, será possível guardar um na garagem, já que a operação deve ser, durante um bom tempo, restrita às empresas. Mas, com a popularização em serviços de entrega e transporte, os preços serão mais competitivos e todos poderão usufruir, tal qual já acontece com o Uber e similares.

1. Trânsito mais eficiente

De um modo geral, com um funcionamento mais autônomo do trânsito, mais as coisas tendem a se tornar eficientes. E, com mais eficiência, teremos menos acidentes, menos consumo de combustível e mais tempo para outras atividades em nosso dia a dia.

Os carros autônomos são pensados dentro de um ecossistema que funciona conectado e com o máximo de interação, não apenas como meras máquinas de transporte.

Ao mesmo tempo que o horizonte é promissor, ele parece bem longínquo, justamente pelas adequações que precisarão ser feitas em termos de infraestrutura, conexão e até mesmo educação.

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