Review Moto G60 | Um Moto G pode ser incrível

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 19 de Julho de 2021 às 09h39
Ivo/Canaltech

O Moto G60 foi anunciado no final de abril com câmera de 108 MP, tela de 120 Hz e bateria gigantesca de 6.000 mAh. As especificações técnicas do celular da Motorola prometem um ótimo aparelho a preço relativamente baixo, podendo ser encontrado muitas vezes na faixa dos R$ 2,2 mil.

Mas será que este intermediário é mesmo tudo isso? Ou é muita promessa e pouca entrega? Eu testei o aparelho por alguns dias e posso afirmar que, apesar de alguns pontos negativos, ele pode valer muito a pena. Tudo depende do que você precisa em um aparelho, mas, no geral, o Moto G60 é um intermediário incrível.

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Veja nos próximos parágrafos os detalhes deste smartphone e o que eu descobri em meus testes e durante a minha experiência com ele. No final, você pode optar por levá-lo para casa ou procurar por uma alternativa entre seus principais concorrentes.

Prós

  • Ótimo desempenho;
  • Bom conjunto de câmeras;
  • Ótimas selfies — com flash LED;
  • Excelente duração de bateria;

Contras

  • Tela com brilho baixo;
  • Áudio mono;
  • Poucas atualizações de sistema.

Confira o preço atual do Moto G60

Design e Construção

Moto G60 tem três câmeras na traseira, mas é como se fossem quatro (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Apesar de todas as características que poderiam situar o Moto G60 entre celulares premium — ainda que sem o hardware topo de linha —, o dispositivo tem uma construção relativamente simples, com traseira em peça única e acabamento em plástico liso. Mesmo assim, o aparelho não é tão escorregadio, com boa aderência às mãos, e muitas marcas de dedos. Uma capinha de TPU acompanha o Moto G60 e agrada quem faz questão de proteger seu celular de quedas, sujeiras e garantir pegada melhor.

São duas opções de cor, um azul meio acinzentado — este usado nos testes — e um dourado bem leve. Ambos têm efeito degradê e reflexão da luz em forma de ondas.

  • Dimensões (A x L x P): 169,7 x 75,9 x 9,75 mm
  • Peso: 220 g

Na frente, a Motorola optou pelo furo na tela para a câmera frontal, que fica centralizada e próxima à borda superior. E apesar da tela gigante, com 6,8 polegadas, o Moto G60 possui dimensões um pouco menores que seu antecessor Moto G9 Plus, cujo display tem o mesmo tamanho. Isso acontece porque o aproveitamento é maior, com 85,3% da parte frontal ocupada pelo visor — o G9 Plus tinha 84,3%. Ou seja, as bordas são ainda mais finas, e você tem menos distrações quando assiste a um vídeo ou navega em sites e redes sociais no celular.

Nas laterais, o smartphone da Motorola tem botões de energia, volume e uma tecla exclusiva para o Assistente do Google no lado direito. No lado esquerdo, há uma gaveta de chips com um espaço para cartão SIM e outro híbrido, que pode abrigar um micro SD ou outra linha de telefônica. O Moto G60 ainda tem um conector USB-C na parte inferior e um P2 (para fones de ouvido) na superior.

O leitor de impressão digital fica na parte traseira, bem acima da parte central, e pode ser um pouco difícil de alcançar para quem tem mãos menores. Curioso que a Motorola tenha optado por um sensor biométrico mais tradicional, já que usou o recurso embutido no botão de energia tanto no Moto G9 Plus quanto no Moto G100, uma característica bastante elogiada por muitos usuários. Mas aí é uma questão pessoal: eu gosto do leitor no botão power, mas entendo a praticidade de tê-lo na traseira, também.

Tela

Tela de 120 Hz entrega fluidez em animações do sistema (Imagem: Ivo/Canaltech)

Um dos grandes destaques deste modelo intermediário é a tela com taxa de atualização de 120 Hz. Isso quer dizer que ele oferece mais fluidez em animações do sistema e em alguns jogos, pois exibe uma quantidade maior de quadros por segundo. Mas recurso não afeta a reprodução de vídeos, e nem todos os games vão ficar mais suaves. É possível usar a taxa automática — que se adapta dependendo do conteúdo, para evitar atualizações desnecessárias e é a opção padrão — e ainda fixar a tela em 60 Hz ou 120 Hz.

