Review Samsung Odyssey G7 | A qualidade do QLED em um monitor gamer

Por Diego Sousa | Editado por Léo Müller | 14 de Julho de 2021 às 17h00
Ivo/Canaltech

O Odyssey G7 é o irmão do meio da família de monitores da Samsung lançada em 2020. Embora não pareça em um primeiro momento, o monitor é bastante robusto, pegando uma série de recursos e características do poderoso Odyssey G9 e mantendo um tamanho reduzido, que podem agradar aos usuários que procuram um produto completo e mais compacto.

Tive a oportunidade de jogar e trabalhar com o Odyssey G9 e compartilho, nos próximos parágrafos, todas as minhas impressões sobre o monitor da Samsung. Será que ele pode ser uma alternativa tão boa quanto e bem mais acessível que o poderoso G9? Confira nesta análise.

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Prós

  • Construção robusta com suporte firme;
  • Gerenciador de cabos útil;
  • Qualidade de tela excelente;
  • Formato 16:9 é ideal para o consumo de mídias.

Contras

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Construção e design

Dos três monitores da nova família Odyssey, o G7 é menor e menos esticado. Ele tem 27 polegadas na proporção 16:9, o que o torna bem mais agradável para montar em uma mesa de tamanho padrão e menos chamativo. Apesar das dimensões inferiores, o monitor é bem mais robusto que o G5, já que traz um suporte mais firme que não balança com facilidade e ainda permite ajustar tanto a inclinação quanto a altura e a rotação da tela, detalhe herdado do G9.

Odyssey G7 herda muitas características do poderoso G9, como o gerenciador de cabos (Imagem: Ivo/Canaltech)

Ainda falando do suporte, há um compartimento ejetável que a Samsung dedicou para o headset. Embora a ideia seja muito interessante, sua posição não é nada agradável — afinal, quem coloca o fone de ouvido atrás do monitor? A peça ainda arranja um gerenciador de cabos, semelhante à solução presente no Odyssey G9, e é muito útil para quem não gosta de muitos fios em cima da mesa.

No visual, o Odyssey G7 traz traços tanto do G5 quanto do G9, justamente para oferecer um conjunto intermediário. A parte de trás, por exemplo, herda a cobertura plástica texturizada do irmão mais básico, além das duas aberturas nas laterais inferiores que passam a impressão de serem saídas de ar, mas elas são tampadas — pelo menos, há LEDs saindo delas.

Monitor também traz alguns tracos do Odyssey G5 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Para quem curte cores, o monitor traz o chamado “núcleo de iluminação infinito”, também presente no modelo mais potente, que permite ao usuário personalizar a cor da região, podendo escolher entre diversas opções de iluminação e efeitos. Por aqui, no entanto, a peça brilhante é saltada do corpo do produto — diferente do G9, que é para dentro —, o que deve resultar num brilho mais forte.

Núcleo de iluminação infinito do Odyssey G7 é bastante brilhoso (Imagem: Ivo/Canaltech)

Um detalhe importante que fica um pouco menos evidente no Odyssey G7 é a sua curvatura com raio de 1000R, a maior entre os monitores mais atuais. Devido à tela na proporção 16:9, parece que o monitor é menos curvo que os irmãos, mas é só impressão, mesmo.

Finalizando a parte de construção, temos o mesmo botão em forma de joystick do G9, localizado na região central do monitor. As mesmas críticas que fiz ao modelo mais potente se repetem por aqui: em um primeiro momento, o botão parece bem frágil e passa a sensação de que não vai durar muito. Considerando que você não deve usá-lo frequentemente, isso não deve ser um problema muito grande.

O Odyssey G7 herda muitas características do poderoso Odyssey G9, como a presença do chamado núcleo de iluminação infinito e o gerenciador de cabos. Ainda assim, ele corta em alguns pontos, caso da construção em plástico texturizada, presente no Odyssey G5.

Conectividade

O Odyssey G7 tem o mesmo kit de conexões do G9: são duas portas DisplayPort 1.4, uma entrada HDMI 2.0, duas USB-A 3.0 para manutenção, uma entrada para fones de ouvido e outra para cabo de força. Durante os testes, utilizei apenas uma das portas DisplayPort 1.4, o que já foi suficiente para trabalhar e jogar com o monitor sem nenhuma limitação.

Assim como no modelo mais potente, o G7 também traz um grande potencial para quem procura utilizar duas fontes de sinal ao mesmo tempo, já que é possível dividir a tela de 27 polegadas em duas partes e exibir dois conteúdos simultaneamente com o modo PiP, como um console e um PC. Obviamente, você não terá o mesmo aproveitamento frontal do G9 — que tem 49 polegadas —, mas, ainda assim, é possível.

Vale mencionar, também, que o Odyssey G7 não é indicado para quem procura extrair o máximo dos consoles de nova geração, como o PlayStation 5 e os Xbox Series X/S, pois sua entrada HDMI 2.0 já é considerada um padrão relativamente antigo e suporta apenas conteúdos em 4K a até 60 Hz. O ideal, aqui, seria a presença de uma entrada HDMI 2.1, que já habilitaria mídias em 8K e, até mesmo, 4K a 120 Hz, que é o máximo que eles aguentam.

