Lista: 10 coisas que ainda precisam ser melhoradas no Windows 10

Por Sérgio Oliveira | 03 de Setembro de 2015 às 10h20
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O Windows 10 é um sucesso. Em pouco mais de 1 mês de vida, o novo sistema operacional da Microsoft já é mais utilizado do que o Windows 8. Contudo, tamanha popularidade não necessariamente significa que ele é perfeito, pelo contrário.

Ainda há algumas arestas a serem aparadas para que o Windows 10 realmente fique redondo e longe das críticas do grande público. Entre algumas coisas, o Edge, por exemplo, ainda precisa receber os vários recursos que foram prometidos a ele; o menu Iniciar pode ser mais inteligente e por aí vai.

Confira a nossa lista com 10 coisas que ainda precisam melhorar no novo sistema operacional da Microsoft.

1. O recém-nascido Edge

O Edge chegou prometendo ser o melhor navegador da Microsoft de todos os tempos. Com um novo motor de renderização, o browser é bem mais rápido do que o Internet Explorer e até certo ponto cumpre com o que promete. O problema é que a Microsoft prometeu uma penca de funcionalidades que ainda não foram disponibilizadas para o Edge. Por exemplo, ele ainda não é capaz de sincronizar favoritos ou abas abertas em outros dispositivos. Tampouco há suporte a extensões e a possibilidade de fazer o upload de arquivos os arrastando para dentro da janela também é inexistente.

A Microsoft já prometeu que tudo isso será disponibilizado em atualizações futuras, mesmo assim ainda há algumas falhas cuja solução não estão previstas para tão cedo - talvez nunca apareçam, para falar a verdade. Isso porque, por questões de segurança e facilidade de atualização, o Edge é um aplicativo universal e por isso não é possível executar algumas coisas que já estávamos acostumados a fazer antes, como fixar abas secundárias na barra de tarefas.

Em outras palavras, por ser um app universal não é possível fixar sites na barra de tarefas para que os ícones funcionem como atalhos rápidos. Para que isso (e outras coisas) passe a funcionar, a Microsoft teria que desenvolver o Edge praticamente do zero novamente.

2. Integração com o OneDrive

Embora preze bastante pela integração com a nuvem, a verdade é que a Microsoft acabou tendo que limar uma das funções mais bacanas do OneDrive, seu serviço de armazenamento de arquivos online.

Antes, no Windows 8, os usuários do serviço podiam navegar e visualizar até mesmo os arquivos e pastas que não estavam sincronizados com o computador. Contudo, no Windows 10, essa funcionalidade foi cortada.

Agora, quem usa o OneDrive e escolheu não sincronizar alguns arquivos ou pastas não poderá visualizá-los no computador. Ao invés disso, o serviço abre o navegador padrão do sistema e leva o usuário até o site do OneDrive para visualizar tudo. O mesmo acontece quando se quer adicionar um arquivo a uma pasta não sincronizada - ou você sincroniza ela inteira, ou abre o navegador para fazer o upload por lá.

Segundo a empresa, o corte foi feito porque a funcionalidade consumia muito espaço de armazenamento sobretudo em tablets rodando o Windows. Tudo bem que a justificativa é nobre, mas bem que os desenvolvedores poderiam trabalhar numa forma de identificar que tipo de dispositivo está sendo utilizado para então liberar o recurso ou não, não é mesmo?

3. Organização de janelas

É bem verdade que as áreas de trabalho virtuais vieram para dar uma ajuda a quem utiliza vários aplicativos de uma só vez. O problema é que o Windows 10 não lembra muito bem a posição e o tamanho das diferentes janelas que outrora estiveram abertas. Por causa disso, o sistema nos faz mover e redimensionar as janelas praticamente todas as vezes que reabrimos um aplicativo - o que antes não era necessário no Windows 8, diga-se de passagem. Pode parecer bobagem, mas no dia-a-dia isso ajuda bastante a melhorar a produtividade.

