O céu não é o limite | Foto do buraco negro Sgr A*, uma porta em Marte e+!

O céu não é o limite | Foto do buraco negro Sgr A*, uma porta em Marte e+!

Por Daniele Cavalcante | Editado por Rafael Rigues | 14 de Maio de 2022 às 20h00
EHT/NASA/JPL-Caltech/MSSS/Capnhack/Domínio Público

A semana foi bastante agitada para a comunidade astronômica. Além da primeira imagem do buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia, chamado Sagittarius A*, uma formação curiosa na superfície de Marte intrigou muita gente. Os pesquisadores também descobriram que podem cultivar plantas em solo da Lua.

Confira essas e outras notícias da semana sobre o espaço.

A primeira foto do "nosso" buraco negro supermassivo, Sagittarius A*

A primeira imagem do buraco negro supermassivo Sagittarius A* (Imagem: Reprodução/EHT Collaboration)

Na quinta-feira (12), a colaboração Event Horizon Telescope (EHT) divulgou a primeira imagem real do buraco negro supermassivo Sagittarius A* (ou Sgr A*, para os "íntimos"), que habita no centro da Via Láctea. Esta é a segunda vez que o EHT consegue registrar imagens de buracos negros. A imagem é fruto de observações feitas em 2017, com milhares de "fotos" obtidas em vários radiotelescópios espalhados pela Terra.

Com a imagem, os cientistas puderam tirar novas conclusões sobre o Sgr A* e verificar que ele atende às previsões da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. O Sagittarius A* já era estudado e monitorado por cientistas há décadas, por isso sabemos que ele tem massa aproximada de 4,31 milhões de massas solares e que ele está praticamente adormecido.

Para obter a imagem, foi necessário criar uma rede de radiotelescópios em observatórios de diferentes lugares do mundo que, juntos, formam um telescópio "virtual" quase do tamanho da Terra. Além disso, foram cinco anos de trabalho de mais de 300 pesquisadores de 80 instituições em todo o mundo.

Formação em Marte que parece uma "porta"!

Imagem da formação similar a uma "porta" na superfície de Marte (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

Nem tudo é o que parece ser, mas algumas coisas parecem demais para ignorarmos. É o caso de uma nova imagem registrada pelo rover Curiosity, que mostra uma formação retangular em uma rocha que é muito parecida com uma espécie de porta, ou entrada, feita por seres inteligentes. Claro, isso chamou a atenção de muita gente, principalmente os que esperam encontrar vida inteligente em outro planeta.

Cientistas ainda não sabem ao certo o que é este "entalhe" na rocha, mas há algumas possíveis explicações. A mais provável é que se trate de uma fratura de cisalhamento gerada por, quem sabem, algum abalo sísmico (ou "martemoto") no planeta. E você, o que acha?

Alienígenas poderiam construir megaestruturas ao redor de anãs brancas

Objeto hipotético conhecido como esfera de Dyson (Imagem: Reprodução/Capnhack/Domínio Público)

Um novo artigo propões que as esferas de Dyson, megaestruturas hipotéticas que poderiam ser construídas ao redor de estrelas para extrair energia, podem existir ao redor das anãs brancas (remanescentes de estrelas de pouca massa, como o Sol, após "morrerem").

O autor do estudo disse que estas estruturas devem causar alterações perceptíveis na assinatura luminosa desses remanescentes e isso, talvez, possa ser detectado por nossos telescópios. O autor do estudo estima que menos de 3% dos exoplanetas habitáveis detectáveis por nossos instrumentos, e que estejam ao redor de estrelas que vão se tornar anãs brancas, poderiam ter civilizações capazes de ter construído esferas de Dyson.

"Melhor foto de OVNI já vista" mostra disco voador sobre a Costa Rica

Comparação das fotos antes e depois da digitalização (Imagem: Reprodução/Instituto Geográfico Nacional de Costa Rica/Esteban Carranza)

Uma foto de 50 anos atrás, considerada a melhor imagem de um OVNI já feita, foi escaneada por equipamentos modernos e o resultado foi surpreendente. O registro original, feito em 1971, mostra um objeto metálico e foi "clicado" quando Sergio Loaiza voava a uma altitude de aproximadamente 3 km sobre o território da Costa Rica, em uma missão a serviço do National Geographic Institute.

