5 maneiras como o carro autônomo irá melhorar nossas vidas

Por Colaborador externo | 04 de Abril de 2017 às 19h40

Por Leandro Laporta*

Quando o primeiro modelo Ford T saiu da linha de produção em 1908, poucas pessoas poderiam ter previsto que em um século ou mais, essas ‘carruagens sem cavalos’ seriam capazes de se conduzirem sozinhas, melhor que qualquer humano.

O carro autônomo está se tornando o campo da batalha tecnológica da década, com os gigantes do Vale do Silício, incluindo Google, Uber e Tesla, competindo com gigantes automotivas, de Detroit a Munique, sobre o futuro dessa viagem.

As indústrias automotivas e de tecnologia estão competindo pelo pioneirismo do mercado de carros autônomos seguros em rodovias. Equipados com condução autônoma, conectividade de baixa latência, comunicação carro a carro e centenas de sensores, a auto condução de carros fornecerá o gerenciamento de emergência automático, informações armazenadas em nuvem e análises preditivas. Ao mesmo tempo, o progresso de baterias elétricas e o surgimento de novos modelos de negócios como um serviço pode significar que o carro do futuro não é aquele que nós possuímos, mas aquele que chamamos quando precisamos de uma viagem.

O carro do futuro não será mais visto como um modo de nos levar de A a B. Ele irá ‘mudar a maneira como o mundo se move’, disse Mark Fields, presidente e executivo-chefe da Ford, assim como o ‘Tin Lizzie’ fez anos atrás.

Aqui estão as cinco maneiras como o carro autônomo pode melhorar nossas vidas:

Mais seguro para todos

Os humanos são os maiores responsáveis por acidentes automotivos. De acordo com Departamento de Transporte dos Estados Unidos chamado de National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), 94% dos acidentes podem ser atribuídos a erros humanos. Os carros autônomos poderiam tornar as estradas mais seguras para passageiros e pedestres. Eles serão equipados com sensores que coletarão dados das estradas o tempo todo.
Além disso, terão câmeras, lasers e sensores ultrassônicos que estarão coletando e programando dados continuamente, sem se cansarem como o cérebro humano. Os dados coletados pelos carros autônomos irão gerar um programa para manter uma distância segura do outro e frear ainda mais rápido que um ser humano. Poderosos processadores para uma aprendizagem autônoma irão garantir que o desempenho continue a melhorar, criando assim um ambiente mais seguro para viajar.

Fazer mais

De acordo com a American Automobile Association Foundation for Traffic Safety, a média gasta por um americano atrás do volante é 290 horas a cada ano. Essa é uma enorme quantidade de tempo, que poderia ser gasta com outras atividades. Os carros sem motoristas não precisarão de um humano para sentar atrás do volante, pronto para assumir o controle caso haja uma falha no piloto automático. Por isso, o interior do carro mudará para o estilo informal ou mesa de escritório, com ferramentas de conferências globais. O carro será um lugar para trabalhar, assistir filmes, dormir ou ler.

Ar mais limpo

Veículos alimentados por baterias e células de combustível ao invés de gasolina ou diesel terão um grande impacto sobre as questões de poluição da cidade. Os avanços na energia da bateria significam que seremos capazes de fazer um número indefinido de cargas sem danificar a duração da bateria. Viagens com 1400 km serão possíveis sem recarga. Os táxis de auto condução, por exemplo, poderiam reduzir as emissões de gases de efeito estufa das viagens de carro nos Estados Unidos em até 94%, de acordo com estudo do Lawrence Berkeley National Laboratory.

Propriedade é coisa do passado

Três quartos dos executivos automotivos britânicos pesquisados pela KPMG acreditam que até 2025, mais da metade dos proprietários de automóveis não vão querer possuir um veículo. Isso mudará nossas relações com os prestadores de serviço. Nossa lealdade dependerá de fatores como a disponibilidade de um carro quando quisermos, a rota escolhida, a oferta e o preço.

A Bentley, por exemplo, está preparando o caminho para os seus futuros clientes, que terão preferências muito diferentes de sua limousine. “Eles irão, por exemplo, exigir acesso instantâneo e sem obstrução da tecnologia, informação e conveniência; terão uma atitude diferente em relação à possuir um veículo e viver em um mundo cada vez mais urbanizado, com todos os desafios de mobilidade e oportunidades que isso representa”, diz Wolfgang Dürheimer, presidente e CEO da Bentley.

No futuro, a Bentley oferecerá serviços de concierge mais sofisticados e um “clube de proprietários”, onde a propriedade não se refere a um único veículo, mas sim às ‘soluções de mobilidade de luxo em cidades selecionadas ao redor do mundo’.

De estacionamentos a parques

John Zimmer, co-fundador do Lyft, observa como estabelecemos comunidades em torno de carros, e na maioria das vezes eles estão estacionados. Vários estudos ao redor do mundo mostram que os carros estão normalmente em movimento por apenas 5 a 10 por cento do dia, dependendo do nível do tráfego local. Frotas de carros sem motorista poderiam mudar o design de nossos centros da cidade e acabar com as intermináveis filas de carros estacionados pelas ruas do bairro e com as batalhas por um espaço no estacionamento, enquanto reduz o congestionamento. O carro sem motorista como serviço poderia ser convocado pelo nosso assistente pessoal inteligente. Com a diminuição de estacionamentos, nossas ruas poderiam ser mais amplas e os espaços para pedestres poderiam ser ampliados. “Esse é o mundo construído em torno de pessoas, não de carros”, diz Zimmer.

Além disso, à medida que a inteligência artificial (AI) nos carros se torna mais avançada e os carros dirigidos por humanos tornam-se mais obsoletos, podemos acabar com a má sinalização rodoviária e semáforos. Instantaneamente, as marcações rodoviárias enviarão informações sobre os próximos perigos para carros conectados, graças às estradas com energia solar.

*Leandro Laporta é Gerente de Pré-Vendas da Orange Business Services.

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