Sonda da NASA fotografa o rover Perseverance a 300 km da superfície de Marte

Sonda da NASA fotografa o rover Perseverance a 300 km da superfície de Marte

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 01 de Outubro de 2021 às 10h54
NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Enquanto algumas sondas orbitam Marte, os rovers desempenham seu trabalho investigativo na superfície do planeta, em busca de entender o passado marciano. Em nova foto da sonda orbital Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, o rover Perseverance, localizado na cratera Jezero, aparece como um pequeno ponto metálico em contraste com a paisagem de cor enferrujada do Planeta Vermelho.

Desde que chegou à órbita de Marte em 2006, a MRO investiga a geologia e o clima do planeta com o objetivo de encontrar alguma peça deste quebra-cabeça que remonta parte da história geológica do planeta — e, a cerca de 300 km acima da superfície marciana, o orbitador registrou o Perseverance, localizado ao sul da região Séitah, da cratera Jezero.

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

Além do Perseverance, o rover Curiosity, que chegou ao planeta em 2012, busca entender a história climática e geológica enquanto explora a cratera Gale. Assim, ele busca avaliar se realmente Marte, alguma vez em seu passado, teve as condições necessárias para a presença da vida, ou se jamais foi hospitaleiro. Já a sonda InSight monitora a atividade sísmica do Planeta Vermelho para mapear seu interior.

Enquanto o MRO analisa toda a superfície do planeta lá do alto, o Perseverance se concentra, principalmente, na busca de sinais de vida antiga na superfície, como pequenos fósseis de microorganismos que possam ter vivido na cratera Jezero quando ela ainda era um grande lago. A região na qual o rover se encontra é formada por uma série de cristas cobertos por dunas e vários fragmentos de rocha.

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

No início de setembro, o Perseverance coletou sua primeira amostra de rocha, a qual será separada e enviada para a Terra por meio de uma missão futura. A região da qual foi coletada é geologicamente nova, mas os cientistas acreditam que o sul de Séitah seja bem mais antigo — então será interessante entender essa diferença. O rover também conta seu “colega” de missão, o helicóptero Ingenuity, que, em agosto, operou como os olhos aéreos do laboratório móvel para avaliar possíveis perigos em seu caminho.

Todos os dados coletados por cada um desses equipamentos são fundamentais para remontar o passado marciano e, assim, responder à muitas questões, sobre como o planeta perdeu sua água e se ele já abrigou vida microbiana. No entanto, esse time científico se encontra em descanso, pois Marte está em oposição à Terra; ou seja, o Sol se encontra entre os dois, o que compromete parte da comunicação. Em meados de outubro, a transmissão de dados se normaliza.

Fonte: ScienceAlert

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