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Dormir longe de quem ronca melhora qualidade de vida, diz cientista

Por| Editado por Luciana Zaramela | 06 de Junho de 2023 às 18h45

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Joel Overbeck/Unsplash
Joel Overbeck/Unsplash

Dormir em quartos separados pode ser o fator que salva um relacionamento, ao invés de terminá-lo, segundo especialista do sono — especialmente se o motivo estiver relacionado ao ronco e problemas noturnos similares. Ao separar as camas, com hábitos de sono melhores, o casal ficará mais descansado, disposto e idealmente mais feliz. Quem faz a afirmação é Russell Foster, professor de neurociência circadiana da Universidade de Oxford e diretor do Laboratório de Oftalmologia Nuffield.

O cientista explicou a questão durante uma palestra no Hay Festival, tradicional festival britânico de literatura realizado no País de Gales. Além dos problemas de casal, Foster também falou sobre como ter uma boa noite de sono. Segundo ele, muitas pessoas o abordam — geralmente sozinhas — para confidenciar que usam tampões de ouvido para evitar os sons produzidos pelo parceiro ou parceira durante a noite, mas que já não funcionam mais, e pedem dicas sobre o que fazer.

Efeitos de dormir em quartos separados

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Caso o único problema seja realmente o ronco, diz o médico, então dormir em um outro cômodo deve resolver o problema. Muitos que ouvem a dica acabam respondendo com receio, dizendo que dormiram com o parceiro por décadas — e que passar a noite em camas separadas acabaria com o relacionamento. Ele discorda veementemente, dizendo que justamente o contrário acontece.

Ao separar as camas ou quartos, inicia-se uma nova fase do relacionamento. Com um sono melhor, ambos ficam mais descansados e provavelmente mais felizes, sendo mais responsivos um ao outro, menos impulsivos e irritáveis — não só na vida a dois, mas também de modo geral. Segundo o médico, são apenas benefícios, motivos para acreditar que não há problema algum em dormir num outro quarto. Não há razão, afinal, para não realizar outras atividades em conjunto em uma cama — separando o lugar alternativo apenas para dormir, afinal, ninguém interage durante o sono.

Saúde e dicas para o sono

Além da mudança, convém cuidar da sua saúde e do seu parceiro. É importante visitar o médico caso exista a suspeita de apneia do sono, uma das causas mais comuns dos roncos noturnos e que pode ser perigosa caso não seja tratada. Tanto insônia quanto apneia do sono aumentam os riscos de ter um AVC e de insuficiência cardíaca, segundo estudos, então fique atento aos sinais, como ronco alto, falta de ar durante o sono, despertar com boca seca, dor de cabeça matinal e sonolência diurna.

Foster ainda dá algumas dicas para um bom sono, incluindo uma inusitada — deletar os aplicativos que monitoram o sono. Isso pode aliviar a ansiedade relacionada ao descanso noturno e melhorar a sua qualidade. O especialista afirma que eles são inúteis, mas com ressalvas. Um monitor de sono é bom para dizer, em linhas gerais, quando você adormeceu, se acordou à noite e quando acordou. Quando o aplicativo começa a dizer “você teve uma boa noite de sono porque teve muito sono REM”, isso é besteira, diz o médico.

Outra dica é a luz matinal. Ela é muito importante para o ritmo circadiano, ou seja, o famoso “relógio biológico”. Nosso corpo responde à luz e sua ausência, então é importante se expor à luminosidade ao sair de casa durante o dia, ou, no mínimo, ficar sob a luz do sol após acordar. Isso vai informar ao corpo que estamos na parte ativa do dia, e pode nos ajudar a ficar mais alerta.

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Fonte: The Guardian, Consumer Reports