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Elon Musk questiona Apple sobre corte de publicidade no Twitter

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 29 de Novembro de 2022 às 17h45

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Pixabay/Montagem Canaltech
Pixabay/Montagem Canaltech
Elon Musk

O dono do Twitter, Elon Musk, fez uma publicação questionando se a Apple é contrária à liberdade de expressão. A "dúvida" direcionada a Tim Cook, CEO da Maçã, veio por conta da redução drástica dos investimentos em publicidade da companhia na sua rede social. "A Apple praticamente parou de anunciar no Twitter. Eles odeiam a liberdade de expressão na América?", perguntou Musk.

O bilionário não explicou qual seria a relação entre gastos com anúncios da Maçã e uma possível divergência sobre o que é liberdade de expressão. Ele apenas escreveu uma série de tuítes criticando as políticas da criadora do iPhone e com menção à ameaça de remoção do Twitter da loja oficial do iOS.

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O executivo voltou a dizer que a remoção do aplicativo da rede social da App Store é um problema real. "A Apple e o Google controlam efetivamente o acesso à maior parte da Internet por meio de suas lojas de aplicativos", explicou o influenciador digital. Musk também disse que pode fazer celular próprio caso Twitter saia de App Store e Play Store.

Musk destinou vários tuítes para atacar a Apple, criticando a taxação de 30% sobre o valor das vendas, falando sobre acusações de monopólio e criando suas famigeradas enquetes para perguntar ao "povo" se "Apple deveria publicar todas as ações de censura tomadas". Após sua enxurrada de tuítes relacionados à empresa, o magnata concluiu: "Esta é uma batalha pelo futuro da civilização. Se a liberdade de expressão for perdida mesmo na América, a tirania é tudo o que está por vir".

Por que a Apple remove apps?

A Apple costuma suspender e banir (em caso de reincidência) os aplicativos que violam as políticas da loja virtual do iOS. No caso do Twitter, não houve uma explicação formal, mas especialistas apontam para a falta de moderação de conteúdo como o principal aspecto. Vale lembrar que a Truth, rede social do ex-presidente Donald Trump, foi barrada no Android exatamente por esse motivo, assim como ocorreu com a Parler.

A empresa de Tim Cook já tirou do ar outras redes sociais que não exerciam nenhum tipo de moderação, principalmente quando relacionada a discursos de ódio e conteúdos falsos. A política da Maçã seria para proteger os usuários da exposição a situações que afetem a experiência positiva de uso no iPhone.

Muitos desenvolvedores reclamam das restrições da Gigante de Cupertino, especialmente devido à falta de clareza no posicionamento. No caso do Twitter, a questão dos anúncios nada tem a ver com a possível remoção aplicativo.

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Twitter em baixa com os anunciantes

O problema dos anunciantes do Passarinho Azul é a falta de confiança na pessoa de Musk para conduzir a empresa. Muitos empresários temem que a rede social perca boa parte dos usuários após adotar a política do "libera geral", com o retorno de contas banidas pela prática de crimes e por espalhar fake news sobre diversos assuntos.

Na semana passada, a empresa Media Matters descobriu que 50 dos 100 maiores anunciantes do Twitter simplesmente cortaram a verba de investimento. Os motivos são variados, mas quase todos estão relacionados ao temor acerca do futuro de uma plataforma em turbulência. Musk chegou a atribuir a queda nos anúncios a ativistas interessados em "destruir a liberdade de expressão na América" pressionando os anunciantes.

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Na verdade, é crescente o medo de associar marcas a discursos de ódio ou desinformação. Hoje, foi divulgada a informação de que o Twitter suspendeu a aplicação da política de combate à desinformação sobre a covid-19, algo que vinha ocorrendo desde janeiro de 2020. Com isso, movimentos antivacina e teóricos da conspiração podem inventar mentiras livremente sobre a doença e a vacinação.

A relação do Twitter com a Apple está estremecida há alguns dias. O primeiro indício veio do chefe da App Store da Apple, Phil Schiller, que excluiu sua conta no Twitter durante o fim de semana.

Por enquanto, Musk segue incitando sua plateia a atacar a Apple, pedindo por "liberdade de expressão" e falando em censura. Em vez de tentar apaziguar a situação, parece que o bilionário quer apagar o incêndio, criado por ele mesmo no Twitter, tacando gasolina no fogo.