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Google prepara ao menos 20 produtos de IA para competir com o ChatGPT, diz site

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 01 de Fevereiro de 2023 às 10h56

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iLexx/Envato
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O Google parece ter dado um gás nos esforços de desenvolvimento de inteligências artificiais para não ficar para trás na corrida do setor. Segundo informações da rede CNBC, a gigante estaria testando vários projetos para concorrer com o ChatGPT e demais serviços de produção de imagem, vídeo e conteúdo a partir de caixas de textos.

A medida teria sido determinada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai, e classificada como "código vermelho". Em geral, essa nomenclatura é usada no mundo corporativo para representar algo muito urgente, com prioridade sobre qualquer outra iniciativa.

A reportagem da CNBC aponta ao menos 20 produtos de IA previstos para lançamento em 2023, sendo que alguns deles devem se envolver na batalha entre bots "sabe-tudo". Um dos candidatos mais fortes seria chamado Apprentice Bard, uma solução de conversa que aprimora a Meena e incorpora a tecnologia assustadora LaMDA para a realização de atividades.

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Segundo fontes da matéria, a própria equipe da LaMDA teria sido convidada a trabalhar na criação de concorrentes para o ChatGPT, afinal o caminho para eles seria mais curto. Para quem não se lembra, a LaMDA é uma interface conversacional que impressionou o mundo em 2021 após contar piadas e realizar atividades.

Durante a apresentação no Google I/O, a interface entendeu contextos e chegou a demonstrar humor. Muita gente chegou a questionar se aquilo havia sido programado, como em um script, mas a naturalidade da escrita impressionou bastante.

Houve até uma polêmica envolvendo um dos engenheiros do projeto, que afirmou categoricamente que o robô tinha ganhado consciência. Após um polêmico afastamento, ele acabou demitido da empresa devido à repercussão negativa do caso.

Chatbot mais cauteloso

Apesar da urgência do projeto, o chefe de IA do Google Jeff Dean teria dito aos funcionários durante reunião fechada que pretende adotar uma abordagem mais conservadora na tecnologia. Isso significaria que a solução pode ser mais contida que a premissa do ChatGPT, que se propõe a fazer de tudo, mas ainda erra bastante, espalha fake news e trata mentiras (ou questões não pacificadas) como se fossem verdades.

Por outro lado, é preciso mostrar ao mundo algo que comprove uma resposta à altura dos rivais. O criador do Gmail chegou a afirmar que as IAs de conversação poderiam atingir um nível de excelência que ameaçariam os mecanismos de busca, como o próprio Google. Afinal, por que alguém perderia tempo buscando em páginas a resposta para algo que pode ser obtido com uma única pergunta?

Há também os problemas relacionados aos direitos autorais, tanto dos criadores de conteúdo quanto no ambiente acadêmico. Existe muita divergência se tais ferramentas poderiam ser usadas para escrever trechos de artigos científicos e até se deveriam ser creditados como coautores de estudos.

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O que dá para presumir é que a Gigante das Buscas não ficará para trás na batalha das IAs. Embora preze sempre pela qualidade dos seus serviços, o Google tem um histórico de investidas falhadas em áreas que fogem da sua zona de conforto. Parece que 2023 vai ser um ano agitado para os robôs.

Fonte: CNBC