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VPN gratuita é segura?

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 07 de Fevereiro de 2024 às 18h25

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Utilizar uma VPN gratuita pode parecer uma ideia interessante, principalmente diante da necessidade de um serviço do tipo para garantir a privacidade online. Tais serviços, entretanto, podem não ser tão eficazes assim, com eventuais brechas na criptografia ou a coleta de dados dos usuários entre os possíveis reflexos dessa escolha.

Afinal de contas, a ideia dos serviços de VPN é proteger suas atividades online, mas esse objetivo pode não fazer sentido quando a própria fornecedora da tecnologia pode vender seus dados. Quando a segurança está em jogo, o ideal é fazer escolhas que privilegiem a segurança e a privacidade.

Por que VPNs grátis não são seguras?

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As VPNs (rede virtual privada, em inglês) funcionam como túneis que redirecionam seus dados a partir de servidores remotos, sem acesso direto aos dados trafegados. É por isso que o uso de VPNs é recomendado, principalmente, em redes públicas ou pouco seguras como as de aeroportos, cafés ou museus, onde as informações podem ser interceptadas por terceiros.

Manter essa infraestrutura, porém, gera custos que precisam ser pagos de alguma maneira. Quando você escolhe usar uma VPN grátis, é possível que seus dados sejam coletados e vendidos a terceiros ou anúncios sejam inseridos durante a navegação, aspectos que podem derrotar a busca por mais privacidade.

Os custos de manutenção também podem levar os fornecedores de VPNs a não investirem nos melhores protocolos de criptografia e segurança. Além da coleta pelas próprias empresas, suas informações podem estar sob risco de ataques, um fator crítico quando se pensa que, por meio da conexão, trafegam informações sensíveis do usuário.

Como escolher uma VPN confiável

Dados da Organização Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO, na sigla em inglês) mostraram que, de 283 apps de VPN grátis para Android, 67% rastreavam o acesso dos usuários a sites e serviços. No mesmo estudo, também está a informação de que 84% dos softwares analisados não aplicavam criptografia correta às informações dos usuários.

A empresa de cibersegurança Norton Lifelock pondera que a privacidade online nunca é absoluta, mesmo com o uso de uma VPN. Como explica a companhia, antes de serem direcionadas aos sites e serviços, o fornecedor dessa tecnologia terá acesso às suas informações e detalhes como IP, geolocalização, histórico e outros dados.

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É por isso que ela indica a importância de usar uma plataforma confiável e com desenvolvedores reconhecidos. Políticas de privacidade devem ser claras e incluírem regras para uso de dados, principalmente no caso de versões gratuitas, que podem usar as informações dos usuários como recurso de monetização.

As fornecedoras de antivírus, como Kaspersky e Norton, costumam incluir apps de VPN em seus pacotes pagos de softwares de segurança — o Canaltech também tem uma lista de recomendações. Enquanto isso, empresas como Cloudflare e Microsoft disponibilizam soluções gratuitas para celulares iOS e Android.