Outro ponto positivo do display é a resolução Full HD+, com 1080 x 2460 pixels e densidade aproximada de 395 pixels por polegada. Isso é garantia de imagens nítidas o suficiente para agradar praticamente qualquer pessoa. Mas tenha em mente que isso, aliado à taxa de atualização maior, afeta a duração da bateria. E não dá para alterar a resolução da tela.

A proporção é a mesma do Moto G9 Power, de 20,5:9. Assim, é possível assistir aos seus filmes preferidos sem as bordas pretas, já que a imagem no formato de cinema preenche todo o visor.

Por fim, o painel do tipo IPS LCD oferece cores naturais, e há opção para deixar a exibição mais vívida, com aumento de saturação. O problema é que essa tecnologia de display não consegue alcançar brilho muito alto, e pode ser um pouco difícil de enxergar o visor na rua. Além disso, o preto não é tão profundo quanto o de um OLED, ficando em um tom de cinza bem escuro porque não apaga totalmente os pixels. O suporte ao HDR10 corrige um pouco esse defeito em vídeos, além de equilibrar melhor as cores, que não pendem tanto para tons frios.

Configuração e Desempenho

O Moto G60 oferece um monte de vantagens sem descuidar do hardware. O dispositivo é bastante potente e conta com uma plataforma da Qualcomm que está entre as mais poderosas do mercado para celulares intermediários, o Snapdragon 732G, um sucessor do Snapdragon 730G usado no Moto G9 Plus. O armazenamento se repete, com 128 GB, que podem ser expandidos com um cartão microSD. Já a RAM aumenta para 6 GB.

Isso significa que o aparelho tem alto poder de processamento, além de repetir a mesma GPU já encontrada no modelo mais avançado da linha Moto G do ano passado. A diferença real é a velocidade dos núcleos, pouca coisa maior. Ou seja, o Moto G60 dá conta do recado em tarefas básicas e ainda sobra para realizar alguns processos mais exigentes, como editar e renderizar vídeos, executar jogos com gráficos mais pesados e por aí vai.

Óbvio que ele não vai se comparar a um topo de linha, mas não fica tão longe assim. Curiosamente, o Moto G60 teve resultados bem melhores no 3D Mark do que o Moto G9 Plus, apesar da plataforma semelhante. Já no PC Mark, a pontuação foi mais próxima, de 9.087 pontos no G60 e 8.477 no antecessor. A diferença no teste de armazenamento também não foi muito grande, com 14.068 vs 13.487. Você pode ver os resultados dos testes de benchmark que rodei no Moto G60 na galeria abaixo.

“O Moto G60 não traz uma evolução tão grande em hardware comparado ao Moto G9 Plus, mas senti que o modelo mais novo é consideravelmente mais fluido que o antecessor. E isso vai um pouco além da tela com taxa de atualização maior. Vale a pena uma troca? Talvez não, mas pode ser mais interessante pular para o celular mais recente se você estiver pensando em comprar um novo aparelho agora”.

Para quem gosta de números e especificações técnicas detalhadas, o Moto G60 tem o SoC Qualcomm Snapdragon 732G. A plataforma é construída em litografia de 8 nanômetros com processador de oito núcleos, sendo dois mais potentes de 2,3 GHz com arquitetura Kryo 470 Gold, e outros seis mais eficientes de 1,8 GHz e arquitetura Kryo 470 Silver. A GPU é a Adreno 618, cuja frequência base é de 800 MHz, e o armazenamento possui tecnologia UFS 2.1.

Interface e conectividade

Daria para esperar conexão 5G no Moto G60, mas o aparelho fica no 4G. Além disso, traz Bluetooth 5.0, NFC e Wi-Fi dual-band — compatível com modems de frequência 2,4 GHz e 5 GHz. E tem a função de compartilhar a tela via Chromecast.

