Depois de sistema operacional, Huawei agora anuncia seu próprio Google Maps

Por Wagner Wakka | 14 de Agosto de 2019 às 13h33
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Depois de anunciar seu próprio sistema operacional para smartphones, agora a Huawei também quer ter seu próprio sistema de geolocalização rival ao monopólio do Google Maps. A companhia informou ao site China Daily que a novidade vai se chamar Map Kit e fará parte de outros programas do conjunto Huawei Mobile Services (HMS).

A movimentação da gigante chinesa é ousada. Há tempos Apple e Microsoft patinam para fazer seus programas do ramo ao menos relevantes perto do da Google. Segundo a publicação, o sistema não seria inicialmente destinado ao consumidor final, mas sim para desenvolvedores criarem seus próprios programas. Por isso, ele seria um kit de ferramentas e não um aplicativo em si.

A Huawei fechou parcerias com a empresa russa Yandex e a rede americana de viagens Booking Holdings. Inicialmente, a proposta é de que ele funcione em 40 línguas e 150 países diferentes.

Para que a plataforma funcione, a companhia vai usar o sistema de bases em vários países pelo mundo recebendo sinais de satélite da Huawei. Assim, o sistema pode oferecer algumas ferramentas semelhantes às do Maps, como condições de tráfego, reconhecimento quanto o carro muda de pista e até compatibilidade com realidade aumentada.

O serviço fará parte de um pacote ainda maior de produtos, com kits de direção, local, espaço, cidades entre outros, inseridos em um pacote maior do HMS. A expectativa da Huawei é implementar a novidade já em outubro deste ano.

Embargo

A movimentação da Huawei vem logo após o momento de incertezas sobre banimento com EUA. O governo de Donald Trump colocou um embargo sobre a companhia nos Estados Unidos, impedindo que produtos sejam comercializados por lá.

Ainda, empresas do país, como Google e Facebook, não poderiam mais oferecer suporte para a Huawei. Assim, a chinesa começou a movimentação para produzir seu próprio sistema operacional e, agora, até seu sistema de mapas. Com embargo, ela perderia o Android e outros serviços oferecidos pela Google.

Em julho, negociações entre EUA e Huawei sinalizavam a reabertura com o país. Contudo, em fala no último dia 9 de agosto, Trump foi categórico em dizer que não fará nenhum contato com a empresa, voltando a bani-la.

Questionado sobre o caso, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirmou que todos os pedidos de licença ainda estão em análise e que não tem mais nada a comentar sobre o assunto. Ou seja, o assunto ainda está no campo das incertezas, o que justifica a rápida movimentação da Huawei.

Fonte: China Daily

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