A possibilidade de por duas janelas lado a lado nos foi apresentada em 2009 com o Windows 7, mas desde então a funcionalidade não recebeu nenhum incremento

A possibilidade de por duas janelas lado a lado nos foi apresentada em 2009 com o Windows 7, mas desde então a funcionalidade não recebeu nenhum incremento (Imagem: Captura de tela / Sergio Oliveira)

Outro ponto que poderia ser repensado com carinho é a disposição das janelas em si. Fomos apresentados à organização horizontal de duas janelas, lado a lado, no Windows 7, mas desde então isso pouco mudou. Seria uma boa ideia permitir que os usuários as organizem três janelas verticais, ou que elas se redimensionassem automaticamente à medida que uma é ajustada pelo usuário, por exemplo. Trazer algumas variações nesse aspecto ajudaria vários profissionais, como programadores e até mesmo jornalistas.

4. Menu Iniciar mais inteligente

Aclamado por grande parte do público, o novo menu Iniciar também tem lá seus bugs. Para começar, ele não aguenta mais de 512 itens simultâneos, causando um travamento geral no sistema. Outro aspecto que incomoda um pouco são as limitações de personalização do menu.

Embora ele traga, sim, algumas opções como ajuste da largura e altura do menu, bem como reorganização das live tiles, irrita um pouco o fato de não podermos expandir a visualização da seção "Todos os Aplicativos". Não importa o quão grande seja o seu menu Iniciar, os aplicativos sempre ficarão espremidos ali naquele cantinho.

Também não há uma opção de tornar os ícones da lista maiores, o que pode incomodar sobretudo aqueles que utilizam monitores Full HD de poucas polegadas. Nesse caso, caçar um app específico apenas pelo seu ícone é uma missão e tanto.

5. Funcionalidades da Microsoft Store

Replicando a filosofia adotada para o Windows 10, a Microsoft também resolveu unificar a Windows Store e a Windows Phone Store e oferecer uma experiência única para os usuários. O problema é que essa união gerou uma série de falhas e instabilidade na loja virtual.

Os problemas são tantos que há vários relatos de usuários que não conseguem sequer baixar os aplicativos da agora Microsoft Store. Outros relatos dão conta que as atualizações automáticas têm falhado com uma frequência acima do normal, o que pode por muita gente em risco no caso de updates críticos.

Outro ponto que vem sendo alvo de críticas internet a fora é a impossibilidade de enviar apps para outros dispositivos, algo que era oferecido anteriormente na Windows Phone Store. Ao invés de navegar utilizando um browser qualquer no desktop e mandar um app ser instalado num dispositivo específico, agora é preciso memorizar o nome dele até pegar o telefone e poder fazer o download - nada prático.

Desde da união das duas lojas virtuais da Microsoft não é mais possível mandar instalar um app no smartphone a partir de um navegador desktop, por exemplo

Desde da união das duas lojas virtuais da Microsoft não é mais possível mandar instalar um app no smartphone a partir de um navegador desktop, por exemplo (Imagem: Captura de tela / Sergio Oliveira)

Além disso, poder fazer o inverso também seria uma boa ideia, principalmente se levarmos em consideração que o tempo que gastamos navegando na web via dispositivos móveis é cada vez maior. Portanto, nada mais justo do que ver um app bacana na palma da mão e mandar ele ser instalado no computador de casa, por exemplo.

6. Windows Update como um repositório

O Windows 10 vem sendo propagandeado pela Microsoft como a última versão do sistema operacional a ser lançada no mercado. Isso significa que, daqui para frente, o sistema apenas receberá atualizações incrementais, que adicionarão novos recursos e funcionalidades ao software. E, como você deve imaginar, tudo isso deve ser distribuído via Windows Update.

Com a obrigatoriedade de sempre manter o sistema atualizado, a Microsoft bem que poderia transformar o Windows Update num repositório de uma vez por todas, tal qual acontece com o Linux, por exemplo. Desse jeito, a gigante de softwares centralizaria de uma vez por todas a distribuição e instalação de atualizações não só do Windows e Office, mas também de softwares e drivers de terceiros.

