7 dicas para proteger o seu navegador

Por Joyce Macedo

Os navegadores são importantes portas de entrada para malwares e vírus, por isso eles também devem ser uma das primeiras linhas de defesa contra diversos problemas de segurança e privacidade que rondam a internet.

Seu browser pode ajudar a impedir que seu computador se comunique com sites potencialmente perigosos, ajudando a evitar o contato com malwares e desempenhando um papel muito importante no aumento da sua privacidade e segurança online.

Embora seja impossível garantir a segurança total contra malwares e tentativas de ataques online, seguir as dicas abaixo pode aumentar a proteção do seu navegador web.

1. Mantenha seu navegador atualizado

Vamos começar por um dos procedimentos de segurança mais básicos no mundo da tecnologia: mantenha seu browser atualizado. O ideal é manter as atualizações automáticas habilitadas. Utilizar sempre um navegador atualizado é uma importante medida de segurança, além de garantir que as páginas da web sejam carregadas corretamente. Veja como atualizar os principais navegadores do mercado:

Internet Explorer

A Microsoft atualiza o Internet Explorer por meio do recurso de atualização do Windows. Enquanto você estiver instalando regularmente as últimas atualizações do Windows Update, você terá a versão mais recente do Internet Explorer.

Google Chrome

O navegador do Google é atualizado automaticamente à medida que novas versões são liberadas para o público. Para verificar se a sua versão do Chrome é a mais recente ou atualizar manualmente o browser, basta seguir os seguintes passos:

  1. Abra o Google Chrome;
  2. Clique no ícone com os três tracinhos (Personalizar e Controlar o Chrome) localizado no canto superior direito da tela;
  3. Selecione a opção "Ajuda e Sobre" e, em seguida, clique em "Sobre o Google Chrome".
  4. Uma nova janela será aberta e irá informar automaticamente se há novas atualizações disponíveis ou se você está usando a versão mais atual do Chrome.
Atualizar Chrome

Imagem: Captura de tela / Canaltech

Firefox

Por padrão, o Mozilla Firefox baixa automaticamente as atualizações e pede autorização do usuário para realizar a instalação. Para verificar se você possui a versão mais recente do Firefox ou atualizar manualmente o browser, siga os seguintes passos:

  1. Abra o Mozilla Firefox;
  2. Clique no botão de menu, representado pelo ícone dos três tracinhos, localizado no canto superior direito da tela;
  3. Clique no ícone do ponto de interrogação para abrir o menu Ajuda;
  4. Clique na opção "Sobre o Firefox". Uma nova janela será aberta e irá verificar automaticamente se há atualizações, além de mostrar a versão atual do Firefox que está sendo executada no seu computador;
  5. Clique em "Reiniciar o Firefox para atualizar".
Atualizar Firefox

Imagem: Captura de tela / Canaltech

Safari

Se a opção de atualizações automáticas da Apple estiver ativa em seu dispositivo, o Safari será atualizado automaticamente. Para instalar atualizações automaticamente, clique em “Ativar” na notificação "Ativar Atualizações Automáticas?" que aparece na primeira vez que uma atualização fica pronta.

Ou então siga os seguintes passos:

  1. Abra do menu Apple e escolha a opção "App Store";
  2. Na parte superior da janela, clique no botão "Atualizações" na barra de ferramentas;
  3. Encontre o Safari e clique em "Atualizar" (ou então selecione "Atualizar tudo" para atualizar todos os apps).
Atualizar Safari

Opera

O Opera também costuma ser atualizado automaticamente, no entanto, se você prefere atualizá-lo manualmente ou apenas conferir a versão utilizada, faça o seguinte:

  1. Abra o Opera;
  2. Clique no ícone do Opera localizado no canto superior esquerdo da tela;
  3. Selecione "Sobre o Opera" no menu que irá aparecer;
  4. Se houver atualizações disponíveis, elas serão instaladas automaticamente.

2. Desative a reprodução automática de plugins

O click-to-play é um recurso de segurança que requer que os usuários autorizem o uso de um plugin quando ele for solicitado. Isso pode ajudar a proteger contra ataques e malwares que se aproveitam de brechas em plugins como Flash, Java e Silverlight, por exemplo.

Dessa forma, os cibercriminosos não serão capazes de explorar falhas em plugins que estão rodando em segundo plano, uma vez que você só irá permitir que ele carregue quando tiver uma boa razão para isso. Ativar essa ferramenta também fará com que as páginas da web carreguem mais rapidamente, além de economizar ciclos da CPU, energia da bateria e largura de banda.

3. Desinstale plugins que você não utiliza

Para aumentar a proteção do seu navegador, verifique a lista de plugins instalados em seus navegadores e desinstale todos aqueles que você não precisa. O Java é um plugin particularmente perigoso, mas usado em muitos sites, portanto não há necessidade de mantê-lo sempre habilitado (realize o procedimento indicado no item anterior para escolher quando executá-lo).

