Mercado de celulares concentra mais no top 5 com Samsung líder no 1º trimestre

Mercado de celulares concentra mais no top 5 com Samsung líder no 1º trimestre

Por Felipe Junqueira | Editado por Wallace Moté | 09 de Junho de 2021 às 12h45
Anh Nhat/Unsplash

O mercado de celulares voltou a crescer no primeiro trimestre de 2021, depois de sofrer uma queda durante o ano passado, causada principalmente pela pandemia de COVID-19. O pódio segue com Samsung, Apple e Xiaomi em primeiro, segundo e terceiro, assim como já havia sido observado no final de 2020, quando os efeitos do embargo imposto pelos EUA à Huawei começaram a surtir efeito na fabricante chinesa.

O relatório é da Gartner, que observou um acréscimo de 26% nas vendas do primeiro trimestre do ano. Na comparação ano a ano, ou seja, dos três primeiros meses de 2021 com os mesmos meses de 2020, o crescimento foi de 22%, segundo a companhia. O aumento se deve a uma demanda reprimida aliada a alguns outros fatores, explicou o diretor de pesquisa sênior da Gartner, Anshul Gupta.

“A melhoria na perspectiva dos consumidores, o aprendizado sustentado e o trabalho em casa, junto com a demanda reprimida de 2020 impulsionaram as vendas de smartphones no primeiro trimestre. Os consumidores começaram a gastar em itens discricionários à medida que a situação da pandemia melhorou em muitas partes do mundo e os mercados se abriram", observou o analista. Porém, ele ainda lembra que a base de comparação é menor do que entre 2020 e 2019, por isso o crescimento em dois dígitos.

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Os números ainda mostram uma concentração maior do mercado de celulares nas cinco líderes, que ampliaram o domínio, enquanto as outras tiveram redução de cerca de 40% para 30% do mercado. Samsung, Apple, Xiaomi, Vivo e Oppo celebram o crescimento, enquanto Huawei fica de fora por conta do embargo imposto pelos EUA.

Samsung segue líder

Todas as empresas listadas apresentaram aumento na fatia de mercado na comparação ano a ano. Isso se deve, principalmente, à saída da Huawei de cena, visto que a fabricante chinesa sofre com o embargo americano e reduziu bastante a oferta de celulares, inclusive após vender a marca Honor.

Mesmo assim, todas venderam mais unidades agora. A Samsung ultrapassou os 76 milhões de celulares vendidos ao redor do mundo, aumento expressivo aos mais de 55 milhões do primeiro trimestre de 2020. A companhia agora tem 20,3% de fatia de mercado, quase dois pontos percentuais a mais que os 18,4% do início do ano passado.

Segundo a Gartner, lançamentos de celulares a preço médio abaixo de US$ 150 impulsionaram as vendas da sul-coreana em todo o mundo. Também contribuiu para o crescimento das vendas a antecipação de modelos 5G, principalmente o lançamento da série Galaxy S21 em janeiro.

(Imagem: Reprodução/Gartner)

Apple volta à vice-liderança

A Apple, que ficou com a primeira posição no ranking da Gartner no último trimestre de 2020, voltou à segunda colocação, também com acréscimo de quase dois pontos percentuais em sua fatia de mercado comparado com o primeiro trimestre do ano passado, agora com 15,5%. O movimento é normal, visto que a oferta da nova geração de iPhone costuma impulsionar as vendas da Maçã no final do ano, e volta a patamar mais estável nos três primeiros trimestres do ano seguinte.

A chegada do suporte ao 5G à série iPhone 12 foi um dos maiores impulsionadores da Maçã, e há previsão de que será o modelo mais vendido de sua história nos primeiro meses. “O 5G continuará a ser o principal impulsionador de crescimento da Apple em 2021. As atualizações de dispositivos irão alimentar a demanda pelo telefone carro-chefe da Apple ao longo do ano”, avaliou Gupta.

Chinesas seguem no páreo

No terceiro lugar ficou a Xiaomi com 12,9% de fatia de mercado, três pontos percentuais a mais do que os 9,9% do trimestre inicial de 2020. Vivo e OPPO completam o top 5 com 10,2% cada, sendo que a primeira subiu de 7,4% e ultrapassou a segunda, que tinha 8% no começo de 2020. As três empresas souberam aproveitar as oportunidades com a queda da Huawei, segundo a Gartner.

Curiosamente, a categoria “outras”, que inclui todas as fabricantes não citadas, teve uma forte queda em sua fatia de mercado, o que aponta para uma possível concentração do setor nas cinco maiores. Nos primeiros meses de 2020, essas empresas detinham mais de 42% do mercado, e agora ficaram com quase 31%, apenas.

A Gartner ainda observou que a escassez global de chips ainda não impactou o mercado neste início de 2021. Isso pode mudar nos próximos trimestres, que devem ter um aumento nos preços dos celulares e, consequentemente, uma demanda menor dos consumidores por conta disso.

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