Os 10 melhores filmes de ficção científica disponíveis na Netflix

Por Sihan Felix | 28 de Agosto de 2020 às 12h42
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As expectativas raramente são benéficas quando se trata de cinema. Há, sempre, que se deixar levar por uma obra para que ela tenha a oportunidade de provar seu valor. Preconceber julgamentos antes de ter contato real com o objeto pode ser um gesto que venha a desmerecer ou enaltecer o que, a partir de uma visão neutra, não passaria de merecedor de opiniões medianas, mornas.

O cinema de gênero vem exatamente ao encontro das expectativas, abraçando-as com carinho. Isso porque o funcionamento interno de um filme que venha a se encaixar nessa definição é uma leitura específica do seu gênero. Tais filmes criam suas próprias galáxias, mas sempre dentro de um universo corajoso, este que enfrenta as expectativas.

São, enfim, filmes que fazem jus ao pertencimento do gênero ficção científica que formam a lista a seguir. Claro que, dentro do catálogo da Netflix, ainda podem ser encontrados outros tão bons quanto ou até melhores. Isso só depende da observação individual de cada um de nós. Nada, aqui, tem a pretensão de ser uma verdade absoluta.

Vamos à lista dos 10 melhores filmes de ficção científica disponíveis na Netflix:

10. Onde Está Segunda?

Parece que passou não muito percebido quando foi lançado, mas o filme de Tommy Wirkola (de João e Maria: Caçadores de Bruxas) traz uma história distópica das mais interessantes dos últimos anos. Lançado em 2017, Onde Está Segunda? contorna um mundo onde as famílias são limitadas a uma criança devido à superpopulação. A partir dessa premissa, um conjunto de septupletos idênticos deve evitar ser adormecido pelo governo, passando por lutas internas perigosas enquanto investiga um desaparecimento. O elenco é de peso, contando com Noomi Rapace, Glenn Close e Willem Dafoe.

9. A Caverna

Existem dois filmes com esse título nacional na Netflix (além de outros fora do catálogo). Mas estamos falando do mais recente, de 2017, dirigido por Mark Dennis e Ben Foster e que tem um título original mais direto: Time Trap. Neste, um professor entra em uma caverna e desaparece. Alguns de seus alunos vêm procurando por ele e ficam presos na caverna também. A verdade é que o filme parece beber um pouco do sucesso da série Dark, trazendo uma interessante história sobre tempo. A Caverna é, no mínimo, curioso.

8. MIB: Homens de Preto

Um clássico do final dos anos 1990 traz Will Smith justamente quando estava terminando a série que o lançou (Um Maluco no Pedaço) no papel que coube como uma luva à sua personalidade. Ainda, J (Smith) é o contraponto perfeito para o sisudo K (Tommy Lee Jones). Juntos, eles fazem parte de uma organização secreta que policia e monitora as interações extraterrestres na Terra.

7. Guerra dos Mundos

Dirigido por Steven Spielberg, esse remake tem o jeito único do seu diretor: ação e tensão na medida certa e, em primeiro plano, um drama genuíno. A história acompanha uma invasão alienígena que ameaça a vida na Terra, mas o foco é em uma família, liderada por Ray Ferrier (Tom Cruise) e a pequena Rachel (Dakota Fanning), que luta pela sobrevivência.

6. Lucy

Claro, rápido, com comentários pertinentes e, por mais que tenha total liberdade na utilização e até na deturpação de conceitos científicos, consegue se manter firme dentro de seu universo muito próprio e bem esquematizado pela direção de Luc Besson. A história acompanha a personagem título, interpretada por Scarlett Johansson, uma mulher que acidentalmente vira o jogo contra seus sequestradores e se transforma em uma guerreira implacável que evoluiu além da lógica humana.

5. Gravidade

Para muitos, um filme superestimado. Mas, talvez, Gravidade seja o filme do século XXI que melhor lida com a metáfora da questão da sobrevivência humana e a necessidade de renascimento. A direção de Alfonso Cuarón (de Roma, 2018) trabalha seus conceitos com clareza – apesar de simbolicamente – e faz cada cena ser representativa. O final é dos mais bonitos do cinema contemporâneo, com a personagem de Sandra Bullock saindo da água e vindo à terra em um gestual que remete à evolução da vida.