Usando o filme original, que está preservado nos Arquivos Nacionais e Administração de Documentos dos EUA, Esteban Carranza conseguiu que um laboratório no Kansas digitalizasse a imagem com um scanner de tambor de alta resolução. A nitidez é incrível e revela detalhes do objeto metálico, como um tipo de textura que antes não era perceptível. Ainda não se sabe se ele é algo "extraterrestre" ou alguma tecnologia aqui da Terra.

Pesquisadores conseguem cultivar plantas em solo lunar

Germinação e desenvolvimento das sementes durante um experimento que usou solo trazido da Lua (Imagem: Reprodução/Anna-Lisa Paul et al.)

Em um experimento, cientistas conseguiram cultivar plantas em amostras de solo lunar trazidas pela Apollo 17, há 50 anos. Esse é um grande passo para os planos de uma estadia prolongada de astronautas na Lua. O novo estudo mostrou que o regolito lunar, presente em toda a superfície da Lua, talvez possa se tornar frutífero.

Para isso, claro, é preciso criar estufas e enriquecer o regolito com alguns nutrientes e água. Após dois dias, todas as sementes do experimento germinaram. O problema é que as plantas estavam estressadas, lutando se manterem saudáveis. Apesar disso, os resultados mostraram que o estudo pode estar no caminho certo.

Meteorito marciano parece ter vindo de região sem condições para a vida

O meteorito Miller Range 03346, que veio de Marte e foi descoberto em 2003 (Imagem: Reprodução/NASA)

Um meteorito vindo de Marte e descoberto na Antártica em 2003 poderia fornecer uma resposta que há muito procuramos: será que Marte já teve condições de abrigar a vida? O objeto pertence à classe dos nakhlitos, que podem ter informações sobre os antigos sistemas hidrotérmicos de Marte. Se o meteorito tivesse informações de fontes termais marcianas, poderia ter vindo de um possível berço da vida.

Esse objeto se tornou interessante para a investigação porque os cientistas notaram que minerais ali presentes reagiram após contato com água, há quase 630 milhões de anos. Entretanto, as análises sugerem que essa água não chegou até o meteorito através de um sistema hidrotérmico, mas sim de gelo que havia dentro dela. Esse gelo pode ter derretido durante o impacto na Terra. Em outras palavras, a região de onde o meteorito veio não parece ter sido habitável.

Pedaço de asteroide que matou os dinossauros pode ter sido preservado

Pedaço de âmbar com o possível fragmento do asteroide que atingiu a Terra há 66 milhões de anos (Imagem: Reprodução/University of Manchester/BBC)

Cientistas encontraram um pequeno fragmento preservado em um pedaço de âmbar na Formação Hell Creek, um sítio arqueológico localizado em Dakota do Norte, EUA. A região contém traços do impacto do asteroide que matou os dinossauros, e pode ser que fragmentos dentro do âmbar são pedacinhos desse asteroide.

A descoberta ainda será analisada por outros cientistas, mas se o fragmento for confirmado como parte da rocha espacial, pode ser que pistas sobre a origem do asteroide sejam encontradas.

"Nudes" no espaço? Como assim?

Proposta é similar às ilustrações gravadas nas placas das espaçonaves Pioneer 10 e 11, na década de 70. (Imagem: Reprodução/NASA)

Cientistas da NASA estão considerando enviar imagens com "nudes" para o espaço, em uma tentativa de possível contato com alienígenas. Não se trata de uma mensagem de cunho sexual, mas sim de representações da anatomia humana.

A ideia é informar aos nossos eventuais vizinhos cósmicos alguns detalhes sobre a nossa espécie, como altura média, partes do corpo e população de nosso planeta no momento da transmissão. Bem, tudo isso ainda é uma proposta, e não há garantia de que o plano será executado. Ainda assim, é sempre válido colocar em debate: será que deveríamos dar tantos detalhes sobre nós a possíveis espécies inteligentes que ainda nem conhecemos?

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