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De codinome "Hudson Valley", possível Windows 12 terá foco em IA

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 06 de Dezembro de 2023 às 15h20

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Reprodução/Deskmodder.de
Reprodução/Deskmodder.de
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A Microsoft parece confiar na inteligência artificial como peça central da próxima grande atualização de seu sistema operacional. Ainda que a mudança para um suposto Windows 12 esteja incerta, principalmente diante de temores quanto à fragmentação da plataforma, o trabalho interno segue a todo vapor para o lançamento de uma nova versão já no ano que vem ­— ela até já tem um codinome: Hudson Valley.

Pelo menos é o que afirma o site Windows Central, que divulgou um panorama exclusivo sobre os planos para o futuro próximo do sistema operacional. A expectativa é de chegada de uma grande atualização até o final do ano que vem e, depois, uma mudança na forma como a Microsoft lida com as novas versões do sistema operacional, adotando um calendário anual de entrega de novos recursos em vez da sequência atual, com pequenos updates ao longo de um período de três anos.

Essa alteração no roadmap seria um dos resultados da saída de Panos Panay, chefão do Windows desde 2018, e as alterações na estrutura do próprio departamento. Como o trabalho na nova grande versão já está em andamento, a ideia seria manter o cronograma atual e, a partir do ano que vem, modificar toda a dinâmica de atualizações da plataforma.

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Windows e IA totalmente unidos

Vamos por partes, então. A primeira entrega da nova versão do Windows estaria prevista para outubro de 2024, mas o pacote completo ficaria para o segundo semestre. Uma chegada aos consumidores, então, não deve acontecer antes de setembro, com a Microsoft mirando o final do ano que vem — e o fim do atual ciclo de três anos — como objetivo.

O foco, como dito, seriam as integrações com inteligência artificial ainda mais entremeadas ao sistema operacional. Chamados internamente de “Copilot avançado”, o novo conjunto de funções traria os modelos de linguagem a elementos como o Windows Shell, a abertura de aplicativos e o gerenciamento de recursos do sistema, com o comportamento do usuário servindo para alimentar a tecnologia em busca de otimização.

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Mudanças na busca também seriam implementadas, com a IA reconhecendo o que foi exibido na tela a qualquer momento, enquanto mais contexto seria adicionado. Não lembra o nome de um documento? Vai dar para pedir para o Windows localizar todos os arquivos enviados por um contato específico em uma determinada data ou listar todos os locais em que uma conversa com alguém aconteceu.

Entre os aspectos técnicos, estaria em desenvolvimento uma tecnologia chamada Super Resolution, que otimizaria o hardware para melhorar a qualidade de jogos e vídeos exibidos em tela cheia. Wallpapers também receberiam animações criadas por IA, enquanto até mesmo os elementos de interface poderiam ser organizados de acordo com o uso. Isso incluiria até mesmo a posição de barras de tarefas e menus do sistema operacional — segundo as informações, este seria um recurso ainda experimental e que pode demorar para chegar.

Mesmo com as mudanças e muito mais coisa rodando nos bastidores, a nova versão do sistema operacional teria uma eficiência energética 50% maior em relação ao Windows 11 atual. Recursos voltados à energia renovável também fariam parte, como uma opção em que a bateria somente seria recarregada caso o notebook esteja ligado a uma fonte desse tipo, caso contrário, o computador somente receberia a energia necessária para funcionar.

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Novo Windows pode ter lançamento segmentado

Outra mudança de calendário estaria no cronograma de chegada da nova versão do Windows ao mercado. Caso as informações exclusivas estejam corretas, o Windows Hudson Valley pode ser o primeiro sistema operacional da Microsoft a estar nas mãos de fabricantes de dispositivos antes de uma liberação ao público em geral, por meio do sistema interno de atualizações da plataforma.

Isso seria fruto de uma parceria com empresas como a Qualcomm, que com seus novos chips Snapdragon X Elite, estaria trazendo exatamente o rol de recursos de hardware que a Microsoft precisa. O hardware, aliás, nem mesmo seria compatível com o Windows 11, mais um motivo pelo qual a empresa estaria trabalhando duro na tecnologia para lançamento já em 2024.

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Entra em jogo, aqui, outra linha de desenvolvimento chamada CorePC — ou Win3 —, voltada a dar um design modular para o Windows. A ideia é fazer com que a plataforma tenha características diferentes de acordo com o hardware em que está rodando, o que incluiria também o download ou não de certas atualizações e novos recursos.

Os avanços, aqui, estariam sendo significativos, com a Microsoft considerando esta uma versão mais segura do Windows, já que os elementos centrais da plataforma ficam isolados de arquivos, aplicativos e outros recursos. Ela também facilitaria o desenvolvimento de correções, bem como downgrades e recuperações caso o usuário queira fazer isso.

E o Windows 12, como fica?

Com tudo isso em vista, a maior interrogação do roadmap atual da Microsoft é sobre como chamar o sistema operacional, já que a ideia de tornar o Windows 10 sua última versão caiu por terra. Essa, aliás, seria uma decisão tomada por Panay que a empresa, agora, cogita reverter de forma a evitar uma fragmentação ainda maior da plataforma.

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Isso porque a maioria dos PCs de hoje ainda rodam versões antigas. Segundo a Microsoft, o W10 operacional tem 1,4 bilhão de usuários em todo o mundo, mas apenas 400 milhões — ou menos de 30% — usam o Windows 11. O restante não poderia fazer o upgrade mesmo se quisesse devido a restrições de hardware.

Ao introduzir uma terceira versão nessa equação, também com suas próprias necessidades técnicas, essa divisão poderia aumentar ainda mais. Outro ponto a favor dos trabalhos em torno da dinâmica CorePC, ainda que, pelo menos internamente, a versão Hudson Valley seja vista mais como um “novo Windows” do que como uma atualização.

A Microsoft não se pronunciou sobre o assunto nem comentou as supostas mudanças no roadmap de desenvolvimento do Windows.

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Fonte: Windows Central