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O céu não é o limite! | Som de estrela, sinais alienígenas, cometa verde e mais

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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SYSTEM Sounds/ADDICTIVE_STOCK/Andrew McCarthy
SYSTEM Sounds/ADDICTIVE_STOCK/Andrew McCarthy

Chegamos a mais um fim de semana e, como de costume, o Canaltech traz um compilado das notícias mais quentes sobre o espaço sideral. Entre elas, sinais de rádio muito suspeitos foram encontrados na busca por vida inteligente fora da Terra. Será que finalmente descobriremos se estamos acompanhados no universo?

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Além disso, você ouvirá o som de uma das estrelas mais incríveis do universo e saberá como foi a observação do cometa C/2022 E3 ZTF promovida pela USP.

O som da estrela RS Puppis

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O projeto SYSTEM Sounds, especializado em produzir sofinicações de objetos do unvierso, divulgou o som da estrela RS Puppis, uma das mais incríveis da Via Láctea. A sonificação consiste em usar os dados dos corpos espaciais coletados por telescópios e associar cada trecho a um som específico. O resultado é uma verdadeira sinfonia cósmica.

No caso da "música" de RS Puppis, localizada a cerca de 6.500 anos-luz de nós, os dados são capturados pelo telescópio Hubble. Ela é uma estrela que aumenta e diminui seu brilho ao longo de ciclos de seis semanas. As conversões dos dados em sons ajudam os cientistas a identificar detalhes a mais, além de serem importantes para a acessibilidade de deficientes visuais.

Os 8 sinais suspeitos na busca por aliens

A equipe do projeto Breakthrough Listen usou uma inteligência artificial para "peneirar" milhares de dados em sinais de rádio coletados pelo Green Bank Telescope (GBT). O objetivo era encontrar ondas que pudessem ter sido produzidas artificialmente por tecnologias, separando-as daquelas emitidas naturalmente por estrelas, galáxias e outros objetos cósmicos.

No fim da pesquisa, a equipe obteve oito sinais completamente estranhos, que não estavam lá quando comparado com dados da mesma região em outras campanhas de observação, realizadas em datas diferentes. Os pesquisadores querem refinar a IA e ensiná-la a procurar por outros possíveis tipos de tecnoassinaturas.

A observação do "cometa verde" na USP

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Na sexta-feira (10), o Parque de Ciência e Tecnologia (CienTec) da Universidade de São Paulo (USP) realizou uma observação do cometa C/2022 E3 ZTF, também conhecido como "cometa verde".

Os visitantes puderam testemunhar a passagem do cometa bem pertinho de Marte, além de uma conjunção entre a Lua, Júpiter e Vênus.

O exoplaneta encontrado orbitando duas estrelas

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Os astrônomos já conheciam o exoplaneta TOI-1338 b, um mundo com 33 massas terrestres na órbida da estrela binária TOI-1338, mas agora encontraram outro: um gigante gasoso com mais de 60 massas terrestres e período orbital de 215 dias.

Batizado como TOI-1338/BEBOP-1c, o planeta orbita a dupla de estrelas localizadas a cerca de 1.300 anos-luz de nós na constelação Pictoris, o Pintor.

A mudança do local de pouso de missão à Lua

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A missão da Astrobotic à Lua mudou de local de pouso: agora, o módulo Peregrine será enviado Domos de Gruithuisen. A alteração se deu graças ao sucesso da missão Artemis I, da NASA, que deu aos pesquisadores confiança o suficiente para encarar o desafio de pousar em uma região tão difícil.

Uma das tarefas do Peregrine será levar cargas úteis à superfície lunar, além de estudar os mistérios de Domos de Gruithuisen, onde há um antigo fluxo de lava solidificado. Anteriormente, o local de pouso foi definido para Lacus Mortis.

O lixo espacial gerado por satélite russo destruído

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Um satélite da Rússia se desintegrou na órbita da Terra e deixou mais de 85 pedaços de lixo espacial. Ele foi destruído no dia 3 de janeiro e a nuvem de detritos agora orbita o planeta a 1.169 km de altitude. Ainda não há informações sobre a causa da destruição do satélite, que já havia encerrado suas operações.

Na época de seu lançamento, houve especulações de que talvez se tratasse de teste de tecnologias para perseguição e até ataques a outros satélites. A agência espacial russa Roscosmos, no entanto, explicou que ele foi usado para fins pacíficos e pesquisas.

A tentativa de detectar ondas gravitacionais nunca vistas antes

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Ondas gravitacionais de colisões envolvendo estrelas de nêutrons e buracos negros já foram encontradas pelos detectores, mas aquelas geradas por eventos menores ainda não foram observadas. Essas ondas mais sutis e difíceis de detectar possuem uma frequência inferior às demais.

Uma equipe procurou por tais ondas que, segundo a teoria, podem ser emitidas por uma estrela de nêutrons "roubando" matéria de sua companheira. Infelizmente, eles não conseguiram detectar essas ondas gravitacionais, mas puderam usar o estudo para refinar as propriedades daquilo que estão buscando. A próxima campanha de observação será em maio.

As 12 novas luas de Júpiter

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Uma equipe de astrônomos descobriu 12 novas luas ao redor de Júpiter, que agora se juntam à coleção de 80 detectadas até então. Os novos corpos foram observados entre 2021 e 2022 até que fosse comprovado que, de fato, se tratam de luas ainda não descobertas.

Com cálculos, os cientistas determinaram as órbitas dos objetos: eles levam mais de 340 dias terrestres para orbitar o gigante gasoso. Além disso, são todos pequenos e nove deles têm órbitas retrógradas (giram em direção oposta à da rotação de Júpiter).

O meteorito raro encontrado pelo Curiosity em Marte

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O rover Curiosity encontrou um meteorito de ferro com cerca de 30 centímetros, formado principalmente por níquel e ferro. Essa composição é encontrada no tipo mais raro de rocha espacial: apenas 6% dos já observadas se enquadram nessa categoria.

Objetos raros como este, em sua maioria, vem de planetesimais, ou seja, corpos que poderiam ter evoluído para planetas, mas não o fizeram.