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Intel e AMD paralisam exportação de componentes para a Rússia

Por| Editado por Wallace Moté | 01 de Março de 2022 às 18h15

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Divulgação/Intel
Divulgação/Intel

A Intel e a AMD se juntaram à TSMC na lista de companhias relacionadas a semicondutores que cortaram relações com a Rússia. Vários componentes não deverão ser exportados para o país por tempo indeterminado, por conta das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos em resposta à invasão da Ucrânia por parte dos russos.

Os impactos imediatos desta decisão ainda são incertos, já que não foram divulgadas informações mais detalhadas em relação a quais peças em específico deixarão de ser enviadas. A princípio, espera-se que os chips voltados para propósitos militares, e aqueles que podem ter usos múltiplos por parte de civis e militares façam parte das sanções — portanto, aqueles focados nos consumidores não seriam tão afetados, como a série Ryzen da AMD ou Core da Intel.

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Por outro lado, é possível que em algum momento todos os semicondutores tenham disponibilização interrompida, à medida em que as companhias decidam quais produtos e consumidores poderão ser afetados por suas ações. Por meio de comunicado oficial, a Intel afirmou que está disposta a cumprir o que for determinado pelas autoridades locais:

"A Intel cumpre todos os regulamentos e sanções aplicáveis nos países em que opera, incluindo as novas sanções publicadas pela OFAC (Agência de Controle de Bens Estrangeiros) e regulamentos publicados pelo BIS (Secretaria da Indústria e Segurança)"

Panorama de paralisação era esperado

É provável que as novas diretrizes não representem mudanças tão significativas no mercado de semicondutores. O presidente da Semiconductor Industry Association John Neuffer afirmou que "a Rússia não é um consumidor direto significativo, já que reflete em menos de 0,1% das aquisições de chips no mercado mundial".

A exportação de produtos do tipo para a Rússia já é controlada pelos Estados Unidos há anos, mas é a primeira vez que restrições como essas são aplicadas para um país em específico — em anos anteriores, já foram vistas duras punições a companhias, como é o caso da Huawei que tem operações limitadas até hoje por conta de diversas acusações relacionadas a espionagem.

Mesmo assim, a Rússia já vem se preparando para decisões do tipo, especialmente depois das tensões relacionadas à anexação da região da Crimeia em 2014. Com isso, o país aumentou investimentos para produção de semicondutores no mercado interno, além de ter guardado uma quantidade considerável de componentes recebidos nos útlimos anos.

Fonte: Tom's Hardware