E3 2019 | Bethesda faz conferência com novas IPs, expansões e confirmações

Por Felipe Ribeiro | 10 de Junho de 2019 às 01h36
Captura de Tela/ Sérgio Oliveira

Com uma apresentação de pouco menos de uma hora e meia, a Bethesda decidiu apostar em suas maiores franquias para entreter os fãs presentes em sua conferência pré-E3 2019 na noite deste domingo (9). Dedicando boa parte do tempo a Fallout 76, The Elder Scrolls, Wolfenstein e Doom, a sensação que ficou ao final do show foi que poderia ter sido melhor.

Mas, não foi de todo ruim. Tivemos gameplays interessantes, principalmente de Doom Eternal, que ganhou um inédito modo multiplayer, e também o anúncio de algumas novas IPs, como Ghostwire Tokyo, da lenda Shinji Mikami (Resident Evil), e Deathloop, da Arkane Studios (Dishonored).

Veja abaixo um resumo de tudo o que aconteceu na conferência da Bethesda.

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Um agradecimento à comunidade

A conferência começou com um vídeo institucional bem interessante por parte da Bethesda. Chamado de "Gamers are Real", a empresa parece ter escolhido esse formato para pedir desculpas aos fãs por conta do desempenho vergonhoso — para dizer o mínimo — de Fallout 76. Ao mesmo tempo, aproveitou a ocasião para mostrar um pouco de suas entranhas e abordar como os games fazem parte da vida de seus funcionários, traçando paralelos com as profissões que eles, eventualmente, possam vir a ter fora da publisher.

Durante toda a conferência, aliás, a empresa fez questão de trazer exemplos de como os games são um importante aliado de pessoas com problemas emocionais.

Sim, teve Fallout 76

A expectativa de todos era que a Bethesda fosse realizar um baita pedido de desculpas em seu palco por conta do desastre que foi Fallout 76. E ele veio em forma de adições ao game, sendo um DLC e um novo modo de jogo.

A primeira adição é um DLC chamado Wastelanders, que marca o retorno de personagens com os quais o jogador poderá interagir por meio de diálogos, narrativas interligadas, no intuito de executar missões que ajudarão a ele e aos NPCs a sobreviverem no mundo pós-apocalíptico do jogo.

Imagem: Captura de Tela/Sergio Oliveira

Nuclear Winter é a estreia de Fallout 76 no universo battle royale: aqui, até 52 jogadores disputarão simultaneamente pela vitória utilizando todos os recursos inerentes ao jogo online. Em outras palavras: todas as armas e também os armamentos nucleares. Mais detalhes não foram fornecidos, mas o “enredo” do modo indica que o Vault 51 está sem um supervisor, então a competição entre os jogadores é para apontar alguém para essa função.

Ambas as novidades devem chegar no outono americano, o que posiciona a janela de lançamento para algum momento no último trimestre do ano. Porém, a Bethesda informou que versões de testes do DLC e do novo modo de jogo estarão disponíveis gratuitamente para os atuais jogadores a partir de 10 de junho.

Muito Elder Scrolls

A franquia The Elder Scrolls tomou muito tempo da Bethesda durante sua apresentação. A começar pela demonstração de Elder Scrolls: Blades, game para smartphones que a empresa anunciou no ano passado. O título foi lançado em abril para iOS e Android, transformando-se no segundo maior título mobile da empresa, segundo Todd Howard, diretor da publisher. Contudo, agora, a empresa anunciou Blades também para Nintendo Switch.

Os anúncios dessa franquia não param por aí. A Bethesda também trouxe novidades para The Elder Scrolls Online, MMORPG que está cada vez maior, o que exige mais conteúdos e, também, a abertura de novos servidores para dar conta dos novos jogadores que estão chegando ao game, principalmente depois da última expansão, Elsweyr. Sendo assim, sob o guarda-chuva do "ano do Dragão", a empresa anunciou mais dois DLCs para o game: Dragonhold e Scalebreaker.

Sem data definida, mas com janela de lançamento programada para o fim do verão americano (até setembro de 2019, portanto), essas duas expansões prometem trazer para o mundo de ESO muitos, mas muitos dragões. No trailer, bem intenso, por sinal, os fãs puderam ter um pouco de noção do que os espera para essas expansões, com novos combatentes e poderes à disposição.

Ghostwire Tokyo rouba a cena

Quando Shinji Mikami subiu ao palco, era prenúncio de coisa grande. E não deu outra. O criador de Resident Evil está trabalhando em um novo game de terror chamado Ghostwire Tokyo. A nova IP se passará em uma Tóquio atual e contará uma história de sobrevivência em que o jogador precisará se defender de seres paranormais.

No trailer, podemos ver que a grande ameaça de Ghostwire Tokyo será sobrenatural, com algum evento misterioso fazendo com que as pessoas simplesmente sumam, deixando apenas as roupas que vestiam como vestígio de que um dia existiram. Não é possível saber exatamente o que causa esse sumiço, mas provavelmente o personagem com uma máscara de demônio e o outro que parece ter um arco mágico deverão ter alguma influência nesse evento paranormal.

