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O que é Wi-Fi 6?

Por| Editado por Léo Müller | 12 de Setembro de 2023 às 10h55

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Eric Mockaitis/Canaltech
Eric Mockaitis/Canaltech

O Wi-Fi 6 é a sexta geração de internet sem fio. Essa nomenclatura é utilizada para facilitar a compreensão do padrão IEEE 802.11ax. A tecnologia anunciada em 2019 visa proporcionar uma rede mais estável para a conexão de vários dispositivos.

Essa funcionalidade é vista de maneira mais prática por usuários que se aprofundam na implementação do IoT (Internet das Coisas). Isso porque o Wi-Fi 6 é o padrão ideal para quem deseja criar uma casa conectada, em que os aparelhos utilizam a rede sem fio para se sincronizar com uma plataforma específica.

A conexão é mais popular do que se imagina, já que é possível aproveitar essa tecnologia em conjunto com assistentes de voz, como o Google Assistente, a Alexa e a Siri. Esses sistemas permitem que os equipamentos compatíveis com eles estejam na mesma rede sem instabilidades.

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Outro diferencial do Wi-Fi 6 é a velocidade de internet, já que há maior estabilidade na conexão, e isso garante a melhoria no desempenho em diferentes pontos de acesso. Com isso, as interferências no sinal que impactam negativamente na internet serão evitadas.

Além disso, essa tecnologia influencia no funcionamento de dispositivos eletrônicos que possuem bateria. Afinal, esse padrão de rede sem fio mais estável reduz, de maneira inteligente, o consumo de bateria dos smartphones, por exemplo.

Isso porque o Wi-Fi 6 está equipado com um novo recurso chamado Target Wake Time (TWT), que maneja melhor o tempo que celulares, notebooks e outros dispositivos ficam efetivamente conectados à rede.

Quando está conectado aos dispositivos, a tecnologia é capaz de suspender ou ativar o recebimento de informações do Wi-Fi. Isso significa economia de bateria, pois o tempo de suspensão do transmissor pode ser maior que o tempo durante o qual ele fica ativado.

Wi-Fi 6: velocidade e maior tráfego

Anunciado em 2019 pela Wi-Fi Alliance, o Wi-Fi 6 apresenta uma melhora na conexão dos usuários com redes Wi-Fi. Entre as novidades apresentadas no padrão, está o aumento na velocidade e na capacidade de tráfego de dados.

O Wi-Fi 6 traz um avanço significativo na velocidade suportada, quando comparado com o Wi-Fi 5. O padrão é capaz de suportar velocidades de conexão de 9,6 Gb/s, enquanto o seu antecessor era capaz de chegar até 3,5 Gb/s.

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No entanto, esses limites são considerados teóricos, pois dificilmente algum dispositivo poderá atingir tais velocidades por conta de perdas naturalmente causadas por sinais wireless.

Em condições normais de utilização, o Wi-Fi 6 pode alcançar taxas de transmissão de mais de 1.200 Mb/s, enquanto o Wi-Fi 5 conseguia atingir pouco mais de 860 Mb/s.

Ainda assim, o limite total suportado pelo novo padrão supera em duas vezes a capacidade do anterior. E outro ponto positivo é que toda a velocidade pode ser dividida entre os dispositivos conectados à rede.

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Wi-Fi 6: mais dispositivos conectados

Como os valores máximos de acesso são difíceis de serem atingidos no cotidiano dos usuários, a principal vantangem do Wi-Fi 6 é garantir que muitos aparelhos estejam conectados à mesma rede com a menor interferência possível.

Também é importante ressaltar que as velocidades dos dispositivos podem não ter um aumento significativo em casos isolados. Isso acontece porque o padrão não foi desenvolvido para garantir a velocidade máxima para um dispositivo apenas, mas sim para dividir essa velocidade entre todos os aparelhos conectados na mesma rede.

Geralmente, quando há vários dispositivos conectados, sendo uma pessoa jogando online e outra tentando assistir à Netflix, existe baixa na velocidade e altos índices de instabilidade. Agora, o padrão é capaz de dividir melhor o mapeamento das necessidades em cada situação.

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Já experimentou usar uma rede Wi-Fi aberta em um estádio ou em alguma praça muito movimentada? Você com certeza encontrou muitas interferências e instabilidades tentando se conectar à rede sem fio. O Wi-Fi 6 pode garantir que estes problemas não aconteçam mais.

A tecnologia traz também uma melhoria no sistema MU-MIMO (Multi User - Multiple Input, Multiple Output), que já estava presente no Wi-Fi 5. Ela consiste em utilizar várias antenas para transmissão de dados e, quanto maior a quantidade, mais eficiente será a conexão múltipla.

O novo padrão tem suporte para até oito dispositivos diferentes que vão realizar múltiplas entradas e saídas de dados. Assim, uma parte das antenas pode ficar destinada a dispositivos específicos, evitando que haja interrupção na conexão.

No Wi-Fi 5, o ponto de acesso é capaz de se conectar com diversos equipamentos ao mesmo tempo, mas não pode enviar informações ao mesmo tempo. Com o Wi-Fi 6, e a versão aprimorada do MU-MIMO, os dispositivos poderão enviar informações simultâneas para aparelhos diferentes.

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Com o aumento de múltiplas conexões e a crescente utilização de equipamentos de Internet das Coisas (IoT) que usam pontos de acesso wireless, o Wi-Fi 6 pode atender a todo esse ecossistema, com uma alta velocidade distribuída entre eles.

Aparelhos com Wi-Fi 6 no Brasil

Para ter acesso à nova geração do Wi-Fi no Brasil, é necessário que você tenha não só dispositivos compatíveis com ela, mas um roteador capaz de transmitir o padrão de rede. Na parte de roteadores, as empresas D-Link, TP-Link e Huawei contam com linhas de hardwares capazes de transmitir sinais sem fio usando Wi-Fi 6 ou versões mais avançadas.

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Além disso, smartphones também possuem chipsets que já entregam compatibilidade com essa tecnologia de rede. Atualmente, é mais comum vermos versões superiores ao Wi-Fi 6 em modelos topo de linha, mas já é possível encontrarmos essa tecnologia no Samsung Galaxy A54, Poco X5 Pro, Redmi Note 12 Pro, entre muitos outros celulares intermediários.

Isso porque tanto a MediaTek quanto a Qualcomm e a Samsung vem trabalhando para modernizar a rede dos aparelhos mais populares. Dessa forma, o público pode usufruir de uma experiência de alta velocidade nos quesitos performance e conexão.

Wi-Fi 6 vale a pena?

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Considerando o seu tempo de lançamento, a tecnologia já está consolidada no mercado. Por isso, não é incomum encontrarmos modelos compatíveis e cada vez mais acessíveis para os consumidores.

No momento de ascensão dessa tecnologia, era comum encontrarmos roteadores por valores superiores aos R$ 1.000. Todavia, a chegada de novos padrões ajudou a permitir o acesso barateado aos equipamentos compatíveis.

Por isso, é comum existirem alternativas com Wi-Fi 6 com valores alternando entre R$ 400 e R$ 1.500, cuja variação depende das funcionalidades embarcadas.

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É importante ressaltar que o investimento faz sentido, já que essa tecnologia se tornou essencial para quem precisa de diversos pontos de acesso na rede. Consequentemente, os problemas de instabilidade e perda de sinal são menos comuns na rotina dos usuários.

Fonte: Wi-Fi Alliance e The Verge