Os 13 melhores episódios de Love, Death & Robots

Os 13 melhores episódios de Love, Death & Robots

Por Guilherme Sommadossi | Editado por Jones Oliveira | 27 de Maio de 2022 às 13h45
Netflix

Histórias de ficção científica, terror, amor e muitas cenas recomendadas para maiores de 18 são o principal foco de Love, Death & Robots; como o título já sugere. A série antológica, modelo em que os episódios ou temporadas contam com histórias únicas, foi criada por Tim Miller (Deadpool) e lançada na Netflix em março de 2019.

A primeira temporada trouxe 18 episódios, cada um com histórias únicas e em formatos diferentes de animação, e cativou diversos fãs amantes dos gêneros. Com isso, o serviço de streaming apostou em mais duas temporadas, mas com menos episódios, a mais recente estreando em 2022.

Para os que nunca assistiram e para quem já viu, mas ainda não sabe seus favoritos, o Canaltech elaborou uma lista com os 13 melhores episódios já lançados de Love, Death & Robots. Confira quais são:

13. Atendimento Automático ao Cliente

O episódio conta com 12 minutos de duração (Imagem: Divulgação/Netflix)

A história que abre a segunda temporada mostra um futuro totalmente automatizado, com robôs que passeiam com os cachorros até os que jogam tênis pelos humanos, como se fosse um dispositivo de realidade virtual.

Em episódio digno de “isso é tão Black Mirror”, a trama mostra a revolta de um aspirador de pó robô contra sua dona socialite e seu cachorro de madame. Enquanto a máquina quer eliminá-las, a protagonista tenta falar com o atendimento do produto, que se mostra extremamente inútil.

Em uma crítica direta à evolução da automação, em que os humanos não têm mais controle sobre nada, há diversas piadas relacionadas a isso. O episódio é baseado em um conto de John Sclazi e foi animada pelo Atoll Studio.

12. Os Três Robôs

Para alguns usuários, o episódio de 12 minutos é apresentado como o primeiro da série (Imagem: Divulgação/Netflix)

Um dos grandes sucessos da primeira temporada de Love, Death & Robots mostra, como o próprio nome já sugere, três máquinas turistando por uma cidade pós-apocalíptica. Na trama, os humanos não existem mais, mas não há relatos do que aconteceu.

Com personalidades diferentes e muito evoluídos tecnologicamente, cada um possui uma função: um é uma babá eletrônica, o outro um videogame e o outro um robô faz-tudo. Com essa combinação não usual, há diversos momentos engraçados e de deboche à raça humana.

No final, eles descobrem o que causou a extinção dos humanos, de uma forma nunca explorada nas telonas. A animação ultrarrealista foi feita pela Blow Studio e também baseada em um conto de John Sclazi

11. A Testemunha

Nos 12 minutos de duração, recomendamos que você assista sozinho, pois há diversos momentos de nudez que podem te constranger (Imagem: Divulgação/Netflix)

Diferente do filme de 1985, a história da primeira temporada traz uma dançarina que presencia um homicídio em um prédio em frente ao seu. A jovem se maquia no espelho e ouve barulhos de tiro. Ao olhar pela janela, ela vê o assassino. Aí começa uma perseguição frenética.

Com uma arte bem colorida e repleta de glitches (termo usado para indicar falha em um sistema), toda a sensação de ansiedade e medo proporcionada pela fuga é absorvida pelo espectador. Do próprio apartamento até a boate, o ritmo frenético do episódio é um prato cheio de adrenalina.

O final é esperado, mas ainda assim é muito coeso com tudo que foi apresentado em seus 10 minutos de duração. A história foi uma criação original de Alberto Mielgo para a série e animação foi feita pela Pinkman.TV, que juntos já fizeram um show do Gorillaz na MTV.

10. Metamorfos

Chega a ser irônico eles usarem um colete, sendo que se regeneram dos ferimentos (Imagem: Divulgação/Netflix)

E se lobisomens se juntassem às forças armadas dos Estado Unidos? Esse é o objetivo desse episódio da primeira temporada. Os “soldados caninos” conseguem enxergar e farejar os inimigos de longe, além de se curarem dos ferimentos de combate, tal qual o Wolverine.

