Publicidade
Economize: canal oficial do CT Ofertas no WhatsApp Entrar

Chrome deve limitar bloqueadores de anúncios a partir de 2023

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 05 de Outubro de 2022 às 12h35

Link copiado!

Tati___Tata/Visualhunt
Tati___Tata/Visualhunt

O Google pode lançar seu renovado sistema de extensões do Chrome em 2023. A afirmação foi dada pela empresa em uma postagem no blog oficial, que contém uma nova linha do tempo para a transição para o Manifest V3.

O Manifest V3 é uma atualização que permitirá um aprimoramento dos utilitários e complementos, mas tornou-se polêmica devido à suposta redução da eficácia dos bloqueadores de anúncios. O Google nega a restrição e diz que o ajuste é para proteger a privacidade e dar mais segurança para o usuário, mas muita gente aponta benefício próprio — já que o Google Ads e o YouTube Ads são duas fontes de receita fundamentais.

Continua após a publicidade

A transição do Manifest V3 já dura cerca de quatro anos e pode estar mais próxima do fim. Com a migração, as extensões antigas executadas no Manifest V2 deixarão de funcionar, caso os desenvolvedores não a atualizem para o formato renovado.

A versão 122 do Chrome, prevista para debutar em janeiro de 2023, deve ser a primeira a iniciar a desativação da versão 2 nos canais Canary, Dev e Beta. Cerca de seis meses depois, em junho de 2023, o Chrome 115 deve realizar os experimentos para suspender de vez o suporte a extensões em todos os canais, incluindo o aplicativo estável.

A migração impactará também a Chrome Web Store, que deixará de aceitar novas extensões do Manifest V2 e ocultará as já existentes. A partir de janeiro de 2024, o Google espera remover todos os utilitários não ajustados para formato renovado.

O que é Manifest V3?

Segundo o Google, o Manifest V3 é uma das mudanças "mais significativas na plataforma de extensões desde o lançamento há uma década". A gigante crê que a plataforma mais limitada pode trazer melhorias de segurança, mais privacidade e melhor desempenho.

O principal gatilho está na forma como o estilo renovado lida com as solicitações de página da web. No Manifest V2, a API WebRequest era usada para inserir cookies no navegador e para carregar arquivos de mídia. Os bloqueadores de anúncios atuavam para interromper a requisição feita pela API, o que impedia a conexão com o servidor para puxar as propagandas.

O Manifest V3 adotou o modelo declarativeNetRequest, cuja mecânica é diferente e reduz a eficácia dos adblocks. A API declarativeNetRequest exige que a extensão informe ao Chrome uma lista de regras a ser analisada, como o script programado para barrar o anúncio de determinado site. Em razão disso, o navegador decide se segue ou não a diretriz da extensão — no caso dos anúncios, o algoritmo passa a decidir se aceita o bloqueio da propaganda.

Continua após a publicidade

Os utilitários ainda poderão criar listas de bloqueio de anúncios, porém devem ser limitadas a 30 mil entradas, número correspondente a 10% do valor atual (300 mil regras). Além disso, como a decisão fica nas mãos do navegador, o Google pode simplesmente configurá-lo para executar as propagandas desejadas.

Manifest V3 é mais seguro?

Até o momento, as empresas prejudicadas alegam não haver medida de segurança sólidas na migração. A acusação ao Google seria de agir para proteger seu modelo de negócios apenas, sem atuar contra extensões maliciosas. Isso porque o V3 apenas impediria o bloqueio dos dados, mas não faria uma inspeção mais cautelosa.

Por outro lado, o Google segue trabalhando em seu novo modelo de cookies otimizados de rastreamento. O polêmico FLoC (Federated Learning of Cohorts) deu lugar a API Topics, ferramenta que permitirá identificar o perfil de consumo do usuário sem precisar de processamento na nuvem.

Continua após a publicidade

Vários desenvolvedores seguem trabalhando em melhorias para suas extensões na sandbox do Manifest V3. Por enquanto, muitos ainda não encontraram brechas para explorar, bloqueando as propagandas para evitar o desagrado do usuário.

Não há como saber qual será o impacto do modelo atualizado de extensões do Chrome até a sua efetiva implantação. Fato é que o futuro disso deve impactar consideravelmente os navegadores baseados no Chromium, como o Edge, o Opera e o Brave.