Huawei afirma que sistema próprio pode substituir o Android e até o Windows

Por Rubens Eishima | 10 de Agosto de 2020 às 07h45
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Em um congresso de TI na China, o CEO da divisão de consumo da Huawei, Richard Yu, declarou que o sistema operacional em desenvolvimento na empresa, conhecido no ocidente como Harmony OS poderá substituir não apenas o Android nos celulares, mas também o Windows em PCs. Tudo graças ao crescente cerco do governo norte-americano à empresa chinesa.

O sistema já foi adotado em telas conectadas e, neste ano, chegará à linha de smartwatches da Huawei, revelou o executivo. Além de PCs, smartphones e smartwatches, o sistema está em avaliação para uso ainda em tablets e aparelhos no âmbito da IoT (Internet das Coisas).

Yu relembrou que a Huawei saiu de uma posição de retardatária para alcançar e competir no segmento de processadores. Alvo de uma sanção do governo Donald Trump em maio, a divisão HiSilicon ameaçava a supremacia de fabricantes como a norte-americana Qualcomm (que vende os processadores Snapdragon) e a sul-coreana Samsung (com a linha Exynos).

O novo bloqueio dos Estados Unidos foi assinado justamente no trimestre em que a empresa quebrou pela primeira vez a hegemonia da Samsung e da Apple em vendas de celulares, após nove anos de domínio de uma das duas empresas.

Morde assopra

“O Harmony OS se tornará um sistema operacional global no futuro”, previu Richard Yu durante o evento.

O sistema Harmony faz parte do plano da empresa de reduzir sua dependência de tecnologias estrangeiras — principalmente norte-americanas — desenvolvendo soluções próprias e não suscetíveis a bloqueios externos.

A empresa procurava desconversar quando perguntada sobre o objetivo por trás do desenvolvimento do sistema, posicionando o Harmony como uma alternativa para dispositivos IoT enquanto reforçava a intenção de permanecer no ecossistema Android.

Além de procurar formas de voltar a poder usar os aplicativos Google em seus smartphones fora da China, a Huawei adaptou suas alternativas criadas para uso em seu país de origem — onde o Google não oferece Play Store, YouTube, Gmail e outros serviços — para seus celulares em todo o mundo por meio do Huawei Mobile Services. O HMS conta não apenas com soluções caseiras, como também com parcerias, caso do app de mapas Here.

Será que, em um futuro não tão distante, veremos celulares com Harmony OS sendo algo comum por aqui? Qual a sua aposta?

Fonte: ITHome

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