iPad Pro com Apple M1 e tela miniLED mostra melhorias em teste de resistência

iPad Pro com Apple M1 e tela miniLED mostra melhorias em teste de resistência

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 11 de Junho de 2021 às 13h50
Foto: Alvaro Reyes (Unsplash)

Oficializada no fim de abril, a terceira geração do iPad Pro estreou no mercado com duas grandes novidades: o chipset Apple M1, que chega aos tablets da marca para aproximá-los ainda mais dos computadores, com desempenho que rivaliza com processadores muito mais robustos; e a tela miniLED, uma evolução do LCD que proporciona pretos mais profundos ao estilo de telas OLED.

Quase dois meses depois do anúncio, a versão mais completa do dispositivo, com 12,9 polegadas e a nova tecnologia de tela, chegam ao YouTuber Zack Jerry, do canal JerryRigEverything, para passar pelo tradicional teste de durabilidade do criador de conteúdo. O resultado é positivo no geral, mas ainda deixa a desejar considerando o preço do aparelho.

Construção em alumínio e vidro comum

No teste de riscos, não há novidades: assim como a maioria dos dispositivos, o vidro da tela do iPad Pro começa a sofrer avarias no nível 6 de dureza, com arranhões mais pronunciados surgindo a partir do nível 7. O aparelho é produzido apenas com materiais premium, com corpo em alumínio e apenas algumas regiões em plástico, para as antenas e o conector da Apple Pencil

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O iPad Pro 2021 traz materiais de qualidade na construção, com corpo feito completamente em alumínio (Imagem: Reprodução/JerryRigEverything)

Tela resiste ao aquecimento

Essa é a primeira vez que Zack realiza o teste do isqueiro em uma tela miniLED, disponível apenas na versão de 12,9 polegadas do iPad Pro. Ainda assim, os resultados são muito similares aos de LCDs comuns, em que a região aquecida é desligada após 17 segundos sob o fogo, mas se recupera pouco depois, conforme o aquecimento é removido.

Mesmo com tecnologia miniLED, a tela do iPad Pro se comporta de maneira similar a um painel LCD tradicional sob o fogo (Imagem: Reprodução/JerryRigEverything)

O painel mantém boa parte das estruturas de um display LCD tradicional, mas modifica a luz de fundo ao utilizar LEDs menores que os tradicionais. Isso permite que haja um aumento no número de zonas de iluminação, capazes de serem apagadas separadamente para aumentar o contraste da tela, tentar evitar vazamentos de luz que transformam o preto em cinza e replicar o comportamento das telas OLED, que acendem cada pixel individualmente.

No caso do tablet da Apple, mais de 10 mil LEDs foram utilizados, resultando em 2.500 zonas de iluminação. A evolução frente ao LCD empregado nas gerações passadas do iPad Pro é notável, ainda que alguns problemas persistam.

Mais resistente, mas ainda longe do ideal

A família iPad Pro já passou pelas mãos do YouTuber nas últimas duas gerações sem um final feliz — em ambos os casos, os aparelhos sofreram danos graves ao serem dobrados, em virtude da baixa espessura e da maneira pela qual os componentes são organizados. Zack não tinha muitas expectativas para a nova versão do tablet, mas decidiu prosseguir com a análise. O aparelho sofreu danos e ficou torto, mas não se partiu ao meio como seus antecessores.

O conector magnético para a Apple Pencil permanece na lateral e se torna um ponto fraco para a estrutura do tablet. A versão 5G conta ainda com antenas adicionais nas laterais, assim como a família iPhone 12, o que debilita ainda mais a rigidez da construção. Ainda assim, o iPad Pro 2021 sobrevive ao teste de dobra de Zack, mostrando melhorias substanciais.

O novo iPad Pro resiste a dobras, mas ainda sofre danos severos no processo (Imagem: Reprodução/JerryRigEverything)

Nos testes, o vidro se curva e o alumínio é retorcido, mas o equipamento segue funcionando normalmente, mesmo com a estrutura comprometida. O novo iPad Pro tem melhor resistência, mas cuidados ainda devem ser tomados para que o dispositivo não se entorte. Além disso, considerando o preço, ainda há muita margem para que a Apple reforce a construção do aparelho.

O iPad Pro 2021 com tela miniLED de 12,9 polegadas já está disponível globalmente, inclusive no Brasil, nas cores cinza e prata, com preços a partir de R$ 14.800.

iPad Pro 2021 (12,9 polegadas): ficha técnica

  • Tela: Liquid Retina XDR (miniLED) com resolução de 2732 x 2048 pixels, brilho máximo de 1.600 nits, taxa de atualização de 120 Hz
  • Chipset: Apple M1
  • Memória RAM: 8 GB ou 16 GB
  • Armazenamento interno: 128 GB, 256 GB, 512 GB, 1 TB ou 2 TB
  • Câmera traseira: 12 MP (Principal, f/1.8) + 10 MP (Ultra wide, f/2.4, 125º)
  • Câmera frontal: 12 MP (Ultra wide, f/2.4, 122º);
  • Dimensões: 280,6 x 214,9 x 6,4 mm
  • Peso: 682 gramas
  • Bateria: 40,88 Wh
  • Extras: USB 4, Thunderbolt, 5G, som Dolby Atmos, Face ID
  • Cores disponíveis: cinza espacial e prateado
  • Sistema operacional: iPadOS 14.6

Fonte: JerryRigEverything

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