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Tornado atinge divisa de SC com RS e pode acontecer novamente até sábado (18)

Por| Editado por Luciana Zaramela | 17 de Novembro de 2023 às 17h01

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Metsul Meteorologia
Metsul Meteorologia

Na madrugada da última quinta-feira (16), um tornado atingiu a região da fronteira entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, afetando principalmente zonas rurais entre os municípios de Seara e Itá, em SC. Como a região urbana dessas cidades não estavam no caminho, não houve danos estruturais, e a passagem do fenômeno foi verificada por análises dos efeitos do vento na vegetação e radares da Defesa Civil do estado, que observaram uma assinatura de vórtice de tornado.

No Rio Grande do Sul, uma pessoa morreu e 60 ficaram feridas. Em SC, a vegetação foi impactada nos locais por onde o funil do tornado passou, derrubando e retorcendo eucaliptos em propriedades em Itá, onde diversas árvores também foram arrancadas desde a raiz.

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Em Seara, mais ao norte do estado, o estrago foi semelhante, o que pode ser verificado facilmente com imagens aéreas. Entre os sinais de que foi um tornado, está o sentido divergente em que árvores caíram e um padrão rotacional, característico de ciclones, diferente de ventos fortes comuns.

O que causou o tornado no sul?

Segundo informações da MetSul Meteorologia, o tornado foi causado pelo que se chama de Complexo Convectivo de Mesoescala, ocorrendo entre a noite da última quarta-feira (15) e a madrugada da quinta-feira (16), na seção norte do RS e em SC, gerando tempestades severas e ventos.

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Na cidade gaúcha de Giruá, uma pessoa foi a óbito e quase 60 ficaram feridas. O fenômeno em si é um aglomerado circular grande e de duração longa de nuvens carregadas, que se desenvolve verticalmente e pode gerar ciclones de 10 a 20 km de altura. Geralmente identificado por imagens de satélite, esses eventos costumam causar chuvas de nível forte a intenso e tempestades.

Na região, também estava ocorrendo um fenômeno quase sempre presente nos tornados do sul — é a corrente de jato de baixos níveis. Ela é caracterizada por um corredor de ventos fortes a intensos, de 100 km/h ou mais, ficando de 1.000 a 1.500 m de altitude, aumentando a divergência dos ventos atmosféricos.

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Isso ajuda a criar o ambiente favorável para a rotação dos ventos e formação dos tornados. Um radar do oeste catarinense ajudou na identificação do vórtice de tornado, mostrando imagens que lembram um ganho e definem a presença de mesociclones.

Risco de tornado nos próximos dias

No sul do país, ainda há risco de tornados entre esta sexta-feira (17) e sábado (18), segundo alerta da MetSul em um boletim de advertência sobre tempo severo. A corrente de jato em baixos níveis segue na região e se junta a uma previsão de instabilidade climática, o que favorece a geração de tornados.

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Além dos ventos, há previsão de chuvas intensas e pancadas torrenciais, com risco de alagamentos, inundações e enxurradas, em especial nas regiões central e norte do Rio Grande do Sul.

Fonte: MetSul Meteorologia 1, 2