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Samsung e Microsoft deixam de oferecer seus produtos e serviços na Rússia

Por| Editado por Wallace Moté | 07 de Março de 2022 às 10h03

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Jorge Duenes/Reuters
Jorge Duenes/Reuters

Depois de marcas como a Apple, Intel, AMD e várias outras já terem deixado de exportar produtos para a Rússia, a Samsung e a Microsoft acabam de aumentar a lista de companhias que reagiram às invasões na Ucrânia. Além de dispositivos como celulares, consoles e notebooks, os serviços das duas empresas também não estarão disponíveis por lá.

No caso da Samsung, a decisão foi feita de forma voluntária, já que a Coreia do Sul possui a liberdade de apoiar ou não as sanções impostas pelos Estados Unidos — em outras palavras, a companhia não precisaria proibir a venda de seus produtos e serviços se não achassse necessário. Porém, a decisão foi tomada um dia depois de o vice-primeiro-ministro da Ucrânia ter feito um pedido público e direcionado a várias marcas do mercado de tecnologia, para que tomem uma posição.

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Estima-se que aproximadamente 30% dos celulares vendidos no país comandado por Vladmir Putin sejam da Samsung, e portanto as novas diretrizes deverão afetar de forma direta uma grande parcela da população local. Além disso, cerca de 4% das receitas obtidas pela empresa são provenientes da Rússia, que também tem uma planta de produção de TVs na cidade de Kalunga, localizada a cerca de 200 quilômetros da capital Moscou.

A Samsung afirmou que está monitorando a situação, e fará uma doação de 6 milhões de dólares (cerca de R$ 30 milhões em conversão direta) para auxiliar os esforços humanitários, além do equivalente a mais de 1 milhão de dólares (~R$ 5 milhões) em dispositivos eletrônicos.

A Microsoft não deu muitos detalhes em relação à paralisação de suas atividades na Rússia, mas o seu presidente Brad Smith fez críticas ao regime, afirmando que "como o resto do mundo, estamos horrorizados, irritados e entristecidos pelas imagens e notícias que vêm da Ucrânia, e condenamos essa invasão injustificada, ilegal e não provocada".

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A companhia americana ainda identificou uma grande quantidade de ataques cibernéticos que teriam sido efetuados contra o Estado ucraniano, fato que também foi relatado por Smith:

Desde que a guerra começou, nós atuamos em relação a medidas disruptivas ou destrutivas feitas pela Rússia contra mais de 20 organizações ucranianas nas áreas de governo, TI e setor financeiro. Também atuamos contra ataques cibernéticos focados em vários locais civis adicionais.

As atividades das duas companhias — e de várias outras — já são afetadas de qualquer forma, por conta do bloqueio áereo que impede a chegada de componentes e produtos por meio de aviões cargueiros. Operações por vias marítimas também serão reduzidas de forma significativa, já que diversas empresas do ramo também anunciaram a paralisação de suas atividades por lá.

Mais sanções à Rússia

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A lista de empresas da área de tecnologia que cortaram relações com a Rússia aumenta a cada dia. A Airbnb, do setor de hospedagem, informou que suspenderá as atividades no país e também em Belarus, além de oferecer mais de 100 mil vagas de curto prazo para acolhimento de pessoas que estão fugindo da Ucrânia.

Redes sociais como o Twitter e o Facebook também fizeram cortes em conteúdos midiáticos publicados por páginas ligadas ao governo russo, que acabou bloqueando os dois sites na sequência, para evitar a organização de protestos anti-guerra em variados locais, especialmente em Moscou.

O Google também teve uma participação ativa nos bloqueios a conteúdos estatais russos, principalmente no YouTube e Google News — a monetização por meio do Google Ads também foi paralisada no país. Em comunicado, a Gigante das Buscas disse que "a situação está escalando rápido, e continuaremos divulgando atualizações quando apropriado".

Fonte: SamMobile e Yahoo News