Microsoft negocia compra global do TikTok, diz jornal

Por Rubens Eishima | 06 de Agosto de 2020 às 13h45
Solen Feyissa/Pixabay
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Atualização em 6 de agosto, às 13h30: O jornal britânico Financial Times publicou nesta quinta-feira (6) que a Microsoft alterou sua proposta original e, agora, mira a aquisição das operações do TikTok em todo o mundo. A negociação confirmada pela empresa até então citava apenas os EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Apesar da origem chinesa, o TikTok não opera em sua terra natal. A dona do app oferece um serviço semelhante no país, o Douyin, sem interligação entre as redes. Uma aquisição total simplificaria a migração dos dados do serviço, que não ficaria fragmentado entre duas empresas. Abaixo, segue a notícia original publicada em 3 de agosto de 2020:

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Em um final de semana conturbado para o aplicativo TikTok, o presidente norte-americano Donald Trump deu um prazo de 45 dias para a Microsoft concretizar a aquisição da rede social chinesa. A notícia divulgada pela agência Reuters representa uma rápida mudança de estratégia do governante, que anunciou no sábado o bloqueio do aplicativo nos EUA.

O plano de proibir o TikTok nos Estados Unidos se baseou na suspeita, sem provas até o momento, de que o aplicativo representa uma ameaça à segurança do país norte-americano. O aplicativo é controlado pela empresa chinesa ByteDance, que nega as acusações.

Em meio às ameaças de banimento da rede social, a Microsoft demonstrou interesse em comprar o aplicativo. Neste domingo (2), a empresa não só confirmou estar em negociações como declarou que seu CEO, Satya Nadella, conversou com Trump sobre a possível aquisição.

Auditoria a toque de caixa

A Microsoft informou que fará uma avaliação de segurança do aplicativo e deve chegar a uma proposta final até o dia 15 de setembro. Segundo a Reuters, o prazo foi estipulado pelo comitê de investimento estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês). Fontes ouvidas pela agência revelaram que o comitê tem o poder de vetar uma eventual aquisição, o que explicaria o tom cauteloso adotado no comunicado distribuído pela Microsoft.

A compra, avaliada em US$ 50 bilhões por alguns analistas (mais de R$ 250 bilhões), reforçaria a estratégia de redes sociais da Microsoft, inexistente alguns anos atrás. A casa do Office e do Windows adquiriu o LinkedIn em 2016 por US$ 26,2 bilhões (cerca de R$ 137 bi na cotação atual).

Venda regional

O plano preliminar divulgado pela Microsoft envolveria a compra do aplicativo em apenas alguns países — Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia —, com a operação do app e o armazenamento de dados dos usuários nas quatro regiões ficando em servidores nos Estados Unidos, sem tráfego por computadores na China ou outros países.

A empresa norte-americana enfatizou que as negociações estão em fase preliminar e que um novo anúncio só acontecerá após o término das conversas com a ByteDance e o governo dos Estados Unidos.

Fonte: Financial TimesMicrosoftReuters

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