Já o Silverlight, da Microsoft, está caindo cada vez mais em desuso, principalmente por não ser mais a única opção necessária para assistir conteúdo na Netflix, por exemplo. O plugin que você está mais propenso a utilizar é o Flash e mesmo assim ele também está se tornando cada vez menos necessário. Sinta-se livre para desinstalar um plugin que você não tem certeza se é útil, pois o pior que pode acontecer é você ter que reinstalá-lo quando se deparar com um site que precisa dele.

Para ver os plugins que você tem instalado em seu navegador, faça o seguinte:

  • Chrome: Digite "chrome://plugins/" na barra de endereço do seu navegador (sem as aspas) e pressione Enter.
  • Firefox: Clique no botão de menu, localizado no canto superior direito, clique em Complementos e selecione o ícone Plugins.
  • Safari: Clique no menu do Safari, selecione "Preferências" e clique na opção "Segurança". Em "Gerenciar configurações do site" você poderá ver detalhes dos plugins.
Plugins

4. Mantenha os plugins atualizados

Você não deve se preocupar apenas com as atualizações do seu navegador, também é preciso ficar de olho nos plugins. Certifique-se de que aqueles que você utiliza são atualizados regularmente e automaticamente. O Google Chrome, por exemplo, atualiza automaticamente sua própria cópia do Flash, enquanto o Windows 10 atualiza automaticamente o Flash no Microsoft Edge.

Além disso, a Adobe mantém uma página na qual você verifica a versão instalada do plugin em sua máquina e qual é a mais recente. Mas, lembre-se, este é apenas o exemplo do Flash. É preciso verificar a atualização de todos os plugins presentes na lista visualizada no item anterior.

5. Use um navegador 64 bits

Programas 64 bits possuem maior proteção contra ataques. Em agosto de 2014, o Google anunciou que a versão 64 bits do Chrome saiu da fase beta e foi disponibilizado para todo o público. A migração para 64 bits permitiu ao Google implementar medidas de segurança contra vulnerabilidades relacionadas ao layout de memória do sistema.

Já a Mozilla ainda não lançou uma versão 64 bits estável do Firefox, mas já é possível realizar o download de uma versão para desenvolvedores. No início deste ano, a empresa anunciou o lançamento do Firefox Developer Edition 38, que inclui uma versão de 64 bits do navegador para Windows. Esta versão já estava disponível para as plataformas OS X e Linux. O que faz a versão de 64 bits mais poderosa do que a versão tradicional do navegador é a execução de aplicativos mais pesados, além de ser mais seguro e mais rápido.

Já o recém-lançado Microsoft Edge, navegador padrão do Windows 10, é considerado o navegador de 64 bits mais rápido já lançado no mercado – pelo menos quando se leva em conta o desempenho do JavaScript do novo browser.

Chrome 64-bit

6. Use um programa anti-exploit

Programas anti-exploit ajudam a aumentar a camada de proteção do seu navegador contra alguns dos tipos mais comuns de ataques. Ao invés de confiar apenas em sistemas de lista negra de comportamentos e softwares específicos, como no caso dos antivírus, esses programas evitam que certos tipos de comportamento fora do comum aconteçam. Basicamente, eles previnem de forma proativa que o exploit seja instalado antes que ele possa causar danos.

Duas grandes opções anti-exploit que podem trabalhar em conjunto com seu antivírus são o EMET (sigla em inglês para Kit de Ferramentas Avançado de Experiência de Redução), da Microsoft, e o Malwarebytes. Ambos são gratuitos e ajudam a proteger ainda mais o seu navegador. O Malwarebytes, por exemplo, oferece quatro camadas de proteção contra exploits (reforço da aplicação, proteção contra violações da segurança do sistema operacional, proteção de memory caller e proteção do comportamento dos aplicativos).

Malwarebytes

7. Tenha cuidado ao usar extensões no seu navegador

As extensões para navegadores são ferramentas incríveis e poderosas que ajudam a personalizar sua navegação. Ao mesmo tempo, elas são potencialmente perigosas. Extensões maliciosas podem inserir anúncios nas páginas da web que você acessa, capturar aquilo que você digita no teclado, rastrear seu histórico de navegação e fazer uma série de outras coisas desagradáveis.

O ideal é que você tente usar o menor número possível de extensões no seu browser. Além de aumentar as chances de evitar problemas, você também ajudará a melhorar o desempenho do seu navegador. Também é muito importante ficar atento a golpes de phishing e softwares maliciosos, pois muitos sites podem tentar induzi-lo a baixar diversas porcarias junto com o software que você realmente está procurando.

Fonte: HowtoGeek

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