Farmacêuticas devem declarar compromisso com segurança da vacina contra COVID-19

Farmacêuticas devem declarar compromisso com segurança da vacina contra COVID-19

Por Fidel Forato | 09 de Setembro de 2020 às 15h50
Karolina Grabowska/Pexels

Mesmo que o mundo viva uma corrida por uma vacina contra a COVID-19, existe muito responsabilidade e milhares de testes antes que um imunizante seja distribuído para qualquer população. Nesse cenário — ainda estranho — do novo coronavírus (SARS-CoV-2), o grupo de farmacêuticas que estão trabalhando em projetos de uma potencial vacina planeja uma declaração, comprometendo-se com rigorosos padrões de segurança e eficácia.

Entre as farmacêuticas que, supostamente, devem assinar a carta, nesta semana ainda, estão as norte-americanas Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson, além da britânica GlaxoSmithKline (GSK) e a francesa Sanofi. Com o gesto, a ideia e tranquilizar o público de que uma vacina não será aprovada de forma prematura e sem que haja garantias de sua eficácia. 

Farmacêuticas devem fazer declaração sobre pública sobre compromisso com segurança e eficácia de vacina contra a COVID-19 (Imagem: Heung Soon/Pixabay)

Cenário da aprovação de vacina contra a COVID-19

Depois que a Rússia e a China aprovaram vacinas contra a COVID-19, de forma emergencial, antes da conclusão dos ensaios clínicos de fase 3 com humanos, a pressão para que estas empresas também acelerassem seus processos cresceu. Inclusive, elementos externos da área, como questões políticas, têm tentado influenciar nesse processo, o que preocupa especialistas em saúde pública e reguladores. 

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Mesmo sem pular etapas formais da aprovação de uma vacina, cientistas já trabalham em uma velocidade recorde para desenvolver um imunizante. Em "tempos normais", o desenvolvimento de uma fórmula levaria pelo menos 1,5 ano. Só que a realidade é outra e, somente nos Estados Unidos, são mais de 6,5 milhões de casos, sendo 193 mil óbitos em decorrência da COVID-19, segundo a plataforma Worldometer. 

Inclusive, três gigantes farmacêuticas — Moderna, Pfizer e AstraZeneca  — já estão testando seus imunizantes no estágio final, ou seja, na fase 3 dos estudos clínicos. Apesar da pausa anunciada nesta terça (8) pela AstraZeneca após identificar uma reação grave em um dos voluntários de seus testes, é possível que alguns desses estudos sejam divulgados ainda em outubro e que os primeiros lotes de uma das vacinas comecem a ser distribuídos antes do final deste ano.

De forma similar as essas empresas, os reguladores da agência norte-americana de saúde, a Food and Drug Administration (FDA), tem discutido a possibilidade de uma declaração pública sobre a necessidade de confiar em ciência comprovada e da importância em se esperar a conclusão das etapas de pesquisa, segundo um rumor do mercado.

Toda essa cautela na aprovação de uma vacina é importante para que a fórmula não cause efeitos adversos significativos em quem receber o imunizante. Afinal, uma vacina é feita para proteger vidas, não para colocar pessoas em risco. Mesmo que o cenário da COVID-19 seja grave, aparentemente, essas organizações preferem seguir com as etapas necessárias de pesquisa antes de disponibilizar o produto para milhões de pessoas.  

Fonte: Época Negócios e Worldometer  

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