Google pode adotar sistema de privacidade estilo Apple no Android

Google pode adotar sistema de privacidade estilo Apple no Android

Por Igor Almenara | 05 de Fevereiro de 2021 às 09h05
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A garantia da privacidade dos usuários, aparentemente, está se consolidando como tendência este ano. Fontes revelaram ao Bloomberg que o Google considera a aplicação de medidas semelhantes ao App Tracking Transparency (ATT) da Apple, adotado no iOS 14, mas feito de forma mais “branda”.

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Os diálogos ainda seriam relacionados a como a companhia pode limitar a coleta de dados e o monitoramento de atividade entre aplicativos nos dispositivos Android. Se for verdade, o estágio indica que a gigante está decidida em levar a ferramenta para sua base de usuários, mas estuda formas de evitar brigas calorosas com Facebook e outros desenvolvedores.

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Houve um crescimento considerável de usuários com demandas maiores por privacidade dos dados — algo impulsionado pela controversa introdução do ATT. A ideia de dar ao utilizador o poder de ceder ou não seus dados, informando-o que o app em questão demanda a entrega de informações, vem ganhando popularidade, e o Google não pode arriscar manchar seu comprometimento com os consumidores em detrimento de outras gigantes ou apps da Play Store.

(Imagem: Charles Deluvio/Unsplash)

Por outro lado, essa ação parte do mesmo Google que levantou desconfiança ao enviar as atualizações dos seus apps para a Apple na véspera da introdução das normas de privacidade. Embora tenha se justificado posteriormente, a ação está no âmbito das polêmicas mais recentes que envolvem a companhia, inclusive o inquérito feito pelo governo dos EUA descrevendo “políticas de privacidade confusas” até para funcionários.

Google e sua relação com “privacidade”

Em 28 de janeiro deste ano, as medidas impostas pela Apple surtiram efeito no Google. Em seu blog, a companhia anunciou mudanças significativas nos seus apps — cuja imensa maioria foi voltada para proteção da privacidade dos usuários e adequação às exigências da fabricante estadunidense.

A novidade incluiu o fim do monitoramento de atividade do aparelho, que permitia a construção de perfis de usuários para direcionamento de propagandas personalizadas. No blog, a empresa indicou sua preferência por anúncios menos eficientes a alertar os usuários sobre a coleta extensiva de informações de uso do celular.

(Imagem: Rubens Eishima/Canaltech)

Para o Facebook, mais problemas

Ainda não há detalhes sólidos sobre as discussões que ocorrem dentro do Google, tampouco se elas representam, de fato, interesse da companhia na introdução de melhores políticas de proteção de dados. A empresa parece tentar encontrar o balanço perfeito entre as demandas dos usuários, mas sem prejudicar a renda dos desenvolvedores.

O desenvolvimento da ferramenta terá os olhos atentos do Facebook, que iniciou até processos antitruste contra a Apple porque a Maçã supostamente tenta “sufocar” a concorrência. Ações próximas ao ATT no Android isolaria a empresa de Mark Zuckerberg, obrigando-a a mitigar sua extração de dados ou encarar mais um longo e desgastante processo judicial contra outra gigante.

Fonte: Bloomberg

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