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Telas OLED para celular devem despencar de preço por excesso de oferta

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Reprodução/TechTelegraph
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Tendência em 2019 e 2020 em aparelhos de celular, os painéis OLED para as telas dos aparelhos devem registrar uma queda considerável nos preços, segundo a consultoria UBI Research. Entre os motivos apontados estão não apenas a pandemia da COVID-19, como também a queda nas vendas da Huawei.

Nem mesmo a adoção do componente em toda a linha iPhone 12 — o iPhone 11 usa uma tela LCD no modelo básico — ajudou a rever a estimativa de produção dos painéis, prevista para 113 milhões de unidades neste quarto trimestre. A quantidade é semelhante ao volume de remessas no trimestre anterior, um número 17,9% inferior ao mesmo período de 2019.

Responsável por 53,4% da utilização dos painéis OLED entre as fabricantes chinesas no segundo trimestre, a Huawei deve perder a posição hegemônica de aquisição — que foi maior do que a quantidade somada de painéis obtidos pelas rivais Oppo (18,6%), Vivo (14,8%) e Xiaomi (8,3%) —, situação capaz de resultar em excesso de estoque do componente no mercado.

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O motivo da queda da Huawei é praticamente consenso entre os analistas, que já detectam o impacto das sanções norte-americanas contra a empresa chinesa. A fabricante não só não pode utilizar os serviços do Google em seus celulares, como também já está com estoques reduzidos de componentes, inclusive para seu recém-lançado topo de linha Mate 40 Pro.

A redução no volume de encomendas da Huawei deve manter a oferta dos painéis OLED em alta pelos próximos semestres. Somado a isso, a consultoria UBI Research aponta a concorrência da fabricante chinesa BOE, que tentará em 2021 ser aprovada como fornecedora do componente à Apple, criando um cenário passível de conter uma alta de preços por parte das coreanas LG Display e Samsung Display, fabricantes da tela usada da família iPhone 12.

Qualidade de imagem

As telas OLED geralmente são vistas como mais sofisticadas que as LCD graças ao seu funcionamento. Cada ponto no painel emite sua própria luz, dispensando a retroiluminação com LEDs das telas LCD.

A tecnologia de exibição auto-emissiva resulta em uma reprodução da cor preta não alcançada pelas técnicas rivais, resultando em um nível de contraste superior — batizado pela Apple de Super Retina XDR, por exemplo.

Nos celulares, a tecnologia estreou há mais de 10 anos, em smartphones Symbian da Nokia, mas se popularizou com a família Galaxy S da Samsung Electronics, que utilizam telas OLED fabricadas pela Samsung Display.

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Fonte: TheElec