O smartphone foi lançado com o Android 11 e traz todas as principais funções oferecidas pelo Google em sua versão mais recente do sistema operacional. E a Motorola incluiu suas principais modificações, com os gestos de abrir câmera, ligar a lanterna, fazer print da tela e até personalizar a interface, com fontes, ícones e cores. Ainda assim, possui bem poucas modificações, comparando com modelos de outras marcas.

E, como de costume, as atualizações são um dos maiores pontos negativos do Moto G60. A Motorola só garante uma nova versão do sistema — provavelmente o Android 12 — e atualizações de segurança por até dois anos contados da data de lançamento. Ou seja, a partir de abril de 2023, apenas correções críticas serão liberadas para o aparelho.

Câmera

A própria Motorola oferece conjuntos quádruplos de câmeras em alguns de seus celulares intermediários, como o Moto G9 Plus, Moto G30 e Moto G20. Curiosamente, os mais avançados da linha Moto G em 2021 trazem conjuntos triplos, com a vantagem de a super grande-angular ter função macro também. Então você não sai perdendo no fim das contas, pelo contrário.

No caso do Moto G60, a principal tem 108 MP com uma tecnologia que junta nove pixels em um para alcançar um tamanho maior, o que reduz ruídos — ou “sujeiras” — na imagem, além de aumentar a sensibilidade à luz. A ultra grande-angular tem 12 MP, mas o modo macro fica com apenas 8 MP, pois há um recorte das bordas para aproximar a imagem. Temos ainda um sensor de profundidade de 2 MP para completar o conjunto triplo. Na frente, as selfies ficam a cargo de uma câmera de 32 MP.

Sensor principal | 108 MP

Câmera de 108 MP do Moto G60 impressiona (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Ter um sensor de 108 MP não é nenhuma garantia de tirar boas fotos. Mas a Motorola conseguiu ajustar bem a câmera do Moto G60, que entrega alto nível de detalhes mesmo em ambientes não tão iluminados, e ainda tem o Night Vision para aumentar a nitidez em locais com pouca luz. As cores não são muito destacadas, como é normal em celulares da marca, mas as fotos ficam atraentes devido ao alto detalhamento dos objetos no enquadramento.

Com a abertura f/1.9, a câmera principal do Moto G60 também consegue fazer um modo retrato natural quando você se aproxima bastante dos objetos, e dá para tirar fotos quase macro com o sensor de 108 MP. Admito que me surpreendi positivamente com a qualidade das fotos que tirei com este intermediário da Motorola.

Super grande-angular | 12 MP

Ultra wide não é nada demais, mas está acima da média da categoria (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

As fotos ultra wide têm qualidade um pouco inferior às do sensor principal, mesmo que ambos registrem o resultado final com 12 MP (4000 x 3000 pixels). Mas a abertura menor, f/2.2, e as diferenças gerais no hardware, geram imagens mais agradáveis.

No geral, a câmera super grande-angular do Moto G60 também tira boas fotos, com distorção dentro do normal nas bordas, cores um pouco mais lavadas que a principal e detalhes em nível menor. Mas ainda é melhor que muita ultra wide de celulares da mesma faixa de preço e até de alguns mais caros. O fato de o foco não ser fixo ajuda bastante nesse sentido, pois dá para destacar melhor um objeto específico na sua fotografia.

Macro | 8 MP

Macro capta um nível de detalhes incrível (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A macro usa o mesmo sensor e a mesma lente da ultra wide, e entrega qualidade semelhante, mas em objetos muito aproximados. Com boa iluminação, dá para tirar fotos incríveis e chamar atenção nas redes sociais para garantir likes e engajamento.

É claro que você não vai ter a mesma qualidade de um celular topo de linha, mas para um intermediário, o Moto G60 passa com louvor no teste de qualidade fotográfica.