Assim como os outros modelos da família Odyssey, o G7 tem apenas uma entrada HDMI 2.0, um padrão que não extrai o máximo de potência dos consoles de nova geração, casos dos PlayStation 5 e Xbox Series S/X.

Tela

Se o tamanho do Odyssey G7 não é um destaque muito expressivo, sua qualidade de tela pode ser um diferencial importante frente aos concorrentes. O monitor herda diversas características do poderoso G9, como o painel QLED curvo com resolução 2K, a taxa de atualização de 240 Hz e o tempo de resposta de 1 ms. Tudo isso dentro de uma tela de 27 polegadas.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

Nos testes abaixo, realizados no site Lagom LCD, é possível observar níveis de contraste agradáveis, sendo possível enxergar quase todas as etapas aproximadamente iguais no brilho em toda a faixa de 1 a 32 em todas as cores, com exceção dos tons mais fortes de azul (de 26 a 32). Além disso, a fidelidade dos tons escuros é muito agradável, podendo distinguir todos os quadrados com qualidade.

(Imagem: Lagom LCD)
(Imagem: Lagom LCD)

A resolução de 2.560 por 1.440 pixels em um display de 27 polegadas é excelente, trazendo uma densidade de pixels 1,7 vezes maior que o Full HD, segundo a Samsung. Aliado ao painel QLED e ao padrão HDR600, temos uma qualidade bastante próxima a dos televisores mais recentes da linha QLED 4K da sul-coreana, com imagens nítidas e cores extremamente vivas.

A tela curva no formato de tela 16:9, por sua vez, é mais agradável para jogar, já que seu campo de visão permanece sempre em todos os cantos da tela, dispensando a necessidade de olhar muito para os lados, diferente dos G5 e G9, que são mais esticados. Além disso, os games não sofrem com a perda de informações, bastante comum nos monitores ultrawide.

Dead By Daylight no Odyssey G7 (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)
Dead By Daylight no Odyssey G9 (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

Vale destacar que o Odyssey G7 também é compatível com a tecnologia G-Sync, caso você tenha uma placa de vídeo da Nvidia. Ela é ideal para jogadores, pois mantém a placa de vídeo e a tela sincronizadas, eliminando cortes, atraso na tela e instabilidades na imagem.

Como você já deve saber, para aproveitar toda a qualidade do monitor é preciso ter um computador igualmente robusto. O computador que utilizei para os testes, por exemplo, possui uma placa de vídeo GeForce RTX 3070, um processador Intel Core i9-9900K e 64 GB de RAM.

Em filmes e séries, o problema das barras pretas nos lados, geralmente comum em monitores ultrawide, não acontece por aqui, tornando o Odyssey G7 uma opção excelente para o consumo de mídias.

Já em produtividade, as 27 polegadas do monitor da Samsung não o deixa tão confortável com mais de três abas do Google Chrome abertas, mas funciona muito bem com até duas. A tela ligeiramente curva também favorece o multitarefas, pois os conteúdos dos cantos ficam mais próximos do campo de visão.

A tela do Odyssey G7 é uma das melhores disponíveis na faixa de preço, entregando definição impecável, cores vivas e tons de preto fiéis.

Concorrentes diretos

No Brasil, há uma gama de monitores gamer de 27 polegadas à venda, mas nenhum superior ao Odyssey G7. O Asus VG278QR se destaca por trazer um tempo de resposta de apenas 0,5 ms, embora conte com resolução Full HD e 165 Hz de taxa de atualização, contra 240 Hz do modelo da Samsung. O LG 27GL650F-B.AWZ, por outro lado, promete ampla cobertura sRGB de 99% e painel IPS, mas traz “apenas” 144 Hz de refresh rate.

Agora, entre as opções com 240 Hz, vale mencionar o Ozone DSP24 de 24 polegadas, que traz, ainda, compatibilidade com G-Sync, FreeSync. O monitor Acer Nitro XZ320Q X também tem a mesma taxa de atualização do Odyssey G7, mas oferece uma tela maior com resolução apenas Full HD.

Naturalmente, todas as opções citadas acima são mais baratas que o Odyssey G7, portanto, se você não é muito exigente, vale a pena considerá-los. O modelo da Samsung, por exemplo, foi lançado no Brasil por R$ 4.549 e não teve uma diminuição muito significativa até a data de publicação desta matéria.

Conclusão

O Odyssey G7 é talvez o melhor monitor gamer de 27 polegadas do mercado brasileiro. Para jogadores, ele é basicamente um G9 em tamanho compacto, entregando excelente definição de imagem, cores vivas, taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 1 ms, construção robusta e LEDs de iluminação.

Além disso, a proporção 16:9 é ideal para quem procura um modelo que não corta nenhuma informação da jogatina, e sua curvatura menos evidente faz com que seja possível olhar para todos os pontos do monitor sem precisar movimentar muito a cabeça.

Obviamente, as especificações potentes influenciam no preço, e esse pode ser um dos principais problemas do Odyssey G7. Se você não liga para resolução 2K e tela curva, outros modelos custando a metade do preço já oferecem taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 1 ms e suporte às tecnologias G-Sync e FreeSync, ideais para gamers.

No entanto, caso dinheiro não seja um empecilho, o Odyssey G7 entrega o que promete: um monitor excelente para jogos, filmes e séries.

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