No entanto, alguns humanos são contra a entrada das criaturas no exército e as tratam mal, algo que é rapidamente suprimido pela vantagem biológica dos lobisomens. Após um ataque cruel de um inimigo desconhecido, as coisas mudam na relação entre as duas espécies.

Mesmo com a clássica história de soldados estadunidenses no Afeganistão, a narrativa tem uma boa conclusão. Ela é baseada no conto de Marko Kloos e conta com uma animação muito realista do Blur Studio.

9. Pela Casa

Nem sempre a pior coisa do Natal é a uva-passa (Imagem: Divulgação/Netflix)

O encontro entre o fofo e o bizarro é uma ótima definição para este episódio da segunda temporada. Em uma noite de Natal, dois irmãos esperam ansiosamente pelo Papai Noel. Quando eles descem para ver o bom velhinho, descobrem que talvez não seja uma noite feliz.

Com uma bela animação em poucos quadros por segundo, que remete aos clássicos stop-motion, com os personagens parecendo e se movimentando como verdeiros bonecos, é como se fosse um spin-off de O Estranho Mundo de Jack. O episódio também é o mais curto das duas temporadas.

A história é baseada no conto de Joachim Heijndermans e animada pelo Blink Industries, responsável por alguns episódios de O Incrível Mundo de Gumball.

8. Noite de Pescaria

Camarão que dorme, a onda leva (Imagem: Divulgação/Netflix)

Com um visual muito parecido com os jogos da Telltale Games, o episódio é uma pintura viva. Após o carro de dois vendedores parar no meio do deserto, eles presenciam um fenômeno.

No local, havia um oceano que secou, mas os espíritos multicoloridos das criaturas marinhas completam o céu, enquanto as vegetações aquáticas forram o chão. Os “visitantes” conseguem até interagir entre si, como se tudo aquilo formasse um ecossistema de verdade.

Joe Lansdale é o autor que inspirou essa história da primeira temporada, que foi animada pelo Platige Image Studio, responsável por trailers cinemáticos dos jogos recentes Outriders, Call of Duty: Black Ops Cold War, Warzone, Total War: Warhammer III e The Medium.

7. Boa Caçada

Mitologias, amor e robôs pautam o episódio de 17 minutos (Imagem: Divulgação/Netflix)

A bela animação 2D da primeira temporada traz uma história steampunk ambientada na China durante a colonização inglesa (1842-1997). A trama traz a relação de Lian e metamorfa Yan, que se transforma em um animal parecido uma raposa. O pai caçador do garoto foi responsável pela morte da mãe de Lian. Após os acontecimentos, eles cresceram juntos, sempre se ajudando.

Quando crescem e com o avanço da Revolução Industrial, Lian parte para a cidade para conseguir emprego e atuar como mecânico, enquanto a Yan começa a ter dificuldades em suas caças. Tempos depois, os dois se encontram em Hong Kong, mas em situações adversas. Cabe ao construtor, que se especializou na fabricação de biocomponentes, ajudar a velha amiga.

A história é baseada no conto de Ken Liu e é animada pelo estúdio Red Dog Culture House

6. Para Além da Fenda de Áquila

O episódio de 17 minutos é o clássico "nem tudo é o que parece ser" (Imagem: Divulgação/Netflix)

Se o GPS do carro tiver um erro simples, você pode parar em ruas completamente diferentes do planejado. Agora imagine isso em escala espacial. Neste episódio da primeira temporada, Thom e sua tripulação vão para anos-luz da Terra após um erro de rota.

Chegando ao local, o capitão é recebido por um antigo amor mal-resolvido e engata em um romance. Tudo vai bem até que Thom percebe que algo de errado está acontecendo ali. Quanto mais se aproxima da verdade, mais distante ele fica de casa.

A animação ultrarrealista da Unit Image - criadora de trailers de Far Cry 6, Legends of Runeterra e God of War - é inspirada no livro homônimo de Alastair Reynolds. O autor também é responsável por Zima Blue, outro amado episódio da série.