Modo retrato e outros recursos

Modo de destaque de cor é satisfatório (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

O recurso que merece menos elogios é o modo retrato, que ainda apresenta mais falhas do que poderíamos esperar de um celular potente como este aqui. Para outros modelos da linha Moto G estaria bom, já que o nível de exigência também é mais baixo, mas neste caso sou obrigado a falar que há falhas no recorte e o desfoque pode acabar no lugar errado da foto se você não tomar bastante cuidado.

Outros recursos fotográficos do Moto G60 são o já mencionado Night Vision, recorte de fundo, cor em destaque, Cinemagraph — que cria GIFs movimentados apenas em áreas selecionadas pelo usuário —, panorama, selfie em grupo, ultra-res (para usar os 108 MP sem reduzir a resolução), profissional, scanner e filtro interativo.

Selfies | 32 MP

Selfies estão acima da média da categoria (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera de selfies do Moto G60 tem a tecnologia que junta quatro pixels em um, e resulta em imagens mais detalhadas e com mais sensibilidade à luz. Sendo assim, o aparelho entrega fotos com ótimo nível de detalhes e realmente consegue bons resultados mesmo com pouca luz. E ainda tem um flash LED frontal ou o modo Night Vision para ajudar em casos de iluminação bastante precária.

“Este é um dos melhores celulares da Motorola que eu testei em muito tempo no quesito selfies — e eu testei praticamente todos os lançamentos da marca desde 2017. Se você gosta muito de tirar fotos e gravar vídeos com a câmera frontal, pode colocar o Moto G60 no seu radar.”

Vídeos

Na gravação de vídeos, você tem a opção do 4K tanto na câmera principal quanto na frontal. Mas terá que escolher entre a resolução maior ou uma taxa de quadros mais elevada, com 60 fps no 1080p. A macro também aceita vídeos Full HD com fluidez de movimento maior, enquanto a ultra wide só filma em 1080p a 30 quadros por segundo.

A qualidade das imagens é boa até mesmo com pouca luz, considerando que há sempre uma pequena perda em ambientes menos iluminados. A estabilização é um dos destaques da gravação de vídeo, mesmo com a frontal.

Sistema de Som

E mais uma vez um celular da linha Moto G peca na hora de tirar uma nota 10 com louvor por conta do sistema de áudio. O Moto G60 tem apenas um alto-falante, mas ao menos o som mono é bem equilibrado, com foco nos médios sem prejudicar muito os graves e os agudos. A potência também é razoável, com pouca distorção em volumes muito altos. E tem uma função que otimiza o alto-falante para cada tipo de conteúdo conforme indicações de especialistas.

Com Bluetooth 5.0 e conector P2, o Moto G60 oferece opções para conectar fones de ouvido ou caixinhas de som. A Motorola sempre justifica que o som não é foco de muito consumidor, e aqueles que fazem questão de um bom sistema de áudio geralmente já têm um par de fones de ouvido preferido para ouvir música ou consumir filmes e séries. Os efeitos de áudio também podem ser ajustados para o som em acessórios conectados.

Bateria e Carregamento

Com mais modelos na linha Moto G este ano — a Motorola lançou do Moto G10 até o Moto G60 e o Moto G100, por enquanto, apesar de nem todos terem chegado ao Brasil —, a variante Power perdeu um pouco de sentido. Mas nem por isso o consumidor deixa de ter uma opção com 6.000 mAh de capacidade de bateria, que no caso é o Moto G60.

E ele teve um dos melhores resultados até hoje em nosso teste padrão de autonomia na Netflix. Foram consumidos apenas 11% da carga em 3 horas de streaming de vídeo, com uma duração estimada de mais de 27 horas, repetindo o que o Moto G9 Plus conquistou com sua bateria de 5.000 mAh. Lembrando que o teste é feito com a tela em 50% do brilho, que pode ser um pouco mais alto dependendo do celular. E, como era reprodução de vídeo, a taxa de atualização ficou limitada ao conteúdo exibido, que pode variar entre 24 fps e 30 fps.

