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Alan Wake 2 | O que você precisa saber antes de jogar o game

Por| Editado por Jones Oliveira | 17 de Junho de 2023 às 18h30

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Divulgação/Remedy
Divulgação/Remedy

Em outubro, chega às lojas o tão aguardado Alan Wake 2, trazendo de volta (e com muita força) uma das franquias de terror mais renomadas e queridas dos últimos anos. Obra da Remedy, produtora de outros sucessos absolutos como Control e os clássicos Max Payne, o novo game recebe uma ajudinha da atual geração de consoles para se tornar muito mais bonito e, principalmente, assustador.

A jogabilidade inspirada em outros games recentes de terror, como o remake de Resident Evil 2, se une às características clássicas da marca. Aqui, o terror é literário e sai diretamente das páginas escritas por Alan Wake, enquanto o próprio escritor que dá título ao jogo também se vê preso ao pesadelo que ele ajudou a criar.

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Em meio a essa história de loucura, com fortes inspirações em Twin Peaks e elementos da obra de Stephen King, temos dois novos personagens e uma investigação de assassinato que nos leva de volta à cidade de Bright Falls, cenário do primeiro game. Para se livrar do horror, Wake precisa continuar escrevendo, mesmo que isso signifique colocar outras pessoas em risco — e não estamos falando apenas de ameaças físicas.

O que aconteceu no primeiro jogo?

Para entender melhor o ensejo de Alan Wake 2, é importante voltar ao primeiro jogo — ainda que o diretor criativo da Remedy, Sam Lake, já tenha dito que isso não é essencial, mas serve para maior compreensão da história e das dinâmicas de jogabilidade. No game lançado originalmente em 2010 e remasterizado em 2021, vemos um escritor em crise, passando por um bloqueio criativo de dois anos que o leva à cidade de Bright Falls, ao lado da esposa, Alice, e de seu agente, Barry Wheeler.

As férias, que também servem como refúgio para que ele finalize seu novo livro, se transformam em uma corrida desesperada quando sua esposa, Alice, é sequestrada por uma força misteriosa e sombria que a arrasta para o lago. Alan logo percebe que a ameaça, porém, se assemelha muito à de um sonho que ele vinha tendo antes de viajar, enquanto páginas do manuscrito de um livro ajudam a entender o que está acontecendo e o caminho a seguir, entregues por um homem em roupa de mergulho.

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O enredo acompanha as mecânicas de jogabilidade, com a luz, mais do que as armas, sendo a principal aliada de Alan. Sem enfraquecer os inimigos com lanternas, sinalizadores ou refletores, os oponentes sombrios são invulneráveis a disparos, enquanto uma força sobrenatural parece capaz de possuir não apenas pessoas, mas também objetos e até construções inteiras, que atacam o escritor com ferocidade crescente.

As mortes e a situação bizarra em Bright Falls atraem a atenção do agente Robert Nightingale, do FBI, que começa a perseguir Alan. Ainda em busca da esposa, ele agora tem mais uma ameaça da qual precisa fugir, enquanto descobre que a tal força sobrenatural, chamada de Dark Presence, está tentando sair das páginas do manuscrito para o mundo real.

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O lago de Bright Falls parece ser o centro dessa luta sobrenatural, enquanto o tal homem em roupa de mergulho é Thomas Zane, que tem uma história bizarramente parecida com a do próprio Alan. Ele é poeta e também teve a esposa sequestrada e levada para as águas, mas conseguiu resistir. Agora, a Dark Presence se tornou forte o bastante para tentar de novo, com o protagonista do game passando pela mesma provação.

Literalmente, aliás. Ao perceber o que está acontecendo, Alan finalmente finaliza seu livro, mas com um final sombrio: ele liberta Alice e prende a Dark Presence mais uma vez, mas permanece junto com ela nas sombras do Dark Place, em uma versão surreal de Bright Falls na qual os horrores de suas páginas se transformam em realidade.

DLCs e spin-off continuaram a história

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O primeiro Alan Wake teve dois conteúdos adicionais, que expandiram os eventos após o fim do game principal. Em The Signal, vemos o escritor lutando para entender sua nova realidade no Dark Place, enquanto segue sendo atacado por hordas de oponentes. Enquanto isso, tem um contato com uma versão enlouquecida de si mesmo, em um conceito que seria adotado como elemento central da franquia daqui em diante.

Já no segundo DLC, The Writer, Alan entende o que precisa fazer e decide levar o confronto diretamente à sua versão maléfica, como forma de tentar escapar do Dark Place. Entre alucinações com a esposa e mais hordas de inimigos, incluindo antigos amigos, o escritor acaba chegando ao seu gêmeo mal e se torna um com ele novamente. Para fugir e, principalmente, não enlouquecer, ele começa a escrever uma nova história, em um final aberto que não revela se ele conseguiu ou não fugir.

O sucesso levou ainda ao lançamento de um segundo game. Alan Wake’s American Nightmare, de 2012, tem forte inspiração no seriado Além da Imaginação e se desenvolve como um episódio, no qual o escritor, mais uma vez, está em confronto direto com sua versão má. Ele é chamado de “campeão da luz”, enquanto o vilão, aparecendo em live action por diversas vezes, foi criado por uma força sinistra.