4. Aniquilação

Aniquilação é um filme que rendeu muitas discussões quando foi lançado — e ainda rende. Sendo o segundo filme dirigido por Alex Garland (o primeiro foi o elogiado e debatido Ex_Machina: Instinto Artificial), o filme parece atestar que o seu diretor não quer ter uma carreira que passe despercebida (seja tematicamente ou por competência). Por outro lado, Aniquilação não é um filme fácil de discutir. É provável que tenha quase uma infinidade de significados diferentes entre os milhões de espectadores que a Netflix pode alcançar. Evolução, autodestruição... tudo é sintetizado em uma ficção científica que cumpre bem uma função do gênero, de aliar a realidade a uma imensa metáfora que parece intocável a olhos nus. O pior – ou melhor no caso – é que o filme ressalta o quanto os corpos humanos são frágeis e o quanto pode ser difícil confiar neles.

3. A Origem

Christopher Nolan: para a maior parte dos cinéfilos, um caso de “ame-o ou deixe-o”. A Origem é um divisor de águas nesse sentido. O último filme lançado antes da finalização da trilogia sobre o Cavaleiro das Trevas parecia colocar em xeque o foco do diretor. Seria Nolan o mesmo que esteve à frente de Following (1998) e Amnésia (2000)? Seria ele aquele que redefiniu o Batman? Ou ele seria alguém à procura de algo ainda maior? Copiador ou original? A verdade é que, ao final de A Origem, ainda restarão dúvidas e as mais de duas horas ecoarão por algum tempo na mente do espectador. Teria Cobb (Leonardo DiCaprio) retornado, realmente, à realidade? Estaria Mal (Marion Cotillard) certa em acreditar que o mundo real é o Limbo? Mas, em meio a tudo isso, poderá surgir uma questão singular: será que o trabalho liderado por Cobb era, somente, inserir uma ideia na mente do pobre Robert Fischer (Cillian Murphy)? Ou seríamos, nós, as verdadeiras vítimas dentro de um sonho de Christopher Nolan?

2. De Volta para o Futuro

Clássico que daria início a uma das trilogias mais icônicas da história do cinema, o filme dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg equilibra muita qualidade no roteiro com uma dinâmica de comédia única. Com um elenco afiadíssimo liderado por Michael J. Fox e Christopher Lloyd, relevância em questões morais e ainda passeando pela história do cinema, De Volta para o Futuro definiu uma geração, fez escola em Hollywood e garantiu o nome de Zemeckis em filmes inesquecíveis, como as duas sequências desse em questão, Uma Cilada para Roger Rabbit (1988), Forrest Gump: O Contador de Histórias e aquele que é um dos melhores filmes da década de 1990 (e da história da ficção científica): Contato (1997).

1. Filhos da Esperança

Filhos da Esperança pode ser considerado um dos melhores filmes do século XXI. Não somente por ser de uma precisão absurda em cada aspecto técnico e por ter uma direção que entende a potência do material, mas por, já em 2006, compreender e demonstrar que o que mais precisamos temer é a nós mesmos. E não em um sentido figurativo. Muito menos algo íntimo. A questão é muito mais ampla, é social, é histórica. O que é revelado em Filhos da Esperança por Alfonso Cuarón – que viria a dirigir Gravidade (2013) e Roma (2018) – é distópico. Longe de ter a beleza (ou não) de um futuro high-tech (mesmo que este se mostre em pedaços em alguns pontos) e a ação de grandes explosões de uma superguerra (por mais que a guerra seja vívida), o mundo para o mexicano, aqui, é uma espécie de regresso ao passado, onde a salvação pode estar na renovação. Nada de barulhentas discussões acéfalas... apenas um gemido.

Ficam, então, as indicações e o espaço dos comentários para acréscimos e tudo o que desejarem. Sem dúvida, como sempre ao fazer uma lista, foi dolorido, mas temos certeza que vocês conseguirão complementar e enriquecer tudo o que está aí.

Bons (ou ruins?) filmes para nós!

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