Huawei pode vender marcas e sair do mercado de celulares premium, diz agência

Por Rubens Eishima | 25 de Janeiro de 2021 às 09h03
Imagem: Camila Rinaldi/Canaltech
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Atualizado às 12h15 com o comunicado oficial da Huawei.

Após diversos golpes recebidos ao longo de 2019 e 2020, a Huawei estaria negociando repassar suas linhas de smartphones topo de linha Mate e P para outra empresa. A notícia foi publicada pela agência Reuters, citando duas fontes ligadas às negociações. Caso se confirme, a venda marcaria a saída da fabricante chinesa do segmento de aparelhos premium, após meses de pressões do governo dos Estados Unidos na cadeia de fornecimento da marca.

Segundo a Reuters, a negociação da venda das linhas de produto envolve um consórcio de investidores com participação do governo local de Xangai. O negócio traz algumas semelhanças com a venda da subsidiária Honor, vendida para um grupo de empresas ligadas à região de Shenzhen.

As negociações teriam começado no mês de setembro, data em que o fornecimento de chips usados nas linhas — fabricados pela taiwanesa TSMC — se encerrou, com a entrada em vigor de sanções aplicadas pelo então presidente dos Estados Unidos Donald Trump em maio de 2020.

Os modelos Mate e P foram diretamente afetados pelas sanções, já que utilizam os processadores topo de linha HiSilicon Kirin. Sem a opção de fabricar os chips com outra empresa — já que a chinesa SMIC ainda não oferece a tecnologia de 7 ou 5 nm, usados nos Kirins recentes —, a Huawei tem lidado com baixos estoques de componentes para seus modelos mais lucrativos.

Procurada pela agência, a Huawei negou as negociações, com um porta-voz afirmando que não passam de rumores sem fundamento. A Reuters publicou que a transação ainda está em aberto e que as estratégias de política externa do novo presidente norte-americano, Joe Biden, podem mudar o rumo das negociações.

A venda não envolveria toda a gama de produtos da Huawei, que tem a possibilidade de produzir e adquirir processadores básicos — usados em seus aparelhos de entrada — com a fabricante chinesa SMIC.

Em comunicado distribuído à imprensa chinesa, a fabricante chinesa negou novamente planos de vender as duas famílias de celulares. A fabricante reiterou que continuará a fabricar celulares premium e a oferecer produtos e serviços a seus consumidores.

Fonte: Reuters e ITHome

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