O teste de uso prático confirma a boa autonomia do aparelho, com até 54 horas longe da tomada, segundo a Motorola. Em um dia normal, com redes sociais como Instagram e TikTok, mensageiros instantâneos, checagem de e-mail, reprodução de vídeos no YouTube e Netflix, streaming de música no YouTube Music e uma jogatina casual no Free Fire e Subway Surfers, o celular fechou 12 horas longe da tomada com 61% de carga sobrando.

Foram cerca de 5,5 horas de tela acesa, e a estimativa de duração da bateria era até as 13h30 do dia seguinte. Provavelmente duraria até mais, já que normalmente temos um período de 8 horas de sono em que o celular fica em stand by e tem consumo mínimo. Dá para dizer que a carga dura mais de um dia com folga, apesar de o teste ter sido feito somente no Wi-Fi.

Sempre bom lembrar que, ao falarmos em autonomia de bateria, é preciso ter em mente que são apenas estimativas. O uso varia de pessoa para pessoa e depende de muitas variantes, que vão desde a potência do sinal de rede móvel — não utilizada em nossos testes, para termos uma comparação melhor entre cada modelo — até brilho da tela e quantidade de apps instalados. Assim, não leve os números aqui apresentados como verdade final. O importante é saber que a bateria do Moto G60 vai durar bastante, apesar da tela com alta taxa de atualização.

O problema fica para a recarga, que é limitada a 20 W. Não é pouca potência, mas considerando que são 6.000 mAh, o tempo na tomada acaba consideravelmente maior do que o de outros dispositivos atuais. Pelos meus testes, você pode esperar cerca de 2 horas e 20 minutos para fazer o carregamento de 0% até 100%.

Concorrentes Diretos

O Moto G60 tem muitos pontos positivos e poucos defeitos, mas você não tem obrigação de aceitar este aparelho se preferir interface ou algum outro detalhe de outras marcas. Entre as opções na mesma faixa de preço, há bons modelos para considerar, mas, como sempre, você vai acabar abrindo mão de algo para levar outro modelo que possa ser do seu agrado.

O Galaxy A52 pode ser encontrado a preço melhor e vai entregar desempenho semelhante, um ótimo conjunto de câmeras — até melhor em alguns cenários — e tela melhor, mas bateria com duração mais baixa. Outra opção da Samsung seria o Galaxy A72, que também não autonomia maior que o Moto G60.

Entre modelos da Xiaomi, há opções equilibradas, mas aí você abre mão da garantia de 12 meses, pois os bons preços estão com os importadores do mercado cinza. O Poco X3 NFC só perde para o concorrente da Motorola em bateria, e fica muito perto ou é até melhor em outros aspectos. Já o Mi 11 Lite, apesar de mais caro, chega mais próximo dos pontos positivos do Moto G60.

Por fim, se você não faz questão de desempenho tão bom, nem de bateria tão duradoura, mas quer uma ótima tela e câmeras muito boas, pode optar pelo Realme 8 Pro.

Conclusão

O Moto G60 é um celular intermediário que traz as melhores características possíveis para um modelo de sua categoria atualmente. A tela tem alta taxa de atualização, o processador é potente, a bateria é gigante, e o conjunto de câmeras é liderado por um sensor de 108 MP. E tudo funciona dentro do esperado.

Claro que há poréns, como o áudio mono, o brilho da tela baixo e a limitação em atualizações oferecidas pela Motorola. Mas quem não tem uma prioridade nestes pontos, poderá curtir o celular por três anos ou até mais tempo sem se preocupar com falta de espaço, travamentos e afins.

Eu posso afirmar que, apesar de todos os poréns, este é um dos melhores Moto G que já testei. E eu experimentei praticamente todos os Moto G desde a primeira geração, já que ele foi meu primeiro smartphone, e eu tive a oportunidade de conhecer todos os modelos lançados desde 2017 — além de ter testado alguns lançados antes disso, como o Moto G4 Plus.

O preço de lançamento do dispositivo é de R$ 2.699, mas é possível encontrá-lo por valores bem melhores no varejo nacional. Se aparecer por menos de R$ 2 mil, é uma das melhores opções disponíveis hoje no mercado brasileiro.

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