Órgãos dos EUA estudam aplicar restrições em ex-subsidiária da Huawei

Órgãos dos EUA estudam aplicar restrições em ex-subsidiária da Huawei

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 21 de Setembro de 2021 às 16h10
Free-Photos/Pixabay

Órgãos Federais dos Estados Unidos, como o Departamento de Comércio e o Pentágono, estão divididas se devem colocar a Honor, ex-subsidiária da Huawei, na lista de restrições de exportação do país.

Segundo reportagem publicada no The Washington Post, integrantes do Pentágono e dos Departamentos de Energia, Estado e Comércio realizaram uma reunião na última semana para decidir qual ação tomar em relação a Honor.

A matéria indica que o Departamento de Energia e o Pentágono recomendam que a empresa tenha as restrições aplicadas, enquanto os Departamentos de Estado e Comércio são contra essa decisão. Caso a Honor seja incluída no documento, ela precisará obter uma licença para receber exportações vindas do Estados Unidos e vender seus produtos no território do país.

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Em agosto, legisladores dos EUA, como o deputado Michael McCaul, do Texas, pediram para que a empresa fosse incluída na lista, alegando que a venda da Honor pela Huawei em janeiro de 2021 foi uma estratégia para a companhia escapar do controle de exportação do país.

A Huawei vendeu a Honor para a Zhixin New Information Technology. Dois sócios dessa empresa mantém relações com o governo municipal de Shenzhen, na China.

A lista de restrição de exportação dos EUA

A Huawei está na lista de restrições de exportações dos EUA desde maio de 2019, quando o então presidente americano Donald Trump a incluiu. A lista foi criada para reforço de regras implementadas na época, relacionadas ao papel do governo quanto à proteção de redes e infraestruturas essenciais do país.

Qualquer empresa que tem seu nome incluso na lista de restrição de exportações é impedida de vender seus produtos em território dos EUA e de adquirir ou negociar componentes com companhias americanas sem autorização governamental. A medida é válida tanto para a companhia em si quanto para suas subsidiárias, o que também incluía a Honor antes de sua venda.

A Huawei afirma que a venda da Honor foi uma consequência da empresa ter sido banida de exportar componentes dos EUA. Segundo a companhia, a inclusão na lista afetou a capacidade dela adquirir processadores e licenças de software para a fabricação dos smartphones de algumas subsidiárias, como a Honor.

Em janeiro deste ano, Gina Raimondo, governadora do estado de Rhode Island, afirmou que pretendia avaliar a manutenção da Huawei na lista de restrições do departamento de comércio dos Estados Unidos. Porém, em março, o governo do Presidente Joe Biden limitou mais ainda os fornecedores da empresa chinesa, tornando ainda mais restrito o número de empresas que poderiam fornecer componentes para dispositivos 5G da fabricante de smartphones.

Em maio, o vice-presidente da Huawei, Vincent Peng, escreveu uma coluna no jornal Nikkei Asia chamando Biden para uma conversa. O presidente americano, até o presente momento, não se manifestou sobre o convite.

Fonte: The Washington Post, Android Headlines, The Verge

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