O trailer possui gráficos ultrarrealistas, mas não explica o que podemos esperar não apenas em matéria de gameplay, mas também o que será o próprio jogo em si. Apesar disso, a diretora do jogo, Ikumi Nakamura, já adiantou que se trata de um experiência do tipo ação/aventura, então podemos esperar alguma ação de artes marciais em meio aos fenômenos sobrenaturais.

Seu lançamento deve ocorrer apenas na próxima geração de consoles.

Rage 2 recebe primeira expansão

RAGE 2 é um game bem divertido, apesar de raso em termos narrativos. Isso, porém, não demoveu a Bethesda de trabalhar em expansões para a o segundo jogo da franquia. Por isso, ele vai ganhar uma expansão que promete adicionar recursos ainda mais expansivos de gameplay para seus jogadores. Rise of the Ghosts vai adicionar novas mechs, modos de jogabilidade e até cheats inéditos no jogo principal.

Os desafios de comunidade também foram renovados e adaptados para o novo conteúdo extra, que deve chegar até o fim do ano.

Wolfenstein Youngblood anima

Confirmado para o dia 26 de julho, Wolfenstein: Youngblood ganhou um trailer recheado de conteúdo durante a apresentação da Bethesda. Youngblood é uma aventura cooperativa que mostra as façanhas das filhas de BJ Blazkowicz, Jess e Soph, enquanto lutam, atiram e apunhalam hordas nazistas. As garotas devem procurar o pai, que desapareceu na década de 1980 em Paris, cerca de duas décadas após o fim de New Colossus. Os jogadores também poderão se aventurar sozinhos, com a IA comandando a outra personagem.

Youngblood estará disponível para Xbox One, Playstation 4, Nintendo Switch e PC.

Deathloop é FPS que promete jogabilidade arcade

Produzido pelo Arkane Studios, estúdio de Dishonored e Prey, Deathloop é a nova IP de tiro em primeira pessoa apresentada pela Bethesda em sua conferência realizada neste domingo (9). Com jogabilidade forjada para ser livre e com jeitão arcade, o game ainda não ganhou data de lançamento, tampouco as plataformas em que será publicado.

Porém, segundo comunicado da Bethesda, Deathloop transportará os jogadores para a ilha sem lei de Blackreef, em uma luta eterna entre dois assassinos extraordinários. O jogador será convidado a explorar ambientes impressionantes e fases meticulosamente projetadas em uma experiência de jogo imersiva, que permite abordar todas as situações da maneira que o jogador preferir.

Doom Eternal é uma delícia

Doom está de volta e é uma delícia. Fechando sua conferência pré-E3 2019 na noite deste domingo (9), a Bethesda confirmou a chegada de Doom Eternal para o dia 22 de novembro, prometendo uma experiência de jogo mais ampla e imersiva, com ambientações mais abertas e combates cada vez mais viscerais. Os produtores do jogo, Marty Stratton e Hugo Martin, afirmam que Eternal tem a intenção de ser “a maior fantasia de poder”. A Terra foi dominada pelos demônios e é a sua missão reverter isso. Em seguida, eles abriram a apresentação para mostrar um novo trailer de gameplay que exibiu alguns recursos do novo jogo.

Stratton e Martin também aproveitaram para contar uma novidade: Doom Eternal contará com um modo multijogador chamado Battlemode, onde o jogador poderá escolher entre competir como um Doomslayer (o caçador de monstros) ou um demônio em si.

Aqui, a jogabilidade muda de acordo com a escolha do jogador, o que adiciona um parecer estratégico para o título.

Outros anúncios

A Bethesda também tirou um tempinho para falar de sua mais nova iniciativa para otimização de streaming para jogos: Orion. No palco da conferência da empresa na E3 2019, os produtores explicaram que a ideia é fornecer otimização às engines de jogos para que os games funcionem de forma mais leve e precisem de menos largura de banda para rodarem lisos em qualquer dispositivo e em qualquer plataforma de streaming.

Imagem: Divulgação/ Bethesda

Segundo a apresentação, é possível fazer com que um game precise de 40% menos largura de banda. “Isso significa menos custo para o jogador e também para a produtora”, informou James Altman, diretor da empresa. Uma das qualidades é que o Orion consegue diminuir o tempo de codificação dos arquivos em 30%, exigindo 20% menos do dispositivo do usuário. Ele ainda é compatível com serviços como Stadia, da Google, e o xCloud, da Microsoft.

A Bethesda também trouxe de volta a famosa franquia Commander Keen. Dessa vez, a série de ação em estilo side-scrolling ganhou uma versão para smartphones.

Para quem quiser testar o game, que está em período de soft launch, ele já está disponível tanto para iOS como para Android.

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