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CEO da OpenAI diz que ChatGPT é legal, mas é um produto horrível

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 14 de Fevereiro de 2023 às 12h38

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Steve Jennings/TechCrunch/CC-2.0
Steve Jennings/TechCrunch/CC-2.0

O confudador e CEO da Open AI Sam Altman disse que o ChatGPT ainda tem muitos problemas e é um "produto horrível". O executivo criticou o próprio chatbot de conversas naturais da sua empresa, o que mostra que ainda há planos de otimizar muitas coisas.

A declaração foi dada em entrevista ao podcast de tecnologia Hard Fork, do New York Times. Ele disse que as pessoas estão "acessando um site que às vezes funciona e às vezes está inativo", uma clara referência ao congestionamento de servidores do ChatGPT.

"As pessoas digitam algo, estão tentando até acertar, e então copiam a resposta e vão colá-la em outro lugar — e depois voltam e tentam integrar isso com os resultados da pesquisa ou seus outros fluxos de trabalho", acrescentou.
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A afirmação parece ser uma referência ao design excessivamente simplista do projeto, considerado um dos trunfos da IA. Mas, ao que parece, o layout é simples demais para Altman, que não disse se pretende reformulá-lo.

O CEO da empresa criadora da IA disse que a tecnologia é "legal, com certeza". Porém, admite que ainda falta muito para alcançar um patamar aceitável de produto.

"As pessoas realmente adoram, o que nos deixa muito felizes. Mas ninguém diria que ainda é um produto excelente e bem integrado... Mas há tanto valor aqui que as pessoas estão dispostas a tolerá-lo", concluiu.
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ChatGPT segue em alta

Curiosamente, mesmo com tantas críticas do mandachuva, o ChatGPT alcançou mais de 100 milhões de usuários em apenas dois meses de lançamento. Ontem (13), a OpenAI lançou o plano Plus no Brasil, que dá direito a acesso prioritário e ferramentas exclusivas, por R$ 105,00.

O ChatGPT conquistou o público devido à sua capacidade de escrever textos de maneira humanizada e a realizar tarefas, como programar códigos básicos, criar roteiros para vídeos e responder a dúvidas. O robô consegue até produzir redações boas o suficiente para ser aprovado no execício das profissões de médico e advogado nos Estados Unidos.

Por outro lado, o ChatGPT também está bastante sujeito a falhas, erros de interpretação e preconceitos. Em muitos casos, informações falsas ou inconclusivas são repassadas como se fosse verdade, o que pode confundir muita gente.

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Muitas empresas, como a Microsoft e seu buscador Bing, já estão usando a tecnologia GPT-3.5 e GPT-4 para otimizar seus produtos. Resta saber quais serão os planos de Sam Altman para o ChatGPT, além de capitalizar sobre a sua ferramenta, obviamente.