iPhone 12 mantém lucro da Apple superior ao de todas as rivais somadas em 2021

iPhone 12 mantém lucro da Apple superior ao de todas as rivais somadas em 2021

Por Eduardo Moncken | Editado por Wallace Moté | 15 de Outubro de 2021 às 11h45
Reprodução/Apple

A Apple não é a maior fabricante de celulares do mercado, e mesmo assim, é a empresa mais valiosa não apenas do setor — como uma das mais valoradas do mundo ao lado de Amazon e Google. E apesar não vender dobráveis a US$ 2 mil ou mais, seu ecossistema é completo o suficiente para a empresa comercializar muitos gadgets a uma margem de lucro muito interessante.

Prova disso é o estudo mais recente da Counterpoint Research. Considere que a Apple não abre mais os números de vendas de cada produto, e que, assim, o estudo é paralelo às métricas oficiais da companhia. E o que eles mostram é que a empresa de Tim Cook, mesmo vendendo menos que a Samsung e algumas outras, é de longe a que mais lucra.

(Imagem: Reprodução/Counterpoint Research)

Segundo o levantamento, a receita da Apple no segundo trimestre deste ano bateu seu 4º melhor resultado desde o começo de 2019. A empresa estaria concentrando 40% do dinheiro feito com celulares em todo o mundo. A Samsung, que tem o maior marketshare global, teria algo em torno de 15%.

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Lucro abissal

Quando falamos do lucro operacional, o abismo é ainda maior: os iPhone 12 empurraram a margem da empresa para os 75% de tudo que seria arrecadado com venda de smartphones. A Samsung aparece, no relatório da Counterpoint Research, muito atrás, na segunda posição, com algo próximo aos 15%. Xiaomi, Oppo, Vivo Mobile Communications Co. e Huawei dividem os outros 10%.

Não é novidade que a Apple coloca uma boa margem de lucro para os seus produtos. A adesão aos celulares faz com que ela obtenha vantagem mesmo que suas concorrentes vendam mais. Afinal, matematicamente falando, em termos de arrecadação, importa mais quanto cada marca arrecadou — e não quantas unidades vendeu.

Outra característica que coloca a Maçã em posição vantajosa é a forte integração de ecossistema e serviços. A Apple não esconde que o TV Plus, Arcade, Fitness Plus, iCloud e outros compõem parte importante da estratégia de vendas. Some ainda outros gadgets atrativos aos consumidores pela interoperabilidade facilitada com o iPhone, como AirPods, Watch, iPads e Macbooks.

Ainda sobre Apple, os novos iPhone 13 chegaram ao Brasil. A pré-venda foi iniciada hoje (15), e a venda geral começa em 22 de outubro. Eles desembarcam no país um mês após a oficialização global. Os novos iPad Mini 6, iPad 9 e Apple Watch 7 seguem sem data para território nacional.

Fonte: Counterpoint Research, Gizmochina

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