De olho na Anatel: suposto Moto G8 e mais de Motorola e Samsung

Por Felipe Junqueira | 22 de Janeiro de 2020 às 18h52
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Mais uma semana de janeiro que se vai, e as empresas começam a se aquecer para os lançamentos de fevereiro, seja para antes ou durante a MWC. No Brasil, a movimentação ainda está fraca, apesar de já haver bastante homologação publicada na Anatel.

Esta semana, porém, só foram publicados os documentos de mais um dispositivo, e bem misterioso. Trata-se do XT2045, da Motorola, que já apareceu em outros órgãos como o americano FCC e na Comissão Econômica da Eurásia (EEC) — onde, aliás, também já foi certificado o possível Moto G8 Power, que tem código diferente, mas já explico mais sobre isso.

Há também algumas baterias listadas que nos dão pistas do que ainda bem por aí. Sem mais delongas, vamos entender porque não acho que o XT2045 seja o Moto G8 Power. Mas pode estar na mesma família.

Motorola misterioso

Já foi vastamente noticiado, inclusive pelo Canaltech, que o XT2041 é o mais provável código do Moto G8 Power. O FCC já entregou que este modelo está relacionado a uma bateria KZ50, de 5.000 mAh. Essa informação é reforçada por documentação no SCH da Anatel, que já certificou esta mesma bateria e a liga ao XT2041 — que está em processo de homologação na Anatel.

Mas, então, e o XT2045? É a pergunta de um milhão de dólares neste momento. Vasculhei a internet atrás de informações sobre este modelo, e encontrei algumas coisas no FCC, além de notícias sobre homologação também na EEC. O órgão americano tem algumas pistas extras.

Certificado de homologação do misterioso Motorola XT2045 (Imagem: Reprodução/Anatel)

O XT2045, que passou na Anatel, está relacionado no FCC a uma bateria de 4.000 mAh e modelo KR40 que, no entanto, já está certificada na Anatel com especificações diferentes (3.000 mAh) e ligada aos modelos One Vision e One Action. Não encontrei nenhuma outra bateria da Motorola que pudesse ajudar a encontrar mais alguma coisa sobre o XT2045.

Só o que dá para ter certeza pela documentação existente é isso. A bateria, segundo o FCC, tem 4.000 mAh, tem suporte à rede LTE e sites de firmware apontam o Android 10, o que não é nenhuma surpresa visto que o Google quer todos os aparelhos lançados este ano pelo menos com este versão do sistema.

E sabe qual dispositivo vazou há um tempão, que seria integrante da oitava geração da família Moto G e teria essa capacidade de carga? Ele mesmo, o próprio Moto G8. O modelo teria câmera tripla e Snapdragon 665, além de tela possivelmente com 6,2 polegadas. Considerando as bordas, está dentro do esperado pelas dimensões apresentadas no FCC para o XT2045.

Vídeo publicado por Evan Blass em novembro mostra o que pode ser o Moto G8 (Imagem: Reprodução)

Mais a caminho

Além do provável Moto G8 e do G8 Power em processo, a Motorola tem mais um dispositivo com certificação em andamento na Anatel: o XT2061. É um problema que os números de modelo da fabricante não façam qualquer sentido. Eu poderia arriscar que tanto o XT2045 quanto o XT2061 são mais avançados que o Moto G8 Power, mas o G8 Plus, que já saiu, tem número de modelo XT2019. No máximo, os números mostram uma ordem de lançamento, mas nem isso eu me atrevo a cravar.

Sendo assim, é possível que o XT2045 seja o Moto G8, o XT2061 poderia ser o Moto Edge+, cujo nome foi vazado pelo famoso Evan Blass na noite desta terça-feira. Também estão aguardando a documentação os modelos XT2053, registrado no NBTC (Anatel da Tailândia) como Lenovo K11, e o XT2055, também encontrado no FCC e com a mesma bateria JK50, de 5.000mAh, do Moto G7 Power. Talvez sejam dois novos modelos da linha Moto E, mas vamos aguardar para ver.

Na terça-feira, 21, Blass jogou nome de mais um Motorola em seu Twitter (Imagem: Reprodução)

Samsung também está aprontando

A documentação do Galaxy A01 também surgiu no sistema, datada de 13 de janeiro. Por ora, a Samsung só lançou o Galaxy Fold por aqui, mas deve ter evento para trazer alguns novos modelos que foram apresentados lá fora entre o fim do passado e o começo deste muito em breve.

Sim, pois também estão na fila outros modelos. O Note 10 Lite, por exemplo, já tem a bateria no sistema, faltando apenas o registro da documentação. O Galaxy A51 já está homologado e tem outras baterias passando e até já documentadas. Ou seja, vai ser um começo de ano movimentado em matéria de Samsung.

Que lista é essa?

Nenhum produto de comunicação pode ser vendido dentro do território brasileiro sem uma certificação da Anatel. Por isso há tantas notícias sobre homologação presente no sistema do órgão: se o produto recebeu a documentação, é porque existe uma chance grande de começar a ser vendido por aqui. Porém, cuidado: estar homologado não significa que vai chegar às lojas, mas sim que a fabricante pode começar a vendê-lo. A empresa pode mudar de ideia e não colocá-lo no mercado.

Você deve se lembrar que a Anatel tem um sistema que bloqueia o uso dos chamados celulares piratas em território nacional. Não significa que um dispositivo sem selo da agência corre o risco de funcionar, basta que qualquer órgão regulador do mundo tenha analisado e certificado o modelo previamente. Se não foi autorizado em nenhum país, aí é considerado aparelho pirata.

No caso brasileiro, a lista de produtos certificados pode ser vista no Sistema de Certificação e Homologação, disponível no próprio site da agência. São informações públicas que, no entanto, não são tão simples assim de encontrar e compreender. A ideia deste artigo é mostrar o que surgiu de mais recente por lá e trazer mais informações, obtidas por meio de pesquisa.

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