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Pixel 8 Pro mostra pontos altos e baixos de reparo em novo desmanche

Por| Editado por Wallace Moté | 17 de Novembro de 2023 às 16h57

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Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Pixel 8 Pro

Atual topo de linha do Google, o Google Pixel 8 Pro é o mais novo smartphone a passar pelo processo de desmanche do YouTuber Zack Nelson, do canal JerryRigEverything. Depois de superar com tranquilidade os testes de resistência do criador de conteúdo, o aparelho voltou a ser elogiado, especialmente por trazer promessa de suporte prolongado de reparos, mesmo que conte com algumas características físicas não tão amigáveis para consertos.

A abertura é feita pelo lado da tela, o que pode complicar um pouco o processo e facilitar a quebra do display, apesar de este ser justamente o tipo mais comum de reparo. Zack destaca ainda o compromisso da gigante das buscas em vender peças de reposição para a linha pelos próximos sete anos em uma parceria com o iFixit, junto aos sete anos de grandes updates, promessas vistas pelo YouTuber como extremamente bem-vindas.

O painel não é fixado por parafusos, dependendo apenas de adesivo forte para impedir a entrada de água e um conector de fácil remoção. Já na parte interna, um dos primeiros destaques é a placa de alumínio que reveste o topo das peças — além de funcionar como um complemento para a refrigeração, o componente traz o motor de vibração, garantindo que o feedback háptico atinja todo o corpo do celular com mais uniformidade.

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Chegando na bateria, Zack acaba encontrando outro ponto pouco amigável para o desmanche: as pull tabs. Etiquetas que removem a célula de energia com facilidade, evitando acidentes, as pull tabs costumam ser excelentes aliadas na hora do reparo, mas o tipo usado pelo Google não funciona tão bem quanto deveria, conforme o desmonte de outros canais já haviam mostrado.

Muito fina, a solução adotada pela companhia não consegue forçar a cola de forma efetiva, levando o YouTuber a usar álcool isopropílico para remover a cola. A situação não é ideal, sendo já caracterizada como um aspecto que precisa ser melhorado em futuras gerações. Ainda assim, há outros aspectos positivos na construção do telefone, como a antena para 5G mmWave que, diferente da maioria dos dispositivos, é bidirecional.

Seu design aponta tanto para a lateral de alumínio, quanto para a traseira de vidro, o que deve garantir melhor recepção. Dito isso, também temos mais algumas más notícias, com destaque para a porta USB-C. Por ser soldado na placa-mãe, o conector dificulta os reparos, exigindo conhecimento mais avançado ou mesmo a substituição completa dos circuitos, o que encarece o trabalho.

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O criador de conteúdo encerra o vídeo conferindo de perto os sensores usados pelo termômetro do Pixel 8 Pro, um dos recursos únicos do aparelho. O componente utiliza um mecanismo com quatro pontos que medem a temperatura de objetos a até 5 cm de distância.

Em teoria, o recurso é capaz de checar a temperatura de humanos, mas ainda não foi licenciado pelo FDA, órgão regulador equivalente da Anvisa nos EUA — é provável que a segurança dos dados seja a preocupação da agência. Independente disso, no fim das contas, o modelo mostra um futuro promissor para a linha Pixel em termos de suporte e reparos, apesar de ainda precisar de algumas melhorias.

Lançado no início de outubro de 2023, o Google Pixel 8 Pro tem como destaques o novo processador Tensor G3, câmeras aprimoradas e tela AMOLED de brilho mais intenso, de até 2.400 nits, bem como o forte foco no software, embarcando um número considerado de funções alimentadas por IA generativa. O flagship já está à venda no exterior por preços que partem de US$ 999 (~R$ 4.905), e infelizmente não deve ser trazido ao Brasil.