Dona do TikTok pode vender operações nos EUA para impedir bloqueio do app

Por Alberto Rocha | 01 de Agosto de 2020 às 18h48
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O imbróglio entre TikTok e o governo dos Estados Unidos acaba de ganhar novos capítulos e promete repetir os mesmos acontecimentos da Huawei, alvo de inúmeras sanções no país. Na noite da última sexta-feira (31), o presidente norte-americano afirmou a repórteres que viajam com ele a bordo do avião “Air Force One”, a proibição da rede social já a partir deste sábado, 1º de agosto.

No decreto que deve ser publicado ainda hoje, Trump deve obrigar a ByteDance, avaliada em torno de US$ 100 bilhões (R$ 521 bi), a vender suas operações nos EUA. Sem saída para evitar o bloqueio do TikTok no país, segundo informações da agência de notícias Reuters, a empresa controladora da rede social, teria cedido às pressões de Donald Trump e aceitado o acordo de alienação (nome dado para a cessão ou transmissão de bens/direitos), conforme já previam os rumores.

Até então, a ideia da companhia chinesa era manter uma participação minoritária nos negócios da TikTok nos EUA, acordo esse rejeitado pelo governo americano.

Para autoridades americanas o TikTok representa um risco nacional devido aos dados pessoais que ele manipula (Imagem: Reprodução)

Declaração do TikTok

A Casa Branca e a ByteDance, em Pequim, não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto, porém, neste sábado (1), através de um vídeo curto publicado na rede social, Vanessa Pappas, gerente geral do TikTok nos EUA, fez o seguinte comentário: "Quero agradecer aos milhões de americanos que usam o TikTok todos os dias, mostrando criatividade e alegria. Estamos vendo todo o apoio, e queremos dizer que não planejamos ir a lugar algum".

"O TikTok é um espaço para criadores e artistas se expressarem e se conectarem com pessoas e histórias diferentes. Também temos muito orgulho dos 15 mil funcionários que trabalham nesse aplicativo, e dos 10 mil empregos adicionais que providenciaremos a esse país nos próximos 3 anos. Fico feliz em anunciar que temos um fundo de US$ 1 bilhão para apoiar nossos criadores e, quanto à segurança, estamos criando o aplicativo mais seguro possível, porque sabemos que é a coisa certa a se fazer", concluiu a executiva.

O TikTok apareceu em 2017, após a ByteDance adquirir o aplicativo Musical.ly, com sede em Xangai, em um acordo de US$ 1 bilhão. No ano seguinte, o nome Musical.ly deu lugar ao nome TikTok e a rede social atingiu seu auge durante a pandemia do novo coronavírus. Hoje possui cerca de 80 milhões de usuários ativos somente nos Estados Unidos.

Nessa semana, os rumores indicavam que a Microsoft poderia assumir a controladoria do TikTok nos Estados Unidos, o que foi confirmado à Reuters na manhã deste sábado por fontes ligadas à empresa. Porém, de acordo com o Wall Street Journal, as conversas entre a desenvolvedora do Windows e a ByteDance foram interrompidas neste sábado depois que o presidente Donald Trump manifestou ser contrário ao acordo.

Mais cedo, a assessoria de imprensa do TikTok no Brasil entrou em contato com o Canaltech via e-mail e compartilhou o seguinte posicionamento referente à venda da empresa para a Microsoft:

"Embora não comentemos rumores ou especulações, estamos confiantes no sucesso a longo prazo do TikTok. Centenas de milhões de pessoas vêm ao TikTok para entretenimento e conexão, incluindo nossa comunidade de criadores e artistas que estão construindo meios de subsistência a partir da plataforma. Somos motivados por sua paixão e criatividade e comprometidos em proteger sua privacidade e segurança, enquanto continuamos trabalhando para trazer alegria às famílias e carreiras significativas para aqueles que criam em nossa plataforma".

Como podemos perceber, estamos apenas no começo desta que pode ser a segunda temporada da série de bloqueios a empresas chinesas pelo presidente dos EUA.

E aí, qual é a sua opinião sobre a potencial proibição do TikTok nos EUA?

Fonte: Reuters e WSJ

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