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Realme C53 | O celular bom e barato quase perfeito

Por| Editado por Léo Müller | 05 de Agosto de 2023 às 11h00

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Realme C53 | O celular bom e barato quase perfeito
Realme C53 | O celular bom e barato quase perfeito

O Realme C53 é mais um aparelho intermediário da chinesa a pousar aqui no Brasil. Entre os destaques desse smartphone, está a câmera de 50 MP. O sensor promete boa qualidade fotográfica, indicando que pode ser superior a diversos concorrentes na categoria.

Além disso, o dispositivo possui tela com taxa de atualização de 90 Hz, e isso já garante um diferencial atrativo no display, principalmente para o uso prático. Entretanto, a ausência do 5G poderia impactar na escolha de alguns usuários pelo produto. Mas, será que isso é suficiente para impactar negativamente na compra do C53? Saiba a minha opinião nesta análise.

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Design, construção, tela e som

O Realme C53 tem o corpo todo em plástico, mas as bordas um pouco arredondadas e as laterais mais retas, algo que facilita a empunhadura do aparelho. A versão que passou pelo Canaltech tem o verso na cor Champion Gold. É a opção mais chamativa, com um degradê revestido em glitter que varia entre amarelo, laranja e roxo, dependendo da posição no sol.

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As câmeras traseiras são organizadas em um módulo que faz referência ao presente na linha Pro de iPhones da Apple. Apesar de não concordar muito com a vibe “Ctrl+C/Ctrl+V”, nesse celular ficou fisicamente bonito.

Na parte inferior, o Realme C53 tem conector USB-C para recarga e transferência de arquivos, e porta P2 para fones de ouvido. Para completar, o único alto-falante presente no celular fica na mesma área.

Por se tratar de um áudio mono, suas características gerais são esperadas. O volume é interessante, mas os graves são agrupados com as outras frequências. Isso atrapalha a sua percepção, misturando com os médios e agudos a ponto de dar uma percepção maior dessas tonalidades. Mas, para vídeos e filmes, ele é suficiente, apesar de os fones de ouvido serem mais interessantes para tal.

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A tela do C53 tem painel IPS LCD em resolução Full HD+, com taxa de atualização de 90 Hz e 6,74 polegadas. A presença dessa frequência ajuda a garantir maior fluidez na navegabilidade. Porém, é importante ressaltar que não dá para manter constantemente em 90 Hz, pois o sistema vai aumentando a taxa conforme a necessidade de cada app.

Apesar de ser LCD, gosto do nível de contraste da tela, pois dá a percepção de ser superior a algumas alternativas da mesma faixa de preço. Em locais mais iluminados pelo sol, é necessário manter o brilho no máximo para ter a boa visibilidade das informações, mas 30% já é o suficiente em locais com luz controlada.

Configuração, desempenho, usabilidade e software

Uma grata surpresa do Realme C53 são as suas especificações. Ele tem 6 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento. Em conjunto com o processador Unisoc T612 — equivalente ao Snapdragon 665 —, a fluidez desse celular agradará quem deseja gastar pouca grana e ter um celular utilizável.

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No geral, a abertura de aplicativos é rápida, as animações não “engasgam” o aparelho. O app de câmera abre rápido, mas a alternância entre o sensor frontal e o traseiro para filmagens é um pouco lento.

Para jogos, na maior parte das vezes, não tive problemas com travamentos. O único momento em que senti um lag foi ao ativar a propulsão em uma das corridas no Asphalt 9. Pode ter sido algo causado pelo excesso de elementos gráficos no ambiente para carregar, mas achei importante destacar no review.

A interface Realme UI T baseada no Android 13 é uma prova da evolução gradativa e consistente da chinesa para entregar uma boa experiência de uso. A quantidade de aplicativos desnecessários — bloatwares — é pequena, e a marca não impede a desinstalação.

Na central de controle, há diversos recursos úteis, incluindo NFC, e o menu de configurações traz ícones sóbrios, sem tantas opções coloridas, como era anteriormente. Dessa forma, o layout mais próximo do Android puro chama a atenção.

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Resultados no AnTuTu

No teste do AnTuTu, o Realme C53 alcançou mais de 260 mil pontos. Com isso, o aparelho superou o Moto E13, mas ficou um pouco abaixo do Realme C55. É importante destacar que o modelo da Motorola tem o chipset Unisoc T606, e a versão mais robusta da chinesa tem o Mediatek Helio G88.

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Câmeras

As câmeras do Realme C53 são boas, principalmente a principal de 50 MP. Em conjunto com o sensor, o software faz um ótimo trabalho nas fotografias, pois o balanço de branco é muito equilibrado, e não há saturação excessiva.

O foco é rápido, e a nitidez é acima do esperado para a categoria. No modo retrato, há um bom contorno e o HDR se mantém equilibrado nesse modo de captura. O C53 também faz um bom trabalho com a tonalidade da pele, tirando o aspecto asiático que a Xiaomi demorou uma década para ajustar.

A câmera frontal é básica, mas as selfies não são ruins. Dentro do esperado para um modelo intermediário, o sensor de 8 MP faz um trabalho equilibrado, mas sem grandes surpresas positivas.

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Bateria e Carregamento

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A bateria do Realme C53 é boa. No teste padrão do Canaltech, ele consumiu 24% de carga. Por se tratar de uma experiência de uso intensa ao longo de seis horas, seu consumo foi equilibrado.

Dessa forma, a autonomia prevista é de 25 horas, e isso permite um tempo hábil maior do que alguns intermediários concorrentes. Todavia, esse período pode ter variações conforme o seu tipo de uso.

Com a capacidade de 5.000 mAh e o carregador com potência de 33 W, é possível restabelecer a energia em menos de 1 hora e 30 minutos.

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Concorrentes diretos

Por se tratar de um aparelho intermediário, o Realme C53 tem como grande concorrente o Redmi Note 12 5G. O aparelho da Xiaomi tem como principal diferencial em relação ao modelo da Realme a presença do 5G.

Apesar de essa conectividade ainda estar em processo de ajustes para entregar altas velocidades, é um elemento que já impacta na decisão de compra. A presença da plataforma Snapdragon 4 Gen 1 entrega mais velocidade e uma “folga” de performance um pouco superior para games.

Por outro lado, para ter o Note 12 5G, é preciso desembolsar, em média, R$ 1.500, que é um valor R$ 100 acima do cobrado pelo C53. Dessa forma, é preciso calcular se faz sentido para você pagar a mais para ter um desempenho quase equivalente, tela AMOLED de 120 Hz e 5G.

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O Realme C53 é um bom celular?

O Realme C53 conseguiu entrar para a lista de ótimos celulares para se comprar até mil reais. O modelo é bom, barato e tem defeitos pontuais que não geram tanto impacto negativo em seu conjunto geral.

Seu desempenho é estável, a tela, apesar de LCD, tem um bom equilíbrio de cores e a frequência de 90 Hz agrada na navegabilidade. A câmera de 50 MP tem faixa dinâmica agradável, e proporciona fotografias interessantes em ambientes bem iluminados.

Além disso, o preço por volta de R$ 1.400 faz com que a ausência do 5G não seja um elemento decisivo para a compra. Afinal, quando um celular supre as principais necessidades dos usuários sem impactar negativamente em seu valor, já se transforma em uma opção interessante para se comprar.

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