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A trama serve como sequência ao game original, com Alan tendo conseguido fugir do Dark Place. Ele retorna após dois anos desaparecido em uma trama que envolve manipulação de realidades e deja vus, lançando dúvidas sobre se o que está se desenvolvendo é efetivamente real e não um sonho de Barry ou a imaginação do próprio escritor tomando forma, a partir de sua reclusão.

Quanto tempo se passou entre o primeiro e o segundo Alan Wake?

Alan Wake 2 dispensa o spin-off para se focar em uma história que segue o final do primeiro game. O escritor está há nada menos do que 13 anos perdido no Dark Place — o mesmo tempo passado entre o lançamento original e esta sequência —, ainda lutando para manter a sanidade.

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O local sinistro se transformou em uma reprodução de Nova York, onde Alan morava, e é nesse cenário que o controlaremos mais uma vez. O tempo também permitiu que a Remedy focasse no horror sobrenatural em Alan Wake 2, misturando um aspecto investigativo com “palácios mentais” onde o personagem pode analisar pistas, verificar informações e encontrar o caminho a seguir.

No “mundo real”, a ação também se desenvolve pelo olhar da agente do FBI Saga Anderson, que é enviada a Bright Falls ao lado de seu parceiro Alex Casey (interpretado pelo próprio Lake) para investigar uma série de assassinatos bizarros. Eles, aliás, parecem ligados ao próprio Alan, que, ainda desaparecido, também é considerado suspeito.

As novidades de Alan Wake 2

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A principal adição do novo game da Remedy é a troca rápida entre os protagonistas. Ao melhor estilo Grand Theft Auto V, o jogador poderá alternar em tempo real entre personagens e realidades, escolhendo qual história deseja avançar. Dá para jogar uma de cada vez ou ir trocando à medida que os eventos vão se desenrolando.

Outra adição já citada aqui é o “palácio mental”, onde tanto Alan quanto Saga podem analisar elementos narrativos e ligar pistas entre si, auxiliando no entendimento da história. Esse aspecto de Alan Wake 2 também se relaciona ao horror psicológico que a Remedy deseja dar ao game, citado por Lake como uma verdadeira experiência de terror, ao contrário do primeiro, que era mais focado na ação.

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Os combates permanecem, mas, como as primeiras imagens de gameplay demonstraram, são mais pesados e com inimigos mais fortes, que parecem atacar em menor número. Ainda que essa possa não ser a tônica do game como um todo, a ideia da produtora parece estar mais em aterrorizar os jogadores do que fazer com que eles troquem tiros, enquanto zonas seguras também são deixadas de lado em prol de um constante sentimento de ameaça.

O ângulo de câmera também mudou, para se aproximar das costas dos personagens, enquanto Alan Wake 2 também promete usar o poderio gráfico da nova geração para assustar os jogadores ainda mais. As cenas em live action, com atores de verdade, também retornam, assim como uma aparente versão enlouquecida do escritor, já vista nos trailers.

Como Alan Wake se conecta ao mundo de Control?

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Uma curiosidade interessante sobre os games da Remedy é que todos eles, desde a aventura noir de Max Payne, de 2001, até Alan Wake 2, parecem se passar em um mesmo universo, ainda que suas histórias não sejam necessariamente conectadas. Referências e easter eggs, porém, estão por todos os lados, aguçando ainda mais os instintos de detetive dos jogadores.

Control, de 2019, tem como cenário o chamado Bureau Federal de Controle (FBC, na sigla em inglês), uma agência do governo que investiga casos paranormais. É claro que, como tal, os eventos de Bright Falls caem diretamente nesta jurisdição, com o desaparecimento de Alan e os mistérios de Zane estando entre os casos analisados pelos agentes da organização.

Em um DLC chamado AWE, lançado em 2020, os dois universos se uniram de maneira ainda mais forte. Jesse, a protagonista, investiga uma aparição de Alan e se embrenha nos mistérios do lago de Bright Falls, descobrindo que pesquisadores da FBC também foram corrompidos pelo poder dele, enquanto a Dark Presence atacava mais uma vez realiza um ataque na tentativa de chegar à realidade.

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O novo game, entretanto, parece levar essas ligações a novos ares, com direito a personagens que já apareceram antes, não em Control, mas em Quantum Break. Em um easter egg do título de 2016, lançado exclusivamente para Xbox e PC, vemos Anderson e Casey sendo enviados a Bright Falls para investigar a morte do agente Nightingale durante os eventos do primeiro Alan Wake.

O primeiro nome da agente do FBI não é mencionado, enquanto seu parceiro é interpretado pelo diretor criativo da Remedy, que também está em Alan Wake 2. A aparência da protagonista, também, é bem diferente, mas as similaridades entre as duas histórias são grandes o suficiente para que os fãs acreditem, desde já, que Quantum Break nos antecipou, há anos, a tão aguardada continuação, com direito a um possível grande spoiler que não vamos mencionar aqui.

Afinal de contas, falta pouco para a chegada do game. Alan Wake 2 tem lançamento marcado para o dia 17 de outubro no PC, Xbox Series X e Series S e PlayStation 5. O jogo será lançado apenas em formato digital, sem previsão de versão em disco.