Caso isso se concretize um dia, veríamos cada vez menos bloatwares infestando computadores recém-comprados, já que tudo poderia ser instalado e ativado a partir do Windows Update. Práticas como a da Samsung, que desativou o sistema de atualizações em seus computadores, também seriam coibidas, trazendo mais confiança e segurança para todos os usuários do Windows.

7. Ajuste de volume

Gerenciar o áudio no Windows nunca foi uma das coisas mais funcionais do sistema operacional. No Windows 10, contudo, isso tudo atingiu um novo nível de bagunça. Embora o gerenciamento de volume continue praticamente o mesmo desde sempre, localizado ali na bandeja do sistema, próximo ao relógio, agora ele é incapaz de controlar os aplicativos baixados da Microsoft Store.

Quem vem utilizando o Edge nos últimos tempos deve ter percebido que isso afeta diretamente no funcionamento do navegador, cujo volume de reprodução não pode ser ajustado a partir dali. Isso significa que não importa o quanto você mexa, nunca será possível ajustar o volume do que está sendo tocado no navegador de maneira independente, tendo que fazer a equalização de todo o sistema para isso.

8. Interface confusa e mutante

A Microsoft já afirmou que em algum momento do futuro a seção "Configurações" terá todos os itens de controle do "Painel de Controle", embora não tenha especificado quando isso acontecerá.

Até lá, teremos que continuar lidando com a natureza mutante da interface de usuário do sistema operacional, que em certos momentos nos faz lembrar do Windows 7 e em outros traz à tona sua verdadeira face. Ou seja, por enquanto tudo ainda é uma verdadeira bagunça, com novos elementos de design se misturando com conceitos aplicados lá no longínquo ano de 2009.

A anarquia reina na interface de usuário do Windows 10. Em alguns momentos o sistema nos exibe janelas que foram redesenhadas para o Windows 7 e em outros a sua nova interface

A anarquia reina na interface de usuário do Windows 10. Em alguns momentos o sistema nos exibe janelas que foram redesenhadas para o Windows 7 e em outros a sua nova interface (Imagem: Captura de tela / Sergio Oliveira)

9. Histórico e sincronização de notificações

O conceito de centrais de notificação foi importado dos smartphones para o Windows 10 pela Microsoft. Contudo, a central do sistema operacional também sofre com bagunça e falta de memória.

Ao contrário do que acontece nos dispositivos móveis, aqui os avisos não são agrupados, tampouco classificados para melhorar a visualização pelo usuário - tudo fica jogado, de maneira desordenada. Além do mais, não há qualquer possibilidade de deixá-los lá para visualização posterior e, uma vez vistos, eles somem para sempre.

Tal qual acontece no Edge, também há falta de comunicação entre os diversos dispositivos conectados a uma conta Microsoft. Logo, se uma notificação é dispensada no smartphone, por exemplo, era para ela ser dispensada no desktop também, correto? Errado! A Central de Ações funciona de maneira independente e totalmente isolada, desconhecendo o que acontece nos demais dispositivos do usuário.

10. Registro detalhado das atualizações

As atualizações mandatórias do Windows 10 vêm causando muita controvérsia desde que a Microsoft as anunciou. Como se não bastasse sermos obrigados a baixar atualizações que às vezes podem causar o mal funcionamento do PC, esses updates também estão vindo com pouquíssimas (na verdade nenhuma) informações sobre o que está sendo alterado.

A escassez de detalhes, bem como a falta de um registro claro sobre o que foi implementado, modificado ou consertado vem sendo alvo de inúmeras críticas. Apesar dos protestos, a Microsoft disse que manterá a política e que só divulgará a lista do que está sendo desenvolvido para o Windows 10, sem especificar quais bugs estão sendo corrigidos, quais funcionalidades serão implementadas ou qualquer coisa do tipo. Desse jeito fica difícil saber o que está causando problema, ou, ainda pior, confiar no que a empresa nos fornece.

E para você que já está usando o Windows 10, o que pode ser melhorado no novo sistema operacional da Microsoft? Quais falhas vêm incomodando você no dia-a-dia? Conta para gente na caixa de comentários aqui embaixo.