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Quanto dos oceanos já foi explorado?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 03 de Maio de 2023 às 07h00

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Raul_Mellado/envato
Raul_Mellado/envato

A oceanografia ainda é um campo relativamente jovem da ciência, tendo início no final do século XIX e se modernizando, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial. Por esse motivo, além dos altos custos envolvidos nas expedições oceanográficas, ainda conhecemos pouco do que habita os mares do planeta. Você sabe o quanto dos oceanos da Terra já foi explorado?

Estima-se que 80% do fundo do oceano ainda seja desconhecido. Porém, mesmo os 20% do que já foi explorado abrigam uma enorme quantidade de seres vivos, feições geológicas, recursos naturais e até vestígios das próprias viagens da humanidade através dos mares e oceanos.

Esta exploração reúne diversos campos da ciência e pode ser feita não somente em campo — debaixo d’água, de fato —, como também a partir de satélites, instrumentos que hoje fornecem informações valiosas sobre o que pode estar abaixo do nível do mar.

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Como é feita a exploração dos oceanos?

É possível relacionar a oceanografia a períodos milênios atrás, a partir do momento em que os primeiros humanos subiram em embarcações para explorar regiões litorâneas. Como ciência, porém, este campo aparece na década de 1870, quando o navio britânico HMS Challenger iniciou sua expedição de quatro anos com o objetivo de investigar diferentes características dos oceanos ao redor do mundo.

Entre 1872 e 1876, a tripulação a bordo do HMS Challenger identificou mais de 4.500 novas espécies marinhas, além de medir a profundidade e colher amostras do solo no fundo do oceano em centenas de localidades.

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Décadas mais tarde, após a Segunda Guerra Mundial, o advento dos sonares e o desenvolvimento dos submarinos revolucionou a oceanografia, permitindo novas descobertas. Hoje, veículos operados remotamente — e até completamente autônomos — conseguem mapear altas profundidades e coletar amostras de água, rochas e solo no fundo dos mares.

Como o oceano cobre 71% da superfície terrestre e chega a quase 11.000 metros em seu ponto mais profundo, explorá-lo detalhadamente exige muito investimento. Para conseguir informações mais gerais a respeito do relevo, hoje satélites equipados com radar também podem mapear o leito oceânico. O nível de detalhe fornecido por eles, porém, é menor do que um navio ou submarino podem oferecer.

O que há no fundo do mar?

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O fundo dos oceanos pode revelar detalhes das mais diversas épocas da história do planeta. Cientistas estudam fontes hidrotermais — locais onde o magma do manto terrestre esquenta a água a altas temperaturas — para descobrir pistas sobre o surgimento da vida na Terra, por exemplo. Fósseis de animais marinhos pré-históricos, como o megalodon, também residem nas profundezas.

A humanidade também pode encontrar vestígios de seu próprio passado no fundo do oceano. Civilizações antigas, como a grega, possuem cidades submersas, com ruínas que datam até 5.000 anos. É o caso de Pavlopetri, o sítio arqueológico submarino mais antigo de que se tem conhecimento.

Podemos também, é claro, estudar o momento atual do planeta. Como o oceano tem um papel importante na regulação do clima da Terra, estudos sobre ele têm revelado tendências em relação ao aquecimento global e as consequências das emissões humanas de gases de efeito estufa.

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Além disso, novas espécies marinhas e diferentes ecossistemas ainda são descobertos.

Animais que vivem no fundo do oceano

Quando se diz respeito às mais de 200.000 espécies animais que habitam os mares e oceanos, podemos agrupá-las de acordo com as zonas de profundidade em que elas estão presentes.

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Os ambientes marinhos estão divididos nas seguintes classificações em relação à profundidade:

  • Zona eufótica (até 200 metros): região que a luz solar é capaz de iluminar. Ela abriga pequenos peixes, o zooplâncton, tubarões, águas-vivas e tartarugas marinhas, por exemplo.
  • Zona disfótica (entre 200 e 1.000 metros): região com apenas 1% de penetração da luz solar. Não há mais fotossíntese acontecendo. Grandes peixes, como o atum e o peixe-espada, além de alguns tubarões, baleias, polvos e lulas habitam esta faixa.
  • Zona afótica (de 1.000 a 4.000 metros): com ausência total de luz solar, esta região abriga peixes bioluminescentes, certas espécies de baleias e invertebrados como moluscos e crustáceos.
  • Zona abissal (de 4.000 a 6.000 metros): a ausência de luz e a enorme pressão exercida pela água torna as condições de vida extremamente limitantes nesta zona. Certas espécies de águas-vivas e peixes, como o peixe tripé, estão aqui.
  • Zona hadal (de 6.000 a 11.000 metros): esta zona com as condições mais extremas do oceano é lar de seres como os peixes granadeiros, o peixe-pérola e certas espécies de enguias.