5. Esquadrão de Extermínio

O episódio de 18 minutos contrasta muito bem a diferença de quem vive para sempre e quem não (Imagem: Divulgação/Netflix)

Um dos grandes nomes da segunda temporada traz uma história semelhante à de Blade Runner, de 1982: um policial caça crianças e “procriadores” ao invés de replicantes. Para evitar o crescimento populacional, os humanos recebem vida eterna, mas a condição para isso é não ter filhos.

Atormentado após concluir mais um caso, Briggs começa a refletir se essa forma de viver é a correta. Após falar com sua namorada, que adora viver eternamente, e conversar com uma procriadora, o agente muda a forma como vê as coisas.

A história é inspirada na trama de Paolo Bacigalupi e tem uma animação bem realista pela Blur Studio, responsável por outros episódios.

4. Vantagem de Sonnie

O submundo da batalha das feras tem suas próprias regras (Imagem: Divulgação/Netflix)

Um ringue, dois monstros controlados por humanos. A peça central do episódio da primeira temporada é a que oferece cenas violentas e sanguinárias de ação, mas está longe do peso emocional da trama principal.

Depois de ter seu corpo mutilado por uma gangue, Sonnie busca vingança nos ringues. Junto de sua criatura, ela nunca perdeu uma disputa. Quando um dos controladores das batalhas tenta comprar sua derrota, a protagonista mostra porque é uma grande vencedora.

O capítulo é dos que mais mostra a essência da série. Na época do lançamento, quando os episódios eram apresentados de forma específica para cada assinante, ele figurava a primeira posição, o que era uma ótima forma de entender o tom do que viria a seguir

Também animado pela Blur Studio, a trama da guerreira é baseada em uma história de Peter F. Hamilton.

3. Enxame

O curta mostra que os humanos estão sempre tentando explorar outras criaturas vivas (Imagem: Divulgação/Netflix)

Enxame, episódio dirigido por Tim Miller que conta uma história que se passa no espaço, não só encanta pelo visual, como choca por mostrar que a humanidade está longe de ser exploradora.

No curta, cientistas acreditam que insetoides espaciais não sofrem, não têm vida nem sentimentos e por isso decidem torná-los escravos. Porém, o tiro sai pela culatra e essas criatuas os dominam de forma aterrorizante.

O único problema do episódio é ele acabar de forma abrupta, mas há grandes chances que, de alguma forma, a história continue na temporada 4.

2. Ratos de Mason

No episódio, humanos e ratos se revoltam contra as máquinas (Imagem: Divulgação/Netflix)

Em Ratos de Mason, um fazendeiro cansado de sofrer por uma praga de ratos decide recorrer à tecnologia para acabar com eles. No entanto, os animais se mostram muito mais fortes e inteligentes que o normal, fazendo com que a exterminação seja mais difícil e sangrenta do que se imaginava.

É quando uma reviravolta acontece, com o fazendeiro demonstrando sentimento pelo extermínio macabro sofrido pelos ratos, deixando uma pilha de corpos decepados pelo local. Então, ele decide se unir com os animais para combater as máquinas.

O episódio é roteirizado por Joe Abercrombie e dirigido por Carlos Stevens, baseado em uma história do autor Neal Acher.

1. Jibaro

O episódio encanta com seus efeitos visuais (Imagem: Divulgação/Netflix)

Jibaro é o episódio que mais impressiona em toda a série pela qualidade visual ultrarrealista e com cores metálicas extremamente vívidas. O curta conta a história de uma sereia mitológica que usa táticas para atrair os homens para matá-los. Porém, um homem que não escuta não consegue ser caçado por ela, deixando-a intrigada.

Ainda na missão de chamar a atenção do homem para a matança, o episódio abusa das danças, efeitos visuais e sonoros, e um pouco de terror, para ser um dos mais hipnotizantes de Love, Death & Robots até então.

A direção do curta ficou nas mãos do premiado diretor Alberto Mielgo, que também dirigiu o episódio A Testemunha, da primeira temporada.

Love, Death & Robots está disponível no catálogo da Netflix.

*Em colaboração com Natalie Rosa.

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