Essas missões deixarão a NASA bem ocupada nos próximos 10 anos

Por Patrícia Gnipper | 21 de Agosto de 2019 às 22h10
Tudo sobre

NASA

Saiba tudo sobre NASA

Ver mais

Entre algumas missões que já estão em andamento e outras que ainda serão lançadas, a agência espacial dos Estados Unidos ficará bastante ocupada nos próximos dez anos. Para além do programa Artemis, que levará astronautas à Lua novamente em 2024 e marcará o início da construção da estação lunar Gateway, para permitir a presença constante de pessoas na órbita da Lua, a NASA tem vários outros planos ambiciosos para explorar o espaço que nos cerca.

Abaixo, você confere algumas das missões das quais ainda falaremos muito nos próximos anos, e que levarão a humanidade a um outro patamar na exploração espacial:

Parker Solar Probe, no Sol

A sonda solar Parker foi enviada rumo ao Sol em agosto de 2018, e chegou a seu destino em novembro do mesmo ano. Esta nave está viajando mais próximo do nosso astro do que qualquer outra sonda já lançada anteriormente, e também bate recordes de velocidade. Seu objetivo principal é investigar as forças por trás dos ventos solares, além de estudar a coroa solar, região externa da estrela cujas temperaturas superam (e muito!) as da superfície.

New Horizons, para além de Plutão

Depois de estudar Plutão e suas luas de pertinho em 2015, a sonda New Horizons não foi desligada, e continuou sua jornada pelo Cinturão de Kuiper. No início de janeiro deste ano, ela sobrevoou o objeto 2014 MU69, também conhecido como Ultima Thule, e com isso alcançou o objeto mais distante da Terra que já visitamos na história.

Desde então, a missão segue enviando dados e fazendo descobertas sobre o curioso objeto, cujo formato pode ser descrito como um boneco de neve achatado. Dados continuarão chegando até o final de 2020, e é possível que a NASA estenda a missão New Horizons para que ela explore algum outro objeto de interesse na região antes que seu combustível se esgote.

InSight, estudando o interior de Marte

Lançada em maio de 2018 e chegando ao Planeta Vermelho em novembro, a InSight tem como principal objetivo "ouvir" os marsquakes, abalos equivalentes aos terremotos de nosso planeta. Desde que chegou lá, a sonda já detectou alguns abalos, que já estão fornecendo dados para que a ciência entenda melhor a estrutura interna de Marte.

Mars 2020, novo rover em Marte

Agora falando de missões que ainda não foram lançadas, temos no planejamento a Mars 2020 para ser lançada no ano que vem, chegando lá em 2021. Ela levará a Marte um novo rover, que no momento está em construção, e ele ajudará na busca por bioassinaturas no Planeta Vermelho, à procura de sinais de que, um dia, a vida pode ter existido por lá. Ainda, o rover coletará amostras do solo marciano, que posteriormente serão trazidas à Terra para estudos ainda mais aprofundados.

E tudo isso pavimenta o caminho para a chegada dos primeiros astronautas a Marte, o que pode acontecer só na década de 2030, mas os planos já vêm sendo traçados desde já. A ideia, inclusive, é construir uma base colonizadora no Planeta Vermelho, o que depende diretamente do sucesso da permanência humana no ambiente lunar, pois a Lua será usada como pit stop nestas jornadas do futuro.

Missão Lucy, estudando asteroides ao redor de Júpiter

Pensando em um lançamento para outubro de 2021, a missão Lucy será destinada a investigar o passado do Sistema Solar ao estudar os asteroides que ficam ao redor de Júpiter. O que sabemos sobre esses objetos que acompanham o gigante gasoso em sua órbita ao redor do Sol é que eles são tão antigos quanto o próprio Sistema Solar, e servem como um registro fossilizado da formação do nosso quintal espacial.

Europa Clipper, estudando a lua de Júpiter

Talvez em 2023 a NASA lance a Europa Clipper rumo à lua Europa, de Júpiter, onde evidências incontestáveis indicam que existe ali um oceano líquido subterrâneo, abaixo de sua crosta congelada. Ainda, é possível que neste oceano exista algum tipo de vida, ainda que microbiana, e é justamente isso o que a agência espacial pretende investigar de pertinho.

Dragonfly, estudando Titã, lua de Saturno

Outra missão destinada a estudar um satélite natural de pertinho será a Dragonfly, com lançamento previsto para o ano de 2026, rumo à Titã, lua de Saturno onde há gelo, piscinas de metano líquido e uma atmosfera espessa de nitrogênio. A lua em questão se assemelha um pouco à Terra primitiva, uma vez que possui materiais orgânicos ricos em carbono, como metano e etano. E tudo isso faz de Titã um bom candidato à vida alienígena.

Psyche, estudando o "planeta morto" homônimo

A missão Psyche será lançada provavelmente em 2022 rumo ao "planeta morto" de mesmo nome, que é um núcleo metálico "pelado" em meio ao espaço. Psyche é composto por ferro e níquel, o que é semelhante ao núcleo da Terra, então os cientistas entendem que o objeto pode ser o que sobrou de um planeta primitivo possivelmente dizimado por colisões violentas há bilhões de anos — e é isso o que a missão pretende descobrir.

Essas são apenas algumas das muitas missões espaciais, além de projetos diversos, incluindo novos telescópios espaciais como o James Webb e o WFIRST, que manterão a NASA bastante ocupada na próxima década — e, consequentemente, nós também, já que acompanhamos de pertinho os avanços da exploração espacial aqui no Canaltech!

*Com informações de Business Insider

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.