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Super Cruise | Testamos o sistema de direção autônoma da GM

Por| Editado por Jones Oliveira | 25 de Setembro de 2022 às 08h00

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Felipe Ribeiro/ Canaltech
Felipe Ribeiro/ Canaltech

Quando anunciado em 2021, o Super Cruise, sistema de condução autônoma da General Motors, veio com a missão de colocar a empresa no mapa dessa tecnologia e combater de frente empresas como a Tesla, que trabalha no Full Self-Driving; e a Ford, que tem o Blue Cruise, de nível bem parecido.

Com o mapeamento de mais de 321 mil km nos Estados Unidos e Canadá, a GM parece ter chegado em um ponto muito interessante quando pensamos em condução autônoma, elevando o nível do piloto automático adaptativo como conhecemos e trazendo uma experiência segura e confortável.

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O Canaltech foi até Detroit, no estado de Michigan, sede da General Motors e quintal dos principais testes da empresa, para ver de pertinho como funciona o Super Cruise em sua primeira versão, disponível em carros como o Chevrolet Bolt EV e EUV, o primeiro já disponível no Brasil.

Muito embora essa tecnologia já tenha até evoluído em outros modelos, a sensação foi a melhor possível. Desfrutar de uma boa viagem nas vias expressas de Detroit sem a necessidade de tocar ao volante foi algo indescritível, e nos fez refletir sobre o futuro do mercado automotivo. Dirigir, talvez, seja algo que fique restrito aos entusiastas.

O que é o Super Cruise da General Motors?

O Super Cruise é um sistema de direção autônoma de nível 2 da General Motors, ou seja, efetua movimentos sem a necessidade da ajuda do motorista, mas requer total atenção do ser humano para alguns comandos quando necessário. Para seu funcionamento, a GM instalou sensores LiDAR nos carros equipados com essa tecnologia para o mapeamento das vias.

Além disso, nessa primeira fase do Super Cruise, a montadora implementou o reconhecimento de mais de 320 mil km de estradas nos Estados Unidos e Canadá. Isso permite aos usuários da tecnologia o funcionamento do carro sem as mãos ao volante na maioria das vias expressas e estradas nesses países.

Quando o Ultra Cruise for lançado, a expectativa da GM é que a tecnologia seja door to door, ou seja, abranja mais de 3,2 milhões de quilômetros em ambos os países, o suficiente para atender a todas as ruas e vias venais.

Como funciona o Super Cruise?

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Em nossos testes nos Estados Unidos, impressionou como é fácil ativar o Super Cruise. Basicamente, precisamos observar no cluster digital do Chevrolet Bolt EUV se o sistema está ativo, já que ele funciona somente em algumas vias. Quando a luz no painel estiver verde para o Super Cruise, basta apertar o botão e deixar ele funcionar normalmente.

Para que o leitor do Canaltech tenha ideia, é como se fosse um piloto automático adaptativo avançado, funcionando em conformidade com o sistema de manutenção em faixa e centralização ao mesmo tempo. Só que, nesse caso, a única exigência é que estejamos olhando para frente 95% do tempo.

Para esse monitoramento interno, há uma câmera e um sensor instalados bem à frente do motorista, em uma posição estratégica no volante. Se você ficar muito tempo com o rosto virado para o lado, conversando com o passageiro, o sistema vai te dar uma "bronca" e mandar você assumir o comando novamente.

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Ao "soltar" o carro, ele faz curvas, para, anda, acelera e freia conforme a necessidade e com perfeição absurda. Você pode ajustar previamente a distância que deseja do carro da frente por mero capricho, porque não é necessário. É preciso confiar na tecnologia, como a própria GM diz.

Outro detalhe interessante: se por um acaso houver um congestionamento na estrada, o Super Cruise faz tudo por você. Acelera, freia e segue viagem. Em carros como o Cadillac Escalade, por exemplo, ele já realiza ultrapassagens e mudanças de faixa.

O Super Cruise virá para o Brasil?

Segundo a General Motors, em um primeiro momento, o Super Cruise não estará disponível no Brasil. Para isso, seriam necessárias inúmeras iniciativas para que a tecnologia pudesse ser instalada por aqui, como o monitoramento das vias e uma série de regulamentações que nos Estados Unidos já estão mais avançadas.