Como saber se estou sendo espionado no WhatsApp Web?

Por Ramon de Souza | 12 de Novembro de 2020 às 19h15
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Já imaginou o que poderia acontecer caso você tivesse seu WhatsApp vigiado? Ter alguém lendo as mensagens que você recebe e envia é um pesadelo para qualquer pessoa — especialmente no caso daqueles internautas que mantém bate-papos “sigilosos” através da plataforma em questão. E se o espião for ninguém mais e ninguém menos do que o seu chefe? Será mesmo que eles é capaz de fazer essa interceptação?

Por mais antiético que isso possa parecer, devemos dizer que: sim, seus superiores têm o direito de fuçar nas suas mensagens caso você use o WhatsApp Web no trabalho. Afinal, você está executando um aplicativo de cunho pessoal em uma máquina profissional, gerenciada por uma equipe de TI que precisa ficar sempre de olho para garantir que os colaboradores não estejam acessando conteúdos impróprios ou postergando tarefas.

Também já existem várias soluções corporativas que mantém um monitoramento constante sobre tudo o que acontece na tela do computador — registrando, inclusive, screenshots para capturar o que está acontecendo no display. Isto posto, é meio natural, que, no fim das contas, o funcionário acabe tendo seu WhatsApp espionado, mesmo que seja “sem querer” (ou seja, um "print" seja registrado bem quando você estiver com o app aberto).

Cuidados com o uso do WhatsApp Web no trabalho

Estamos falando aqui especificamente da versão Web, e, infelizmente, não há muito o que se fazer em relação a tal versão do mensageiro. Antes de mais nada, vale lembrar que a criptografia ponta-a-ponta do WhatsApp só protege a comunicação entre dois dispositivos — ou seja, criptografa as mensagens enquanto elas navegam de uma ponta até a outra. Se a sua ponta estiver infectada com um software espião, a criptografia é inútil.

Imagem: Reprodução/Claudio Schwarz (Unsplash)

1) Política de uso da empresa

O primeiro passo é procurar saber se a sua empresa possui uma política a respeito do uso de redes sociais pessoais no ambiente de trabalho (ou no dispositivo de trabalho, caso cedido para colaboradores home office). Caso haja restrições, você pode ter certeza de que a companhia utiliza alguma forma de monitorar os computadores para garantir que ninguém esteja acessando sites e serviços proibidos.

2) Fique de olho nas suas conversas

Algum áudio está marcado como já reproduzido, mesmo que você não se lembre de ter ouvido o próprio? As imagens e vídeos daquele chat em grupo estão baixadas, mesmo que você jamais tenha feito download deles? Esses são sinais de que alguma outra pessoa está de olho nas suas mensagens e pode estar espionando seu WhatsApp.

3) Atenção com softwares instalados

Você também pode procurar, na lista de softwares instalados na sua máquina, eventuais programas que possam levantar suspeitas de um eventual monitoramento. De qualquer forma, há pouco o que se fazer nesse tipo de situação — o mais recomendado é mesmo evitar usar o WhatsApp Web no ambiente de trabalho, trocando mensagens apenas em seu dispositivo pessoal.

Cuidados para não ter seu WhatsApp espionado no celular

Agora, as dicas específicas para quem sua o mensageiro em smartphones, que valem para o uso particular e, especialmente, quando você estiver no trabalho:

Imagem: Reprodução/Antonbe (Pixabay)

1) Não instale softwares duvidosos

Vale a pena aproveitar o assunto para lembrar que seu smartphone também pode ser vítima de ataques cibernéticos que culminam em um Whatsapp espionado. Evitar instalar apps cuja origem você não conhece ou que já possuem críticas sobre sua segurança.

2) Use medidas avançadas de proteção do próprio dispositivo

Não se esqueça de apostar nas próprias ferramentas que seu celular oferece, como usar senhas fortes e validação biométrica para desbloqueio do aparelho.

3) Autenticação em duas etapas

Configure a proteação dupla no mensageiro. Para isso, abra o WhatsApp e acesse o menu com três pontinhos no canto superior direito da tela. Entre nas "Configurações" e na opção "Conta". Em seguida, selecione "Verificação em duas etapas" e em "Ativar". Depois disso, é necessário criar uma senha de seis dígitos (PIN) e confirmar o código escolhido. Depois, também será possível registrar um endereço de e-mail para recuperar o código caso seja necessário.

Temos um tutorial ilustrado só para isso, caso precise, acesse: Como ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp?

4) Use antivírus

Caso você acredite que tenha contraído um malware espião, empregue alguma solução antivírus para tentar removê-lo.

5) Em último caso, resete o aparelho

Na pior das hipóteses, a única forma de acabar com essa espionagem é fazendo um reset de fábrica do aparelho (claro, isso depois de garantir que você fez backup de todos os dados importantes).

Para fazer isso no Android, é necessário entrar nas "Configurações" e a seção pode mudar, de acordo com a marca do dispositivo. Nos Samsung Galaxy, por exemplo, fica em "Gerenciamento geral", na opção "Restaurar padrão de fábrica". Você pode acompanhar o tutorial completo em: Como resetar seu celular Samsung para os padrões de fábrica.

Já no caso do iOS, acesse os ajustes do aparelho e clique em "Geral" e, sem seguida "Redefinir". Depois, escolha "Apagar Conteúdos e Ajustes" e informa o código do aparelho. Para confirmar, use "Apagar iPhone". Você também pode acompanhar esse tutorial completo em: Como formatar e resetar o seu iPhone pelo iOS.

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